No último texto, do nosso articulista arquiteto Luiz Fernando Janot, no jornal O Globo do último sábado dia 14 de março de 2015 foi mencionada a questão do projeto de cidade, e sua transparência para o conjunto da sociedade. Duas questões a meu ver fundamentais para a efetivação de uma prática democrática em nossa sociedade. A atividade de projeto é basicamente uma ação de antecipação sobre o vir a ser da cidade, ou do bairro, ou de um terreno. Ela envolve uma pergunta fundamental, que ambiente queremos deixar para o futuro? O que deve ser preservado e o que deve ser transformado e melhorado? Com que custos e por quanto tempo? Perguntas que estão no entorno da prancheta do projeto. Quando desenvolvemos as transformações que nossas cidades demandam de forma transparente, com debates, audiências públicas, o caminho de desenvolvimento do projeto ganha em legitimidade e garante sustentabilidade as obras, pois os usuários se transformam em partícipes.
Diário de Pedro da Luz Moreira, interessado em discutir a arquitetura, a cidade e o projeto
quinta-feira, 19 de março de 2015
terça-feira, 10 de março de 2015
Entrevista sobre o Museu da Maré numa radio inglesa
Entrevista minha numa rádio inglesa sobre o prêmio que o IAB-RJ concedeu ao Museu da Favela da Maré, na sua última premiação, na qual destacava o fato de que esse acervo promove, documenta e expõe uma outra dimensão da nossa cultura; a produção do espaço da casa própria pela auto-construção. Uma cultura que está em nossas favelas em todas as cidades brasileiras e foi a resposta dada pelas classes mais fragilizadas na ausência de uma política habitacional estruturada e coordenada pelo poder e pelo interesse público no Brasil. O resultado em muitos aspectos é exemplar e demonstra muito da criatividade do povo brasileiro, que a partir da precariedade conseguiu construir uma urbanidade notável perto das centralidades de nossas cidades, perto portanto das oportunidades de emprego e melhoria de vida. Urbanizar e requalificar esses espaços, garantindo a presença das infra-estruturas urbanas presentes na cidade formal é o desafio maior da nossa política urbana.
O link abaixo é o da entrevista, que pode ser ouvida em sua integra ou apenas com minha fala a partir dos 48:16 minutos da matéria. O mais interessante é que o repórter avaliou que meu limitado inglês poderia ser usado. Portanto, desculpem pelo my bad english...
http://monocle.com/radio/shows/section-d/173/
O link abaixo é o da entrevista, que pode ser ouvida em sua integra ou apenas com minha fala a partir dos 48:16 minutos da matéria. O mais interessante é que o repórter avaliou que meu limitado inglês poderia ser usado. Portanto, desculpem pelo my bad english...
http://monocle.com/radio/shows/section-d/173/
terça-feira, 3 de março de 2015
Baía de Guanabara um cenário nada banal, que precisa ser valorizado
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| Monumento Estácio de Sá |
O Rio de Janeiro passa a ser então um ponto importante para a coroa portuguesa no controle do Atlântico Sul, tanto que em 1808 a familia imperial portuguesa se transfere para a cidade com a invasão napoleônica de Lisboa. Tal acontecimento determina um fato algo inusitado no colonialismo europeu, a transformação de uma capital de colônia, numa capital do reino ultramarinho de Portugal, como a sede de uma corte. Essa condição de capitalidade determinará muito do espírito cosmopolita e aberto da cidade, com relação a outras partes do Brasil até os dias de hoje. A partir da década de quarenta do século XX, a cidade se estende em direção as praias oceânicas de Copacabana e Ipanema.
A retomada da orla da baía de Guanabara como frente marítima, produtora de amenidades e espaços públicos notáveis como o aterro do Flamengo ou a Zona Portuária pode significar um importante reequilíbrio para a cidade metropolitana do Rio de Janeiro.
Os links das duas entrevistas dadas a Globo News estão abaixo...
http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/monumento-no-aterro-do-flamengo-homenageia-fundador-do-rio/4001773/
http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/cidade-e-bela-mas-precisa-de-cuidados-dizem-urbanistas-sobre-o-rio/4001863/
segunda-feira, 2 de março de 2015
Matéria sobre a Região Portuária do Rio de Janeiro
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| O sítio arqueológico do Cais do Valongo na Rua Camerindo |
Me assusta particularmente o grau de deterioração do patrimônio construído do centro da cidade do Rio de Janeiro, onde volta e meia temos notícias da perda de sobrados e imóveis de valor histórico, basicamente no setor privado. Me parece que a cidade do Rio de Janeiro não dispõe de musculatura econômica para manter o nível de investimentos que as pré-existências da área demandam, principalmente quando o setor imobiliário privado permanece com sua inércia instalada, investindo prioritariamente na Barra da Tijuca. Quando foi apontado que os equipamentos olímpicos que a cidade precisava construir cabiam todos na Zona Portuária, o que se pretendia era dar uma mensagem clara para o mercado imobiliário de que o desenvolvimento da cidade tinha dado uma guinada, que passava a privilegiar o centro. Tal orientação não foi seguida, tendo o poder municipal mantido o projeto olímpico disperso em três clusters; Barra da Tijuca, Deodoro e Centro, mantendo-se na Barra os empreendimentos imobiliários como a vila dos atletas e de árbitros. Portanto, mais uma vez a cidade parece perder uma oportunidade única, dispersando seus investimentos, sem mudar sua tendência de dispersão espacial.
Abaixo o link da matéria
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-03/porto-do-rio-450-anos-de-transformacoes
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Paris e um debate sobre a ética da aplicação de recursos nas obras
| Posto de pedágio no Parque Monceau de Ledoux em Paris |
Ledoux transitou entre os dois universos; foi arquiteto de Madame du Barry, amante de Luiz XV, realisou próximo a cidade de Besançon em 1775 as Salinas Reais de Arc et Semans, uma fábrica de sal e também as Barriéres de Paris, postos alfandegários que controlavam a entrada de mercadorias no intramuros da cidade, já no periodo republicano.
| Barriére de La Villete de Ledoux em Paris |
| Fundação Louis Vuitton de Frank O Gehry em Paris |
Essa prática que não parece mais pautar a arquitetura contemporânea, que volta e meia se encontra envolvida por um espetáculo ligeiro e sem consequências. Envolto na pura ostentação de recursos, que passa a ser notada pela espetacularidade dos seus esforços, que já não encontram mais justificativa para suas decisões construtivas.
| Filarmônica de Paris do arquiteto Jean Nouvell |
A pauta na qual a cultura arquitetônica contemporânea foi aprisionada me parece fadada a um envelhecimento rápido e ligeiro, aspectos que a obra de Ledoux parece enfrentar com muito mais potência....
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Nunca fui carnavalesco, mas como não se emocionar com a mobilização das cidades brasileiras
Nunca fui muito de carnaval. Mas não há como não se emocionar com a mobilização das cidades brasileiras por uma farra, alegria e brincadeira estruturada como a que acontece nesses tempos do reinado de Momo. A organização da festa é sempre algo pensado e estruturado com ensaios e preparativos sofisticados, mobilizando diversas energias e iniciativas. O filósofo francês Lefebvre no livro Revolução Urbana determinou como uma tendência utópica da sociedade contemporânea, uma realização típica da nossa vivência;
"Na rua, teatro espontâneo, torno-me espetáculo e espectador, as vezes ator. Nela efetua-se o movimento, a mistura, sem os quais não há vida urbana, mas separação estipulada e imobilizada...Uma tal apropriação mostra que o uso e o valor de uso podem dominar a troca e o valor de troca"
Essa me parece ser a essência do carnaval no Brasil, a rua como palco da representação individual de personagens onde espetáculo e espectador estão fundidos. A rua, como palco vira uma exibição tão particular, que ao mesmo tempo sou ator e espectador.
A expressão urbano para Lefebvre no mesmo livro envolve uma condição utópica ainda não alcançada, um processo no qual a contemporaneidade está envolvida e que envolve uma conquista, que se dirige para uma urbanidade. O urbano para Lefebvre é um processo no qual está inserida a ampliação da sociabilidade, a troca entre diferentes, o encontro com o contraditório. Efetivamente um processo que está instalado em qualquer das nossas grandes cidades, onde encontramos indivíduos e grupos que pensam de forma diferente da nossa, fazendo com que relativizemos nossos costumes e crenças cotidianas.
Há também no mesmo Lefebvre uma passagem que determina que o sentido maior da cidade é a festa, a explosão de espontaneidade que ocorre e nos surpreende, a surpresa inusitada. Os dias de carnaval no Brasil são exatamente a expressão dessa festa, que nos aponta essa urbanidade maior que estamos condenados quando moramos nas cidades.
"Na rua, teatro espontâneo, torno-me espetáculo e espectador, as vezes ator. Nela efetua-se o movimento, a mistura, sem os quais não há vida urbana, mas separação estipulada e imobilizada...Uma tal apropriação mostra que o uso e o valor de uso podem dominar a troca e o valor de troca"
Essa me parece ser a essência do carnaval no Brasil, a rua como palco da representação individual de personagens onde espetáculo e espectador estão fundidos. A rua, como palco vira uma exibição tão particular, que ao mesmo tempo sou ator e espectador.
A expressão urbano para Lefebvre no mesmo livro envolve uma condição utópica ainda não alcançada, um processo no qual a contemporaneidade está envolvida e que envolve uma conquista, que se dirige para uma urbanidade. O urbano para Lefebvre é um processo no qual está inserida a ampliação da sociabilidade, a troca entre diferentes, o encontro com o contraditório. Efetivamente um processo que está instalado em qualquer das nossas grandes cidades, onde encontramos indivíduos e grupos que pensam de forma diferente da nossa, fazendo com que relativizemos nossos costumes e crenças cotidianas.
Há também no mesmo Lefebvre uma passagem que determina que o sentido maior da cidade é a festa, a explosão de espontaneidade que ocorre e nos surpreende, a surpresa inusitada. Os dias de carnaval no Brasil são exatamente a expressão dessa festa, que nos aponta essa urbanidade maior que estamos condenados quando moramos nas cidades.
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Lançamento dos livros Cadernos Técnicos para Urbanização de Favelas no IAB-RJ
Foi realizado nessa sexta feira dia 06 de fevereiro de 2015 o lançamento dos três livros Cadernos Técnicos para Urbanização de Favelas no auditório do IAB-RJ, diante de um público de agentes do Programa Rio + Social, e com a presença do Secretário Municipal de Habitação (SMH) Dr. Carlos Francisco Portinho. Os livros abordam três temas fundamentais da urbanização de favelas; Espaços Livres, Sistema Viário e Resíduos Sólidos Urbanos e foram apresentados por seus respectivos autores arquitetos; Guilherme Figueiredo e Mario Ceniquel, Tatiana Terry e Solange Araújo de Carvalho, e Marat Troina. As publicações pretendem ser uma importante ferramenta para nivelar os parâmetros da urbanização entre projetistas, lideranças comunitárias, agentes sociais, moradores, concessionárias de serviços e gestores públicos. Elas envolvem um esforço realizado no âmbito do Convênio Morar Carioca, celebrado entre o IAB-RJ e SMH, entre os anos de 2011 e 2014.
Na primeira parte do encontro foi montada uma mesa composta pelo atual Secretário de Habitação o Dr. Carlos Francisco Portinho, o Presidente do IAB-RJ o arquiteto Pedro da Luz Moreira, o Coordenador Geral do Rio +Social Dr. Pedro Veiga, o arquiteto do IPP Luiz Fernando Valverde, e o então ex Chefe de Gabinete da SMH arquiteto Antonio Augusto Veríssimo. Nessa primeira parte do encontro destaca-se a proposta do Secretário de Habitação, que sugeriu a indicação conjunta com o IAB-RJ, do nome do arquiteto Afonso Eduardo Reidy, como personalidade do ano no contexto das comemorações dos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro. Uma iniciativa importante e merecida, pois o ilustre arquiteto foi funcionário da Prefeitura do Rio de Janeiro e autor junto com Burle Marx do projeto do Aterro do Flamengo. Obra emblemática da cidade, com uma qualidade extraordinária, profundamente ligada a Baía de Guanabara, que foi tema da última Premiação Anual do IAB-RJ.
Na segunda parte do encontro foram chamados os autores dos Cadernos Técnicos de Urbanização de Favelas, começando pelas autoras arquitetas Tatiana Terry e Solange Araújo de Carvalho, que apresentaram o tema do Sistema Viário. As autoras começaram destacando que as favelas são estruturas inseridas em nossas cidades, e que devem ser tratadas no contexto de busca da universalização da oferta de infraestruturas urbanas para todo o território. Na gênese do sistema viário das favelas a arquiteta Tatiana Terry identificava uma clara diferenciação com os tecidos formais da cidade, enquanto na informalidade o espaço privado antecede o espaço público da rua, da viela e da praça, nos bairros formais se dava o contrário. Apesar dessa diferenciação morfológica a arquiteta entendia que era possível romper com o estigma da separação entre informalidade e formalidade, garantindo uma acessibilidade contínua, a partir da inserção das infraestruturas. As duas arquitetas autoras apresentaram então os princípios que deve ter uma estrutura do sistema viário, a partir dos conceitos de centralidades, destinos, conectividade e hierarquia de vias. Foi então enfatizado que essa estrutura deve ser legível, capaz de ser sistematizada num mapa mental, que encarnava a descrição sintética da sua estrutura. Por último, foi destacado a questão da inserção de meios mecânicos (elevadores, planos inclinados e teleféricos), como elementos de ampliação de conforto, principalmente nas favelas em encosta.
Na terceira parte do encontro foram chamados os autores do tema Sistema de Espaços Livres, Guilherme Figueiredo e Mario Ceniquel, que iniciaram esclarecendo o conceitos de espaços livres; "todas as áreas públicas ou privadas livres de construção." Essas áreas livres se configuram como uma oportunidade para o paisagismo, pois quando bem desenhadas e gerenciadas podem ampliar a presença de amenidades. A metodologia apresentada pelos autores parte do relacionamento entre comportamento e espaço, procurando incitar os agentes mobilizados em torno do projeto que façam o seu mapeamento. Os conceitos de acessibilidade, conectividade e simbolismo quando aderidos a esses locais podem orientar o desenho e a conceituação do seu papel na intervenção. O arquiteto Guilherme Figueiredo apresentou um interessante quadro com os Antecedentes Históricos da compreensão do conceito de espaços livres. Ao final, o arquiteto Mario Ceniquel desenvolveu a conceituação proposta para o projeto das áreas livres, que se desdobrava em quatro etapas; Descobrir - Definir - Desenvolver - Cosntruir. Esse mesmo arquiteto destacou a importância do processo de manutenção das intervenções, que muito além da inauguração, consolida no cotidiano a presença do poder público nas áreas.
Na quarta e última parte do encontro, o arquiteto Marat Troina, Vice Presidente Financeiro do IAB-RJ apresentou o Caderno de Resíduos Sólidos, pontuando de forma importante que o esforço de promover esse encontro "nesse auditório, trazia a possibilidade de retorno e avaliação pelos agentes do Rio +Social da adequação daquele conteúdo". O arquiteto também encarava o trabalho desenvolvido para a confecção do caderno, não como autoral, mas como organizador e hierarquizador de uma série de informações disponíveis de forma dispersa, destacando inclusive a Co-autoria do biólogo Fabio Gondim. Após apresentar o indice geral de desenvolvimento da publicação, Marat se concentrou numa parte mais operativa, que descrevia a produção, os estágios e os movimentos dos resíduos sólidos nas comunidades. A caracterização da coleta pela Comlurb, como direta e indireta fez menção a necessidade de construção de estruturas intermediárias de acúmulo, os pontos de lixo, que muitas vezes estigmatizam áreas pela grande concentração. Marat concluiu afirmando a especificidade de cada favela, destacando a importância de compartilhamento das diversas experiências de trato dos resíduos sólidos.
Após essas apresentações foram franqueadas ao auditório a formulação de perguntas e exposições sobre o tema das três publicações Cadernos Técnicos de Urbanização de Favelas. Dentre as quais deve-se destacar a do agente do Rio +Social, Geilsom, que pontuou a necessidade da mediação contínua entre população e concessionárias, para manter a qualidade do desenho dos projetos e também manter um padrão alto na gestão dos serviços no território. A do Vice presidente do IAB-RJ Ephim Schluger, que mencionou a questão da resiliência nas comunidades e como enfrentar eventos extremos como desmatamento e temperaturas elevadas nas favelas cariocas. E, a do representante do IPP, Luis Fernando Valverde que cobrou os desdobramentos possíveis daquele encontro, tendo em vista a cobrança por uma política continuada de urbanização de favelas.
Ao final, o presidente do IAB-RJ Pedro da Luz Moreira destacou a presença de um questionamento em todas as falas do debate, que apontava uma certa dicotomia entre inauguração de ações e manutenção dessas ações nas comunidades, no longo prazo. Os programas de urbanização de favelas devem implantar as obras que garantam a universalização a todos as partes da cidade das infraestruturas e comodidades urbanas, mas também, manter um serviço contínuo de conservação e manutenção, única forma de convencer a população de que o Poder Público também está presente nessas áreas. A proposta de desdobramento apresentada pelo IAB-RJ é a consolidação de uma rede de informação, que adere ao Grupo de Trabalho que debate já há alguns meses a questão da inserção das favelas na cidade metropolitana do Rio de Janeiro.
As fotos são da Cessa Guimarães, vice presidente cultural do IAB-RJ
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| Pedro Veiga (Rio + Social), Carlos Francisco Portinho (SMH), Pedro da Luz Moreira (IAB-RJ), Antonio Augusto Verísssimo (SMH) e Luiz Fernando Valverde (IPP) |
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| Solange Araujo e Tatiana Terry (Sist. Viário) Pedro da Luz Moreira (IAB-RJ), Guilherme Figueiredo e Mario Ceniquel (Áreas Livres) e Marat Troina (Resíduos Sólidos) |
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| Pedro da Luz (IAB-RJ) e Guilherme Figueiredo (Áreas Livres) |
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| Marat Troina (Reíduos Sólidos) |
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| Luis Fernando Valverde (IPP) e Crispim debatem os Cadernos de Urbanização de Favelas no IAB-RJ |
Ao final, o presidente do IAB-RJ Pedro da Luz Moreira destacou a presença de um questionamento em todas as falas do debate, que apontava uma certa dicotomia entre inauguração de ações e manutenção dessas ações nas comunidades, no longo prazo. Os programas de urbanização de favelas devem implantar as obras que garantam a universalização a todos as partes da cidade das infraestruturas e comodidades urbanas, mas também, manter um serviço contínuo de conservação e manutenção, única forma de convencer a população de que o Poder Público também está presente nessas áreas. A proposta de desdobramento apresentada pelo IAB-RJ é a consolidação de uma rede de informação, que adere ao Grupo de Trabalho que debate já há alguns meses a questão da inserção das favelas na cidade metropolitana do Rio de Janeiro.
As fotos são da Cessa Guimarães, vice presidente cultural do IAB-RJ
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