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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Filme destaca a tradição e a modernidade das pedras portuguesas

O filme de Marco Antonio Pereira destaca a tradição de nossas calçadas em pedras portuguesas. A promoção do filme seleciona dois trechos de uma entrevista minha feita no Boulevard 28 de setembro em Vila Isabel, projeto do Rio Cidade do escritório Archi 5 arquitetos associados, do qual fui sócio durante muitos anos. Muito além dos depoimentos, acho importante enfatizar a necessidade que as cidades brasileiras possuem de valorizar seus espaços públicos, como locais que deveriam privilegiar o caminhar dos seus pedestres. A celebração das calçadas promovida pela técnica das pedras portuguesas nos remetem ao caminhar urbano, como um cotidiano que deveria ser privilegiado pelas gestões municipais.

Veja a promo do filme abaixo

https://www.youtube.com/watch?v=YDk964pkJxI&feature=youtu.be

Guaratiba, em busca de maior participação

Na mesa de debates no IAB _RJ: Dr. Carlos Bacha do Polo
Gastronômico de Guaratiba, Dr. Pedro Paulo da Associação
de Moradores de Cinco Marias, o arquiteto Pedro da Luz
presidente do IAB-RJ,  o procurador Sandro Machado do
MP Estadual e a arquiteta Marisa Valente da SMU
Na última segunda feira dia 17 de fevereiro de 2014 foi realizado na sede do IAB-RJ debate sobre a imensa região de Guaratiba no extremo oeste da cidade metropolitana do Rio de Janeiro. Com a abertura do únel da Grota Funda e a implantação do Arco Metropolitano,  a região de Guaratiba torna-se um forte pólo de atração de investimentos, correndo o risco de ter uma ocupação predatória. A fragilidade ambiental da região, que se configura como uma planície alagável, onde o regime de diversos rios que descem do maciço da Pedra Branca, se encontram com as variações de marés da baía de Sepetiba, precisa ser levada em conta no planejamento do seu futuro. Os eventos observados na área, particularmente no Campus Fidei, que receberia o encontro da Jornada Mundial da Juventude com o papa Francisco, no mes de junho de 2013, e, que não puderam se realizar devido as chuvas, demonstraram toda a complexidade ambiental da região e sua fragilidade frente a ocupações apressadas e improvisadas.

O debate na verdade reafirmou o documento entregue pelo IAB-RJ ao prefeito do Rio de Janeiro em outubro de 2013, que cobrava do poder público um maior protagonismo na definição do futuro da área, uma cobrança por um planejamento sistêmico e uma gestão e controle cotidiano de Guaratiba. Além disto, o debate também enfatizou a necessidade de ampliação da participação da população local na definição do seu futuro. As questões envolvidas no tema de Guaratiba, transcendem em muito os interesses locais e apontam para a possibilidade de estabelecimento de uma nova forma de interação entre população e planejamento territorial.

Para mais detalhes, veja o link abaixo...

http://www.iabrj.org.br/debate-publico-reforca-importancia-da-elaboracao-de-plano-geral-para-guaratiba

Debate sobre viagem a Cuba em 1963 por estudantes brasileiros para congresso da UIA

O debate com o autor Cesar Dorfmann no IAB-RJ
No último dia 10 de fevereiro de 2014 foi realizado no IAB-RJ um debate informal com o autor Cesar Dorfmann de um livro de memórias sobre a visita feita a Cuba em 1963, por um grupo de estudantes brasileiros. O debate transcorreu de maneira informal, abordando lembranças sentimentais de diversos arquitetos, que participaram da viagem a Cuba em 1963 para participar do VII Congresso da União Internacional dos Arquitetos. Interessante notar que no mesmo ano foi realizado no Brasil o famoso Congresso do IAB, no Hotel Quitandinha em Petrópolis, que propos a reforma urbana e a unificação das caixas de pecúlio que então financiavam a habitação de interesse social no país. No ano de 1963 no Brasil havia um intenso debate sobre as reformas de base em nossa sociedade, que foram barradas pela instalação da ditadura militar em 1o de abril de 1964.

Uma das questões levantadas no debate no dia 10 de fevereiro no IAB-RJ foi exatamente sobre os debates mais candentes, que perpassavam as falas dos estudantes de arquitetura na ida a Cuba. O autor do livro Cesar Dorfmann afirmou que a discussão política dominava os debates, deixando de lado as questões relativas à arquitetura e ao urbanismo. Estranho, como seria possível abordar questões relativas a ocupação do espaço, ou da construção do ambiente humano, apenas enquanto técnica ou instrumental, sem menção à política? O nosso mundo contemporâneo parece me muito mais complexo, perpassado por uma impossibilidade de separação destas esferas.

Mas o mais importante do evento é que ele resgata uma tradição importante, que deveria ter um cunho mais sistemático; o resgate de vivências diferenciadas que nos faz refletir sobre as atuações profissionais mais variadas. O depoimento dos vários participantes da viagem formam um interessante conjunto sobre os impasses e possibilidades do ofício da arquitetura, e, deveria ser uma atividade mais recorrente entre nós...