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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Como hoje é natal

Em 2012 o IAB-RJ concedeu o prêmio de personalidade do
ano a Cacá Diegues
Como hoje é natal e o espírito natalino preenche todos os desvãos da nossa alma "luso-afro-indígena" deste nosso Brasil, reproduzo abaixo um texto publicado pelo cineasta Cacá Diegues, no jornal O Globo em 13/12/2013, que nos lembra de um natal onde havia menos papai noel e mais presépios, partorinhas e outras coisas mais...Assim como ele não sou saudosista, mas acho que devemos celebrar mais nossa origem portuguesa, na sua indiferença às diferenças, nos seus pastoris, reisados, e outras festas do nosso natal... Na verdade, acho que estou com saudades de Lisboa, essa cidade que é uma das mais bonitas capitais da Europa, na qual passei o ano novo do ano passado com meu filho Felipe...


Hoje a festa é sua
Cacá Diegues    - - - - - - - - - -   13 dez 13
Por razões profissionais, me encontro em Lisboa nessas vésperas de Natal. Adoro essa cidade. Não só porque ela é linda, elegante, afetuosa e fala a nossa lingua, como também porque aqui percebo de onde vim.
Como Portugal não participou de nenhuma daquelas guerras arrasadoras e genocidas do século 20, Lisboa permaneceu inteira. Isso é, inteira como sempre foi depois de destruída por um terremoto seguido de maremoto que acabou com dois terços da cidade, em 1755. Ao contrário do que escreveu Lévy Strauss sobre o Brasil exibir uma decadência que não conheceu a civilização, as poucas ruínas de Lisboa parecem intervenções urbanas contemporâneas, como as que produz em outras cidades Gordon Matta-Clark, autodenominado “o anarquiteto”, com manipulação artística de prédios em demolição.
É comovente ver uma juventude lisboeta moderna, a passear pelas velhas vias da cidade vestindo, cantando e dizendo algo à altura do que veste, canta e diz qualquer jovem em Nova York, Londres, Paris ou Barcelona. Assim como não é possível deixar de pensar numa cultura secular, quando se come muito bem em qualquer canto caro ou barato de Lisboa.
No ensaio “Notas para uma definição de cultura”, T.S.Eliot diz que cultura e conhecimento não têm nada a ver, não são a mesma coisa, aquela antecede a este. O conhecimento é uma forma superior das relações do homem com a natureza, enquanto a cultura faz parte e é indispensável à própria existência do homem sobre a terra.
Já cansei de dizer a meus amigos que devíamos nos orgulhar de termos a origem portuguesa que temos. Devíamos aproveitar o fato de sermos a única nação luso-afro-indígena do mundo. Alguma coisa de original temos que extrair dessa mistura, daí sairia nossa potencial contribuição à civilização humana, poderíamos torná-la mais fraterna, solidária e indiferente às diferenças.

Vizinha à torre de Belém, me espanto com a reprodução de uma nau das descobertas, uma daquelas barcacinhas frágeis em que nossos antepassados portugueses se atiravam ao mar, indo com o vento parar na India e no Japão. Ou nas terras desconhecidas do que seria o Brasil. Uns loucos, esses navegadores; loucos cheios de curiosidade e de esperança no que haveriam de encontrar.
É bom pensar em tudo isso nessa véspera de Natal, a festa do recomeço. O grande poeta alagoano Jorge de Lima, um dos maiores da língua portuguesa, dizia que a diferença cultural entre os catolicismos hispânico e lusitano, que nos formaram a todos na América Latina, é que a festa máxima dos espanhois é a da Paixão, representada pela imagem do Cristo em chagas a sofrer na cruz, ferido de morte por nossos pecados.
Já a festa portuguesa por excelência, a que herdamos deles, é a do Natal, cuja imagem fundadora é a do Menino na manjedoura iluminada, cercado por seus pais, por pastores e reis, com a estrela de Belém ao fundo, a anunciar a chegada de nossa Redenção. É isso o que devíamos ser e representar para o mundo, não importa a religião ou a ausência dela.
Não me apego a nostalgias, tenho saudades de muito pouca coisa, quase todas muito pessoais (como a saudade de meu corpo jovem, por exemplo). O mundo já foi muito pior, o país mais atrasado, nossa vida muito mais difícil. Apesar de tudo, mesmo com tanta miséria e injustiça, com tanto egoísmo e abandono, com os confrontos pelo mundo afora, vamos avançando, tentando prolongar nossa existência com uma certa qualidade, conquistando nossos direitos específicos e universais.
Mas não posso deixar de dizer que já gostei mais de Natal, sobretudo o de minha terra, Alagoas. Na minha infância, Natal era mesmo festa. As pessoas cantavam e dançavam pastoris, reisados, cheganças, todos os  festejos populares de origem portuguesa (às vezes, com influência moura). Num certo sentido, talvez fosse até mais animado que no carnaval.
Mesmo já morando no Rio de Janeiro, minha mãe organizava na rua da Matriz, com jovens filhos e filhas de vizinhos, grupos de pastoril, quase sempre na casa de Valquíria e Barreto Filho, ilustre crítico literário amigo de meu pai. Minha mãe se encantou quando foi convidada por médicos do Instituto Pinel a ensinar o pastoril aos internos da casa e passou a fazê-lo todo ano.
As festas de Natal duravam o mês de dezembro inteiro e só iam terminar no 6 de janeiro, dia de Reis. Agora, a gente fica sentado na sala, assistindo em silêncio à festa de um só Rei, único, maravilhoso, inbiografável. Por que estamos tão tristes? Onde está a famosa alegria de viver que herdamos das “três raças tristes”?
Confesso que não acho graça no Papai Noel que invadiu a festa. Com aquela barriga e aquele espalhafato, sempre penso que se trata de propaganda de cerveja. E acho árvore de Natal um estorvo em casa e na rua. Essa não é a minha festa. Eu gosto mesmo é de presépio e de desejar um bom Natal a com quem cruzo na rua.  

A vergonha do saneamento básico no Brasil

As valas negras presentes num série de cidades brasileiras
denunciam a ausência de política urbana no país
Hoje pela manhã dei entrevista ao radialista Vivaldo Barbosa na Radio Nacional (1440AM) sobre a questão do saneamento básico no Brasil, um dos piores índices das cidades brasileiras, que se mantém bastante atrasado. Segundo o Governo Federal, 43% dos domicílios no Brasil não possuem destinação correta dos seus esgotos. Este fato representa um passivo ambiental de proporções inimagináveis. Nossa saúde, nossos rios e mananciais sofrem com o despejo em natura deste esgoto domiciliar. O governo federal anunciou nos últimos dias o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB 2013), que pretende reverter esta situação elevando a cobertura para 92% da população até 2033, portanto em 20 anos. O Plansab 2013 envolve as áreas de abastecimento de água potável, esgoto sanitário, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos e drenagem de águas pluviais.

A questão do saneamento básico envolve o fornecimento de
água potável, esgotos, limpeza urbana, resíduos sólidos, e
drenagem pluvial
Procurei na entrevista destacar que os objetivos do plano eram ambiciosos, e, que deveriam ser cobrados e monitorados pelo conjunto da sociedade. Afirmei, que assim como ficamos atentos aos indices da inflação mes a mes, também deveriamos monitorar a evolução da destinação correta do esgoto domiciliar, cobrando dos governos uma evolução positiva neste campo. Por outro lado, também destaquei a situação de nossas cidades metropolitanas, como; São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Brasilia, etc..., que precisam de órgãos que promovam a governança destes imensos territórios. A imensa dispersão territorial destas cidades metropolitanas são um claro fator que dificulta a universalização do acesso a infraestruturas adequadas. O governo federal deveria ter uma política mais clara de incentivo a promoção de cidades mais compactas e densas, onde a promoção da desejada universalização dos serviços urbanos é muito mais barata.

Por último, procurei destacar a questão da Baía de Guanabara na cidade do Rio de Janeiro, que é hoje um acontecimento geográfico poluído devido principalmente ao esgoto domiciliar da população de seu entorno. O programa de despoluição da Baía de Guanabara construiu apenas as Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs) em seu entorno, deixando de realizar o trabalho de implantação da rede domiciliar principalmente na região da Baixada Fluminense. Com isto as ETEs estão prontas sem receber a carga de esgoto domiciliar para qual foram projetadas. A evidência, no caso da cidade metroplitana do Rio de Janeiro, me parece clara, a obra mais simples de implantação da rede de tubos nas ruas das cidades brasileiras não seduz a nossos políticos, muito menos a nossas empreiteiras. Enquanto, as obras com grande volume de concreto armado das ETEs são sedutoras e atraentes para políticos e grandes empreiteiras. A situação atrasada do saneamento básico no Brasil é fruto de uma ausência total de política urbana no país, que reverta este quadro de interesses particulares, que se sobrepõe aos interesses públicos.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Avenida Paulo de Frontin era um bucólico logradouro em torno de um rio

A Avenida Paulo de Frontin antes do viaduto e da estátua
 do Cristo Redentor
A Avenida Paulo de Frontin no bairro do Rio Comprido na cidade do Rio de Janeiro era um bucólico logradouro, que se estruturava a partir da canalização do rio Comprido. Essa rua foi profundamente afetada por uma obra rodoviarista, o túnel Rebouças, que foi inaugurado em 1967, e que destruiu sua bucólica imagem. Ainda, depois do túnel, fez-se um viaduto, inaugurado em 1973, sobre este bucólico boulevard, determinando sua completa morte. Durante as obras desse viaduto houve um trágico acidente em 1971, no qual a estrutura ruiu, e, que matou vinte e duas pessoas, na esquina da Paulo de Frontin com Hadock Lobo, ver foto abaixo.

O trágico acidente com o elevado em 1971, que matou
vinte e duas pessoas
O que se depreende da sequência de fotos apresentadas é a hegemonia da mentalidade rodoviarista, que governava a construção de nossas cidades nos anos sessenta e setenta do século XX. A condenação de trechos da cidade à dinâmica dos fluxos, onde o que importa não é a fruição do caminho, mas apenas ligar a partida e a chegada de forma rápida, foi a ideologia dominante dos esforços de transformação da cidade brasileira. Cabe notar, a completa ausência de suporte de base para um sistema de transporte coletivo, seja ele, qual for. Essa mesma lógica também determinou a construção da Linha Vermelha e a Linha Amarela nos anos noventa. Logo estas vias se mostraram saturadas por engarrafamentos, demonstrando que a demanda do automóvel individual é inalcançável.

A pergunta que parece emergir, com a demolição do viaduto da Perimetral, na mesma cidade do Rio de Janeiro, na zona Portuária. Nos livramos do paradigma rodoviarista?



sábado, 14 de dezembro de 2013

O Secretário de Segurança do Rio de Janeiro e as Fvavelas

O Secretário de Segurança do RJ José Mariano Beltrame
Na última sexta feira, dia 13 de dezembro de 2013, o secretário de Segurança José Mariano Beltrame, do Estado do Rio de Janeiro deu entrevista a respeito das Unidades de Policia Pacificadoras e as favelas da cidade. Muitos arquitetos perceberam um tom preconceituoso com relação a forma de implantação das favelas, principalmente no que se refere as dificuldades da implantação da segurança num território deste tipo. Diante mão, reafirmo a necessidade de ampliação do debate, e, neste caso específico das favelas cariocas ele é imperioso .

Li a entrevista do secretário Beltrame, concordo com a percepção de um certo preconceito contra a forma de estruturação da favela, principalmente na questão das relocações necessárias e na questão da malha. Também o termo ideológico usado pelo secretário envolve uma perigosa forma de raciocínio, que qualifica os outros discursos como tal, e, apenas o dele, como livre desta contaminação política, pois técnico e objetivo. Há muito que vários teóricos apontam a incapacidade de qualquer discurso se livrar das tramas ideológicas (Habermas), pois estamos condenados na modernidade a visões parciais do real, que se limitam a compreendê-lo a partir de expertises diferenciados, incapazes de abarcar a totalidade do real.

Portanto, também percebo no discurso do Secretário José Mariano Beltrame um certo preconceito. Na verdade, uma distorção profissional clara, de uma pessoa engajada na questão da segurança, e portanto com um visão limitada da questão. O Secretário parece estar ansioso por mapear o território das favelas, dando lhe legibilidade. Numa analogia, com o que fez o Barão Hausmann, no século XIX com Paris, ao abrir as grandes avenidas, os boulevards, pretendendo dar eficiência ao monopólio da violência e da repressão, combatendo as recorrentes rebeliões, e a comuna de Paris de 1848. Mas também devemos nos lembrar, como nos ensina Walter Benjamim, que a comuna de Paris se repetirá em 1871, com maior força e sobre a base dos boulevards do Barão Hausmann,e, que o anjo da história é incapaz de moldar o futuro, pois caminha de costas para este, acompanhando as misérias do passado de frente.

Os arquitetos por sua vez, precisam também ter uma visão estratégica do momento da reconquista destes territórios ao tráfico de drogas, na cidade do Rio de janeiro. Pois assim como o secretário, nós também estamos enlaçados no discurso ideológico, possuimos uma visão distorcida do real, que muitas vezes celebra a preservação e a permanência de determinadas condições, que precisam ser modificadas e transformadas. Mais uma vez me parece que a questão do equilíbrio entre pré-existências e transformações, entre custos e benefícios, que são inerentes ao projeto deve ser debatido, medido e objetivado. A íntegra da entrevista...

http://oglobo.globo.com/rio/beltrame-sobre-5-anos-de-upp-daqui-20-anos-que-sera-da-favela-11056774

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Homenagem ao arquiteto Indio da Costa

Luiz Fernando Janot, Indio da Costa, Deputada Aspasia
Camargo, Pedro da Luz, Deputado Sirkys, Augusto Ivan e
Vicente Gifones
No dia 02 de dezembro de 2013 participei na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro de uma bonita homenagem ao arquiteto Luiz Eduardo Indio da Costa, promovida pela Deputada Aspasia Camargo, quando este recebeu o título de cidadão honorário do estado do Rio de Janeiro. Estavam na mesa, a Deputada Aspásia Camargo, o Deputado Federal Alfredo Sirkis, os arquitetos Luiz Fernando Janot, Vicente Gifones  presidente da ASBEA, Augusto Ivan, e eu, Pedro da Luz Moreira, presidente do IAB-RJ.

Recentemente, eu e Indio da Costa, estivemos em posições opostas, no caso da Marina da Glória, na cidade do Rio de Janeiro. Eu, como vice presidente do IAB-RJ fui solicitado pela a imprensa a comentar o seu projeto da Marina da Glória, feito para o grupo de Eike Batista, então concessionário daquele espaço. Na primeira ocasião, para a jornalista Lucia Hipólito, questionei o número de vagas de automóveis que o projeto apresentava em sua versão preliminar, mas defendi que a mudança daquele espaço era legítima, uma vez que aquela parte do parque do Flamengo permanece com áreas cercadas e não franqueadas ao público. Defendi também que a fase de projeto era exatamente para que o trabalho de qualquer arquiteto fosse questionado e debatido, uma vez que nesta etapa era o momento da sociedade tomar conhecimento das complexas relações de custo e benefício, que toda transformação envolve. Neste sentido, cobrei também que um projeto naquele contexto e com o interesse público que suscitava, deveria ser publicizado de forma ampla, para que mais agentes da cidade se posicionassem.

O projeto foi adequado o número de vagas foi diminuído e o projeto apresentou uma outra aproximação e sensibilidade com aquele lugar. Mesmo assim, mantive um questionamento com relação a montagem do programa, assinalando a ausência de compartimentos e serviços típicos de uma marina, como espaço para vagas secas de barco e outros ítens. Assinalei também que a presença no programa de um Centro de Convenções apontava que se buscava construir na verdade uma expansão do Hotel Glória, que também seria explorado pelo mesmo Eike Batista. Mas, mais uma vez reconheci a qualidade do desenho apresentado pelo arquiteto, que elegantemente se prontificou a ir ao IAB-RJ para apresentar esta segunda versão do projeto. Diante de um auditório nada amistoso mais uma vez o arquiteto Indio da Costa demonstrou elegância e clareza de intenções, e ao meu ver um desenho adequado àquele contexto dominado por ícones importantes da cidade do Rio de Janeiro, como o Pão de Açúcar, o Outeiro da Glória, o Monumento aos Mortos da segunda Guerra Mundial...

Ao que tudo indica a Marina da Glória do Indio da Costa não será construída. Apesar de tudo, reconheço hoje que a cidade perdeu uma oportunidade de ter uma bela marina. Mas continuo achando que seu programa deveria ser adequado...

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A polêmica em torno do Campus Fidei em Guaratiba continua

O IAB defendeu em parecer entregue ao Prefeito do Rio de Janeiro, que a área do Campus Fidei em Guaratiba não deve ser ocupada por qualquer construção, e muito menos por empreendimento de habitação de interesse social, tipo Minha Casa Minha Vida. A área está no extremo da mancha urbana da cidade, e é inadequada para receber a população de baixa renda, que deve estar localizada próxima das áreas de oferta de emprego. Por outro lado a região do Campus Fidei é frágil ambientalmente, se constituindo como uma planicie de baixada alagável, onde o regime dos mananciais se encontra com os regimes da maré da baía de Sepetiba.

Já publiquei aqui uma série de matérias que sairam a respeito, abaixo o link do RJ TV segunda edição, onde reaparece o debate...

http://g1.globo.com/videos/rio-de-janeiro/rjtv-2edicao/t/edicoes/v/estudo-conclui-que-campo-da-fe-em-guaratiba-nao-e-adequado-para-construcao-de-novo-bairro/3007899/

Nova rodoviária provisória em São Cristóvão na cidade do Rio de Janeiro

Gravei hoje entrevista no programa Repórter Rio da EBC, sobre a iniciativa da prefeitura do Rio de Janeiro de construir uma rodoviária provisória em São Cristóvão, perto do Maracanã. Mais uma vez, o poder público municipal demonstra um certo voluntarismo, e uma incapacidade de se antecipar aos problemas da cidade de forma mais aprofundada e articulada. O desmonte de estruturas como o IPP, que pensavam a cidade de forma mais articulada, planejada e com certa antecedência começa a ser sentido, nestas atitudes apressadas do Prefeito. Há muito, que se discute um lugar mais adequado para um Terminal de Ônibus da cidade, que em algumas hipóteses, não deveria ser único, mas subdividido como em São Paulo. O que defendi na entrevista é que estes terminais rodoviários ou aeroportos devem ser pensados nas proximidades de estações de modais de transporte de alta capacidade (Metrô, Trem ou BRTs) para se evitar o acontecido no último grande feriado, quando para se chegar a Rodoviária Novo Rio levou-se mais de duas horas.

Veja a entrevista no link abaixo

http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterrio/episodio/nova-rodoviaria-do-rio-deve-ficar-pronta-antes-do-natal#media-youtube-1

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Reportagem no Wahington Post sobre a Baía de Guanabara denuncia a poluição

A situação da Baía de Guanabara não é nada boa, segundo reportagem do Washington Post. Segundo o velejador Alan Norregaard, um dinamarquês que foi medalha de bronze em Londres em 2012; "Eu tenho velejado pelos mais diversos lugares do mundo nos últimos 20 anos, e este (a Baía de Guanabara) é o lugar mais poluído que já estive...É uma verdadeira vergonha, pois esta é uma bela cidade, mas suas águas estão tão poluídas, tão sujas e cheias de lixo." Realmente a Baía de Guanabara, um dos mais lindos cenários da cidade maravilhosa, cantada por diversos viajantes desde tempos imemoriais mereceria de nossos governantes uma atenção maior. Principalmente com a Olimpíada de 2016, quando uma série de provas está prevista para se realizar em suas águas.

Veja a reportagem abaixo

http://www.washingtonpost.com/sports/olympics/olympic-sailors-upset-with-water-pollution-in-rio/2013/12/07/cae6437a-5f7e-11e3-8d24-31c016b976b2_story.html

Repercussão sobre Guaratiba no jornal O Globo

Hoje pela manhã fiz uma entrevista ao vivo para o Bom dia RIO, falando sobre a área de Guaratiba e a região do Campus Fidei, onde haveria a Jornada Mundial da Juventide, que foi inviabilizada pelas chuvas que ocorreram na cidade. O grupo convocado pelo IAB-RJ, mencionado na entrevista, apontou que a ocupação da área por uso habitacional de baixa renda é completamente inadequado. A região deveria ser preservada recebendo Unidades de Conservação Ambiental, que mantenham a riqueza de seus diversificados biomas, e preservem o papel daquela planicie como área alagável.

No sábado também apareceu na coluna do Anselmo o assunto e na segunda feira dia 09/12 também saiu na editoria da cidade. Além de ter sido também vinculado pelo G1.

A coluna do Anselmo...



















A matéria no O Globo de segunda feira dia 09/12/2013














E a matéria no portal G1...



















Vejam a entrevista abaixo...

http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-rio/t/edicoes/v/parecer-atrapalha-construcao-de-casas-no-campo-da-fe-em-guaratiba/3005992/