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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Debate sobre a implantação do Building Information Modelling (BIM) no IAB-RJ

Evento sobre BIM no IAB-RJ
Na última segunda feira dia 13 de julho de 2015, na sede do IAB-RJ, houve um debate a respeito da nova ferramenta para desenvolvimento de projetos, denominada na sigla em inglês Building Information Modelling (BIM), que corresponde a uma plataforma de compartilhamento de informações para desenvolvimento de projetos em 3D.

O debate contou com a participação dos arquitetos palestrantes; Eduardo Ribeiro, responsável pela implementação do BIM no escritório Sergio Conde Caldas Arquitetura, e João Machado, sócio e coordenador de projetos no mesmo escritório. E, foi mediado por mim Presidente do IAB-RJ arquiteto Pedro da Luz Moreira. O tema atraiu uma grande audiência e pretende ser a primeira iniciativa de uma Comissão voltada para o debate da implantação de novas tecnologias, que  garantam um maior protagonismo para a ação de projeto na sociedade brasileira.

Muito além de uma atitude positivista, meramente celebratória o debate refletiu sobre os impactos da adoção de novos procedimentos para obtenção e controle da gestação, geração e manutenção do espaço construído. As apresentações e as respostas da platéia refletiram sobre aspectos importantes inerentes a atividade do projetar, tais como; autoria, subjetividade, objetividade, controle, permeabilidade, aceitação, processo, fases e integridade.

Me parece importante, diante da atual conjuntura do Brasil, reafirmar a questão da integridade do projeto, que é desenvolvido em diversas etapas - estudo preliminar, anteprojeto, projeto legal e projeto executivo - mas que possui uma integridade autoral, concentrada num autor ou grupo de autores, que controla e coordena o processo. Há uma infinidade de disciplinas e expertises envolvidos que deveriam ser coordenados pelo arquiteto, que como o diretor de cinema ou de teatro tem a pretensão de ter o controle do resultado final.

O estabelecimento da separação entre as operações de projetar e de executar, alcançada no Renascimento, garante um controle cruzado, onde se implanta uma mútua vigilância que tende a melhorar a qualidade e o controle prévio sobre o objeto construído. Empreeiteiros e projetistas com responsabilidades bem delineadas tendem a melhorar a qualidade das obras construídas, conformando um processo mais transparente para a adequação e orçamentação delas.

Esse é o objetivo de uma nova tecnologia e de novos procedimentos no processo de elaboração do projeto...

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