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sábado, 1 de junho de 2013

O filme Vontade Indômita

Ontem fizemos uma projeção do filme Vontade Indômita, que no título original em inglês chama-se The Fountainhead, na casa do José Pessoa. Com direção de King Vidor, e roteiro de Ayn Rain e a participação de Gary Cooper, Patricia Neal e Raymond Massey, o filme narra a atribulada vida profissional de um arquiteto atuante em Nova York na década de quarenta do século XX. Alinhado ideologicamente com os princípios da arquitetura moderna, o arquiteto Howard Roark (Gary Cooper), sofre uma certa dificuldade para trabalhar numa cidade que prefere os prédios ecléticos, com citações historicistas. Há uma cena antológica, na qual um grupo de executivos de um banco seleciona o projeto do arquiteto e solicita que ele promova algumas mudanças em sua fachada, agregando uma série de citações historicistas. É óbvio, que o arquiteto recusa as solicitações abrindo mão do contrato, complicando ainda mais sua vida financeira, que chega então ao extremo de levá-lo a trabalhar como operário manipulando uma britadeira numa pedreira. 
O filme me lembrou muito um texto do TAFURI, Manfredo A Montanha Desencantada, o arranha céu e a cidade (la montaña desencantada, el rascacielo y la ciudad - Gustavo Gilli Barcelona 1975), no qual o crítico italiano desdenha de alguns teóricos da arquitetura americana, que chegaram a projetar sobre o tema da torre a capacidade de reordenação do território da cidade industrial. 
De todo modo, o filme possui interessantes debates sobre a autonomia individual do arquiteto sobre a mídia, sobre o gosto instalado, sobre a sua inserção na sociedade. A visão do self made man americano é celebrada até o extremo...

O Arquiteto Howard Roark (Gary Cooper)
no filme Vontade Indômita