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sábado, 19 de outubro de 2013

100 anos de Vinicius de Moraes, o poetinha

A foto do Villarino no
Rio de Janeiro
Niemyer, Vinicius e Tom Jobim
Hoje faz cem anos do nascimento de Vinicius de Moraes, que recebeu a alcunha de poetinha por seu desprendimento e generosidade com a vida de uma maneira geral. Em 25 de setembro de 1956 estreava no Teatro Municipal do Rio de Janeiro a peça escrita por ele, Orfeu da Conceição, adaptação do mito grego de Orfeu para uma favela carioca. Essa peça marca o inicio da parceria de Vinicius de Moraes com um jovem e ainda desconhecido pianista, Tom Jobim, com uma compania de atores negros de Abdias Nascimento, e que teve ainda a cenografia do arquiteto Oscar Niemyer.

Placa de mármore na entrada do bar Vilarino 
Há uma foto no bar Vilarino, que mostra Oscar ao lado de Vinicius e outras figuras caras da bohemia carioca, como o mineiro Paulo Mendes Campos. Consta também a lenda de que Vinicius foi apresentado a Tom Jobim no mesmo bar por Lucio Rangel. O poetinha havia convidado Vadico, conhecido por suas parcerias com Noel Rosa em Feitiço da Vila, Conversa de Botequim e outras, mas este estava com problemas de saúde. Lucio Rangel, Vinicius de Moraes e Haroldo Barbosa debatiam quem poderia substituir Vadico, na produção musical da peça. Lucio Rangel então percebe que em outra mesa estava o jovem Tom Jobim, que já se destacava como arranjador de músicas em boates da moderna Copacabana. Nesta ocasião, após a apresentação, Tom Jobim pergunta a Vinicius de Moraes, com a típica irreverência carioca; "Tem um dinheirinho nisso aí?"

No Bar Vilarino na esquina da Av. Presidente Wilsom com a rua Calógeras no Rio de Janeiro há uma placa de mármore que celebra esta reunião de jovens talentos, que viria a fundar a bossa nova.

Entrevista a EBC Repórter Rio sobre o desmonte da perimetral

Na última sexta feira dia 18 de outubro de 2013 fui entrevistado pela EBC no programa Réporter Rio, que vai ao ar por volta de meio dia, sobre a derrubada do viaduto da Perimetral no rio de Janeiro. Acabaram publicando apenas uma parte da entrevista, na qual menciono a urgência de se investir nos modais de alta capacidade como trens, metrô e barcas.

Mas também havia mencionado o desmonte das estruturas de planejamento do município e do estado, que diante da demolição da perimetral, parecem alçar um vôo cego, sem poder apresentar estudos embasados, que garantam que este desmonte não significará o caos. O governo do estado afirma que está reformando a Estação Araribóia em Niterói, sem fazer nada na da Praça XV, o que demonstra claramente a inexistência do planejamento por parte do governo do estado. Por outro lado, o governo municipal pretende retirar os ônibus de circulação do centro, segurando-os no Instituto de Ortopedia (INTO) ou na estação do Metrô do Estácio, sem ter feito qualquer intervenção em ambos os locais. Mais uma vez se constata a inexistência de estruturas de planejamento capazes de pensar a cidade, também por parte do governo municipal. Realmente, percebe-se que estas são ações voluntariosas sem qualquer articulação e estruturação, portanto sem planejamento. Me parece, que a cidade merecia ser melhor tratada por nossos governantes.

Veja abaixo a entrevista.

http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterrio/episodio/prefeitura-adia-interdicao-da-perimetral