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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Debate sobre o filme do arquiteto Alvaro Siza Vieira no IAB-RJ

Dora Alcântara e Pedro da Luz debatem sobre Alvaro Siza
 e a arquitetura portuguesa
Nesta quinta feira dia 28 de novembro de 2013, além da eleição da chapa Planos e Projetos para democratizar a cidade, houve uma seção de filme no Instituto de Arquitetos do Brasil sobre o arquiteto português Alvaro Siza Vieira. Após a seção houve um debate sobre a arquitetura portuguesa. No qual foi mencionado o levantamento dos anos 1950 sobre a Arquitetura Popular Portuguesa, "...um ambicioso estudo mesológico sobre a relação entre sociedade, espaço e natureza."*, que esquadrinhou as origens da tectonia nas várias partes de Portugal. A professora Dora Alcântara abrilhantou a discussão com suas ponderações, classificando a arquitetura portuguesa, como uma manifestação de adequada escala. A singeleza das concepções de Siza foram exaltadas, como uma maneira que se enraiza profundamente na tradição portuguesa de produção do espaço, distante da grandiloquência e magnitude. Uma justeza e precisão no dimensionamento dos programas, que se afasta da repetição mecânica das linguagens particulares, procurando sempre se reinventar a cada novo projeto.

O Adro de Bom Jesus do Matosinhos em Congonhas
do Campo MG
Me lembrei muito do sítio de Congonhas do Campo, com seus passos e os profetas de Aleijadinho da Igreja de Bom Jesus do Matosinhos em Minas Gerais. Uma obra de arquitetura maravilhosa, justa e precisa na compreensão do sítio, desta mesma estirpe da arquitetura portuguesa, mas com um tempero particular do Brasil.

* TESTA, Álvaro - Cosa Mentale: a arquitetura de Álvaro Siza - editora Martins Fontes 1998 São Paulo

Eleição do IAB-RJ para o triênio 2014-16

Ontem dia 28 de novembro de 2013 fui eleito Presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil do departamento do Rio de Janeiro. Gostaria de agradecer a todos que manifestaram apoio as nossas propostas para a renovação desta instituição memorável, que agora se aproxima do seu centenário. Os desafios são imensos, diante de um mundo sobrecarregado de imagens trazidas pelas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), o exercício do ofício parece se diluir sem encontrar prioridades claras que orientem a construção do espaço humano. Diante da consciência de que os recursos do planeta não são inesgotáveis, diante da precarização da vida de amplas camadas da nossa população, o IAB-RJ deve ser um instrumento para democratizar o acesso ao vir a ser das cidades brasileiras. A partir do plano e do projeto da cidade que desejamos, podemos construir uma outra direção para a construção do espaço humano em nosso país. Nossa plataforma explicita quatro pontos que deveriam orientar a construção das cidades brasileiras, reformando o modo como ela vem se produzindo. Os quatro pontos que estamos propondo que sejam priorizados são:


- a Cidade deve ser compacta e densa, evitando-se a dispersão interminável e enfatizando-se o papel aglutinador do antigo centro histórico;

- a Cidade deve ser lugar da convivência da diversidade de classes e de usos, evitando-se os guetos de ricos e pobres e monofuncionalidade;

- a Cidade deve ter mobilidade efetiva para todos, evitando-se a exclusão determinada pela ineficiência ou tarifação alta dos sistemas de transporte coletivo;

- a Cidade deve ampliar o reconhecimento da ecologia e dos biomas locais, construindo-se melhor relação com a natureza.


A notícia da minha eleição foi publicada no O Globo, veja no link abaixo;


http://oglobo.globo.com/rio/instituto-de-arquitetos-do-brasil-tem-novo-presidente-no-rio-10915768

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

É hoje a votação no IAB-RJ, saiu no O Globo na editoria da cidade. Vai ter apresentação de um filme sobre Alvaro Siza as 18:00. Estamos esperando todos os arquitetos do Rio de Janeiro para esta votação. Abs

Pedro da Luz Moreira

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Chapa Planos e Projetos para democratizar a cidade propõe renovação do IAB-RJ

É HOJE...
Prezados companheiros, acompanhantes, simpatizantes e leitores, no próximo dia 28 de novembro de 2013 haverá eleição no Instituto de Arquitetos do Brasil seção Rio de Janeiro, para o triênio 2014-16. Pretende-se que haja um número expressivo de eleitores, para reforçar o IAB-RJ, que irá se aproximar dos cem anos de existência neste periodo. A chapa Planos e Projetos para democratizar a cidade conta com sua participação, engajamento e mobilização para nos auxiliar neste primeiro desafio, de outros que certamente virão. 

Nesse periodo, a cidade metropolitana do Rio de Janeiro, o estado, e o país estarão diante de uma série de eventos internacionais, como a Copa do Mundo, as Olimpíadas, a candidatura da cidade a abrigar o Congresso de 2020 da UIA (União Internacional dos Arquitetos), e outros que demandam do IAB uma atitude crítica e propositiva. A chapa coloca como pressuposto central desta atuação as operações de planejamento e de projeto, como atividades fundadoras do ofício da arquitetura e do urbanismo, que visam democratizar o acesso ao vir a ser do nosso espaço construído. Abaixo um link com nossa plataforma e a nominata. Venham votar e participar e tragam outros arquitetos...

http://www.iabrj.org.br/chapa-%E2%80%9Cplanos-e-projetos-para-democratizar-a-cidade%E2%80%9D-propoe-rejuvenescer-o-iab-rj

Debate CNI e O Globo reflete sobre Mobilidade Urbana nas cidades brasileiras

Na última quarta feira, dia 13 de novembro de 2013, um time variado de políticos, administradores e intelectuais discutiu a questão da mobilidade urbana nas cidades brasileiras. Uma das reinvindicações mais candentes das chamadas jornadas de junho, que tomaram as ruas das cidades brasileiras, como um rastilho de pólvora. As soluções dentro deste tema demandam planejamento e estruturação das ações sobre o território da cidade de forma pensada e articulada. O voluntarismo e a ansiedade por ações de impacto midiático, que se materializam em votos, e, que tanto caracteriza nossos homens públicos, neste campo pode representar um verdadeiro desastre. Transporte é sistema, é rede articulada de modais, que envolvem caminhar seguro, onde o pedestre deve ser privilegiado sobre todos os aspectos. Os diversos modais, como; bicicletas, ônibus, barcas, trens, metrôs, etc...precisam estar articulados a partir de uma hierarquia clara, entre modais de alta capacidade, que estruturam o território e modais complementares.

O debate se iniciou com a palestra do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, que defendeu a idéia de um planejamento mais estruturador, que garanta maior acerto e maior transparência para o vir a ser das cidades brasileiras. O prefeito de BH também mencionou que dos R$42 bilhões do orçamento municipal anual, R$ 24 bilhões estão sendo investidos em mobilidade, principalmente nos BRTs das Avenidas; Antonio Carlos, PedroII e Cristiano Machado. Marcio Lacerda também registrou o horizonte desejado para o futuro de BH; "Uma cidade policentrada e compacta no futuro, contraposta a atual que se encontra monocentrada e dispersa."

Carlos Eduardo da Secretaria de Transportes Municipal do Rio de Janeiro, iniciou suas reflexões mencionando os pré-requisitos que deveriam nortear um sistema de transportes público de qualquer cidade; rapidez, regularidade e conforto. Carlos Eduardo trouxe um comparativo interessante envolvendo a cidade de Londres, que possui uma rede de metrô e trens urbanos invejáveis, mas que transporta apenas 12% da sua população nos dois modais. Carlos Eduardo mencionou que o carro individual continua seduzindo fortemente as populações urbanas, mesmo onde existem transportes públicos vigorosos, como em Londres. A distribuição dos modais na cidade metropolitana do Rio de Janeiro, segundo o PDTU de 2002, envolve os seguintes indices; 50% ônibus, 10% vans, 17% automóveis particulares, 13% trens e metrô, e 10% a pé ou bicicleta. Dentre os dados apresentados pelo Secretário de Transportes, um se destacou como importante para uma reflexão mais aprofundada sobre os investimentos feitos pela cidade nesta área. A extensão da malha de trens urbanos da cidade metropolitana do Rio de Janeiro soma 270Km, dos quais 150Km estão no município sede. Esta malha de trens urbanos é significativa, e, se encontra subutilizada, pois não inspira confiança na população usuária. Segundo dados da Supervia esta malha transporta 600mil passageiros por dia, já tendo transportado na década de 60, 1,2 milhão de passageiros por dia. Tal fato demonstra muito bem que os investimentos nesta área ainda não possuem, no caso do Rio de Janeiro, a transparência desejada. Carlos Eduardo também mencionou a perspectiva de inauguração de dois sistemas de BRTs transversais aos sistemas radiais da cidade, o BRT Transcarioca e o BRT Transolímpico. O primeiro será inaugurado em 2014 e o segundo em 2016. Há ainda um terceiro corredor de ônibus tipo BRT, que deve ser inaugurado também em 2016, o da Transbrasil, que segue pelo leito da Avenida Brasil, chegando até o centro da cidade, na altura da Candelária, na Avenida Presidente Vargas. A previsão segundo o secretário de transportes é que estes ramais de BRTs representem uma redução de 26% da frota de ônibus circulando na cidade.

Após as colocações do secretário de transportes foi a vez de José Mascarenhas, presidente do Conselho de Infraestrutura da CNI apresentar suas considerações. O representante da CNI iniciou sua reflexão afirmando que o desenvolvimento dos países é interdependente do cotidiano de nossas cidades, segundo ele neste ano 600 cidades no mundo gerarão 60% do PIB mundial. A vida econômica e social das nações é decidida nas cidades. O Brasil possui hoje 85% de sua população morando em cidades. Em 2030, 91% da nossa população será urbana. Para José Mascarenhas falta ao país uma cultura do planejamento, que estruture nossas cidades de maneira a se obter uma melhor qualidade de vida, que acabará por construir uma governança mais transparente. Para o representante da CNI, a cidade brasileira deveria passar a perseguir os seguintes pontos. Em primeiro lugar, conter o seu espraiamento, que inviabiliza sua governança e supervaloriza a terra urbana. Em segundo lugar, é fundamental privilegiar o transporte público de alta capacidade, que deve ser a espinha dorsal da mobilidade. Em terceiro, buscar a construção de bairros auto-suficientes, reduzindo as necessidades de deslocamento no território urbano. Em quarto promover a urbanização de favelas e assentamentos precários, levando a estes infraestrutura e urbanidade. E, por último modernizar os instrumentos de planejamento das nossas cidades, buscando maior transparência para as decisões. José Mascarenhas concluiu defendendo a criação de um fundo monetário compatível e proporcional com o tamanho das cidades, que faria frente as demandas de obras destes organismos.

O presidente do IAB, arquiteto Sérgio Magalhães iniciou suas considerações defendendo a necessidade de se encarar o problema da mobilidade urbana de forma integrada com outras questões como habitação, escala, densidade, valor da terra, que estão sendo encarados no Brasil de forma segmentada e parcial. O fenômeno urbano é extremamente interconectado e complexo para ser reduzido a apenas uma dimensão. Para Sérgio Magalhães a forma da cidade induz, e ao mesmo tempo é induzida pelas opções que oferece para sua mobilidade. Três dimensões devem ser articuladas e pensadas de forma conjunta pelo sistema de projetos urbanos de nossas municipalidades; habitação, escala e mobilidade. A partir de 1960 percebe-se a emergência do pensamento rodoviarista no país, e o declínio do sistema de trilhos, tanto trens quanto bondes em nossas cidades. Esta atitude irá impactar fortemente as densidades de nossas cidades, fazendo-as mais espraiadas e dispersas, inviabilizando a presença dos serviços públicos na totalidade do espaço urbanizado. O arquiteto também apresentou um quadro comparativo com relação ao uso de crédito pelas famílias brasileiras para construção de sua moradia. Segundo o presidente do IAB, em 1945 eram 2 milhões de domicílios urbanos, em 2012 são 50 milhões, destes aproximadamente 80 % foram construídos com a poupança particular das familias, sem acesso aos mecanismos de crédito oficial. O crédito imobiliário no Brasil é dos mais baixos do mundo, enquanto nos EUA ele atinge 68%, no nosso país ele se restringe a apenas 2%.

Por último, falou o representante do Instituto Urbem de São Paulo, Philip Yang, que apresentou um interessante paradoxo presente em nossas cidades contemporâneas, segundo o qual a supressão de vias para carros não implica na piora do trânsito. Para comprovar tal fato, Philip mencionou a cidade de Seul, que recentemente suprimiu um viaduto de ligação expressa, trocando-o por uma via semaforizada, dotada de transporte público, que acabou por melhorar o sistema de circulação na região. Em contraposição, Philip também mencionou a imensa obra rodoviarista de Boston do Turn Pike, um túnel subterrâneo que substituiu um viaduto, com aumento do número de pistas para veículos particulares, que vive com problemas de engarrafamento. Para Philip Yang, no planejamento das cidades é fundamental a articulação de três instâncias de poder; o político, o econômico e o social. Philip concluiu apresentando uma proposta de supressão da oferta de vagas de estacionamento nas áreas centrais das nossas cidades, segundo ele tal atitude desestimularia o uso do carro e ampliaria significativamente a largura de nossas calçadas.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O filme Fla x Flu 40 minutos antes do nada, documenta uma paixão

A torcida do Flamengo
O filme Fla x Flu 40 minutos antes do nada, documenta o clássico de futebol mais charmoso do Brasil. É um documentário, e como tal pretende apresentar os fatos, enfim a realidade objetiva, mas de uma paixão. A rivalidade crescente entre rubro negros e tricolores. O mistério deste clássico do futebol brasileiro está na emblemática frase do Nelson Rodrigues, que proclamava o Fla x Flu como um acontecimento 40 minutos antes do nada. Apenas aqueles que vivenciaram os momentos que antecedem esta partida no Maracanã, podem entender esse paradoxo proposto pelo velho Nelson. Ele mesmo um dos tricolores mais fervorosos. A chave para se aproximar desta rivalidade, que só faz crescer, me parece está numa auto-confiança mútua que domina as duas torcidas e os respectivos times, seja qual for a situação dos seus elencos. O Fla x Flu é um destes épicos, que só fazem aumentar de intensidade, onde tudo pode acontecer.

Uma visão, como estar em Niterói,
olhando para o Rio de Janeiro
O diretor Renato Terra - arrisco dizer -, é um tricolor empedernido, destes que veem o mundo a partir da lógica do Fluminense, rebaixando um pouco a grandeza do Flamengo e de sua torcida, que é um fenômeno de paixão e dedicação únicos. Mas tal comprometimento não denigri o seu filme, que se debruça sobre um tema, que é impossível ser abordado de forma equilibrada, sem engajamento, ou de forma imparcial. Aliás acho que este é o grande mérito do filme, como as resenhas esportivas de meu tempo de criança, onde os comentaristas e analistas não escondiam suas preferências, declarando e invariavelmente gozando seus pares dos outros times.

Há muitos depoimentos memoráveis no filme, desde de grandes astros como Zico, Leandro ou Assis, até anônimos torcedores com suas superstições e mandingas. Todos são cooptados por esta mística do clássico, e escorregam em emoções perturbadoras, que desfilam na tela de forma elegante, e reveladora. Um dos depoimentos mais impressionantes é de um rubro negro fanático, egresso de uma familia de torcedores do Fluminense, que vira Flamengo no clássico de 1963, quando o empate entre os dois clubes confere o título de campeão carioca ao time da Gávea. Ainda criança, este torcedor assiste ao espetáculo da torcida do Flamengo ao lado de seu pai, na torcida do Fluminense, seu depoimento é algo como;

"Naquele momento virei flamenguista, era como estivesse em Niterói, olhando para a cidade maravilhosa do Rio de Janeiro..."

Sem dúvida nenhuma esta potente analogia espacial, reflete muito do que é esta torcida inigualável. Aliás, no jogo Flamengo e Atlético Mineiro de 1980 assisti a partida, nessa mesma posição, no meio da pequena torcida atleticana no Maracanã, pois não tinha mais lugar no estádio. Acabei assistindo em silêncio obrigatório, um dos maiores espetáculos da terra...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Seminário de encerramento da série Quitandinha +50 anos

Uma parte dos participantes do encontro de encerramento da
série Quitandinha +50
Foi realizado nos dias 08 e 09 de novembro, no Hotel Quitandinha em Petrópolis, o Seminário de encerramento da série de encontros que o IAB promoveu ao longo do ano de 2013 sobre Política Urbana. A série homenageia o encontro histórico, realizado em 1963, na cidade de Petrópolis no mesmo Hotel Quitandinha, que debateu a Reforma Urbana e o problema da habitação no país. Esse encontro se inseria num debate geral do governo João Goulart, que era o das reformas de base. A série contemporânea de encontros envolveu temas caros à cidade brasileira, procurando exatamente modificar a forma como ela vem sendo construída, dando protagonismo ao projeto e ao plano, como instrumentos que democratizam as hipóteses que lutam por seu vir a ser. Os encontros se realizaram nas seguintes cidades, com os temas assinalados:

Rio de Janeiro, RJ, fevereiro de 2013 - Democratizar cidades sustentáveis
Rio Grande, RGS, abril de 2013- A moradia brasileira
São Paulo, SP, maio 2013 - A gestão das cidades
Brasilia, DF, junho de 2013 - Sustentabilidade Urbana
Belo Horizonte, MG, junho 2013 - Mobilidade Urbana
Manaus, AM, setembro de 2013 - Amazônia Urbana

Petrópolis, RJ, novembro de 2013 - Encerramento

A cidade brasileira permanece extremamente injusta e segmentada. O desafio do país é perceber o potencial que a promoção de cidades mais inclusivas pode fazer para o seu desenvolvimento sustentado, gerando distribuição de renda e equidade. A propaganda governamental; " País rico é país sem pobreza" poderia ser efetivamente alcançada se os governos dedicassem mais tempo a uma política urbana estruturada, articulada e com profundidade. A série de encontros oferece uma série de ações, planos e projetos, que pretendem transformar a realidade das cidades brasileiras no sentido de torná-las mais inclusivas.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A declaração do ministro Walmir Campello do TCU explica muito a origem da intransparência das obras brasileiras

A matéria que foi ao ar, hoje dia 06 de novembro de 2013, no Jornal da Globo, explica muito do problema das obras no Brasil. Nas palavras do ministro Valmir Campelo do Tribunal de Contas da União (TCU):

 "Falta ao Brasil a cultura do planejamento. Falta ao Brasil a consciência, de que antes de se iniciar qualquer obra tem que se elaborar um bom projeto executivo. Sem um bom projeto executivo a obra está fadada a sobrepreço, superfaturamento..."

Estamos diante, do real problema de execução das obras que o Brasil tanto necessita para transformar o espaço construído pelo homem. Sem uma vontade política mais clara, quanto a este aspecto, permaneceremos sem consciência do real benefício de várias obras.

Vale a pena ver a matéria inteira...

http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2013/11/tcu-encontra-irregularidades-em-obras-viarias-de-todo-o-brasil.html

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Encontro histórico no Hotel Quitandinha, dias 08 e 09 de novembro de 2013

O IAB realiza nesta sexta e sábado, dias 08 e 09 de novembro no Hotel Quitandinha em Petrópolis, o encontro de fechamento de uma série de eventos realizados no ano de 2013 em várias cidades brasileiras, que debateram a Questão Urbana do país. O evento também celebra os cinquenta anos do histórico encontro de 1963 que debateu a Reforma Urbana, no mesmo Hotel Quitandinha em Petrópolis. A idéia é cobrar das autoridades brasileiras - federal, estadual ou municipal - a mudança na forma de desenvolvimento das cidades brasileiras, buscando um outro projeto mais inclusivo, que melhore a qualidade de vida de forma generalizada.

Abaixo a programação


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Chapa propõe rejuvenescer o IAB-RJ

CHAPA - Planos e projetos para democratizar a cidade

O século XXI é um tempo de grandes perplexidades. Frente à quantidade inusitada de informações, emerge uma tendência de diluição das prioridades e das ações. O planeta começa a apresentar sintomas de que seus recursos são finitos. A arquitetura e o urbanismo enveredam no referenciamento vazio, distanciado e descontextualizado, que superestima as imagens e despreza as estruturas produtoras.
Por outro lado, a metrópole contemporânea adquire a condição de lugar de vida e de trabalho para grande parte da humanidade, abrindo um horizonte inédito para positivas interações e interdependências. E, acima de tudo, esperanças. Nesse contexto, a ampliação do debate sobre as novas hipóteses de planejamento e projeto para as cidades brasileiras é fundamental. Apenas assim interações e interdependências poderão gerar esperanças transformadoras. Arquitetos e urbanistas precisam se comprometer com o cotidiano de nossas cidades, melhorando efetivamente os padrões de habitabilidade.
As cidades brasileiras precisam transformar o modo como vêm sendo construídas. Para tanto, sugerimos priorizar quatro proposições objetivas:
•  a Cidade deve ser compacta e densa, evitando-se a dispersão interminável e       enfatizando-se o papel aglutinador do antigo centro histórico;
       a Cidade deve ser lugar da convivência da diversidade de classes e de usos, evitando-se os guetos de ricos e pobres e monofuncionalidade;
       a Cidade deve ter mobilidade efetiva para todos, evitando-se a exclusão determinada pela ineficiência ou tarifação alta dos sistemas de transporte coletivo;
       a Cidade deve ampliar o reconhecimento da ecologia e dos biomas locais, construindo-se melhor relação com a natureza.
Há mais de noventa anos, desde a fundação do Instituto dos Arquitetos do Brasil, a luta pela contratação de projetos por meio de concursos públicos era a forma de se obter transparência para os custos e benefícios das obras. Esse patrimônio de lutas e de ações, algumas exitosas, construiu um sentido para o IAB, que permanece pautando seus objetivos nas complexas relações existentes entre plano e projeto de um lado e a realidade do outro.
O IAB, em seus objetivos, busca ser a casa dos arquitetos, onde o debate do espaço construído pelo homem possa auxiliar no aperfeiçoamento da experiência democrática.. Nesse sentido, nossa meta comum é a requalificação da nossa sede, abrindo-a para os interesses mais amplos de outros grupos e para uma construção compartilhada.
Diante da constituição do conselho uniprofissional, velha bandeira configurada e incorporada ao IAB, devemos acompanhar a estruturação das novas instituições, enfatizando a dimensão cultural da arquitetura. Um IAB renovado em representatividade atrairá as novas gerações, buscando uma inserção social no cotidiano das cidades brasileiras.
O século XXI é um tempo de consolidação da democracia, que coloca o desafio da autonomia para amplas camadas de cidadãos. As condições de sustentabilidade ambiental requeridas devem partir da premissa da convivência mútua entre natureza e cidade. Essa convivência tem papel importante para o cidadão, tornando-o consciente da complexidade do planeta.
O compromisso dos arquitetos e urbanistas com as cidades brasileiras não pode ser vazio, baseado numa onda momentânea, simplesmente retórica. Devemos acreditar que as mudanças são possíveis!
Planos e projetos para democratizar a cidade
O IAB-RJ deseja incorporar os esforços de todos os arquitetos, em múltiplas aptidões e inserções profissionais, na defesa de um novo modo de construir as cidades brasileiras. Assim, temos os seguintes objetivos:
1.       IAB-RJ independente e participativo
2.       Promoção e ampliação do debate sobre as cidades brasileiras
3.       Aumentar o número de concursos públicos de projetos
4.      Construção da sustentabilidade do IAB-RJ
5.        Aproximação com as novas gerações, atraindo sócios novos
6.       Ampliação da comunicação com os arquitetos
7.        Intensificação do uso da sede como ponto de encontro dos arquitetos
8.       Reforma da sede para reabrigar a biblioteca da entidade
9.        Conexão da biblioteca com um sistema de bibliotecas de arquitetura
10       Novos cursos
                                                 

CONSELHO ADMINISTRATIVO - CA:

Pedro da Luz Moreira (Presidente)

Vice Presidentes:
Marcio Tomassini (Financeiro)
Marat Troina (Administrativo)
Fabiana Izaga (Institucional)
Ceça Guimaraens (Cultural)

CONSELHO SUPERIOR – COSU:

Conselheiros Vitalícios do COSU

Demetre Anastassakis
Sérgio Magalhães

Titulares:

Adir Ben Kauss
Flávio Ferreira
Jerônimo de Moraes Neto
Luiz Fernando Janot
Norma Taulois
Vicente Loureiro

CONSELHO DELIBERATIVO – CD:

Titulares:

Alder Catunda Timbó
Alice Varella
Bruno Michel
Celso Girafa
Cesar Jordão
Cláudio Crispim
Cristiane Duarte
Eduardo Cotrim
Luiz Carlos Flórido
Maria Isabel Tostes


CONSELHO FISCAL – CF:

Titulares:

José Miguez
Luciano Medeiros
Martha Allemand









Suplentes:

Cêça Guimaraens
Fabiana Izaga
Gerônimo Leitão
Lucas Franco
Marat Troina
Pablo Benetti



Suplentes:

Carlos Alberto Perez  Krykhtine
Cristiane Ramos Magalhães
Gabriel Soares
Maria do Carmo Maciel Di Primio
Verena Andreatta







Suplentes:

André Luiz Pinto
Luiz Claudio Franco
Ricardo Villar