Dei entrevista nesta quinta feira dia 24/10/2013 na Globo News, ao reporter Sidney Resende, sobre pesquisa divulgada do IPEA sobre a mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras. A pesquisa do IPEA mostra que 50% dos domicílios brasileiros possuem carro ou motocicleta disponíveis na garagem. O indice impressiona quando comparamos com o ano de 1992, quando esta porcentagem era de apenas 14,6%. Esta ampliação certamente se deve também a piora nos serviços de transporte público no país. O Rio de Janeiro é a pior capital em termos de tempo médio de deslocamento da casa para o trabalho com 47 minutos, superando São Paulo que tem 45,6 minutos. Na minha opinião, assim como a inflação, estes indices deveriam ser divulgados mensalmente, para que possamos medir e cobrar melhorias nas condições de deslocamento das nossas metrópoles.
Os links abaixo mostram a entrevista...
http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2013/10/devemos-pensar-no-transporte-como-uma-rede-diz-arquiteto-do-iab.html
http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/brasileiros-gastam-cada-vez-mais-tempo-para-chegar-ao-trabalho/2910708/
Diário de Pedro da Luz Moreira, interessado em discutir a arquitetura, a cidade e o projeto
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
domingo, 20 de outubro de 2013
Megacities 2013 dias 22 e 23 de outubro no MAM Rio de Janeiro
No âmbito do ano da Alemanha no Brasil, se realizará nos dias 22 e 23 de outubro no Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro o evento Megacities, que tem como tema "Clean Energy Generation and Smart Use". O foco do evento estará sobre as energias descentralizadas, no sistema integrado de trânsito e em tecnologias inovadoras de eficiência energética. Neste mesmo evento, estarei mediando uma mesa, que leva o nome de; Tecnologias para Edificações Eficientes e Arquitetura Urbana Sustentável, no dia 23 de outubro. A mesa terá como debatedores;
Junia Santa Rosa - Diretora de Desenvolvimento Institucional e Cooperação Técnica, Secretaria Nacional de Habitação, Ministério das Cidades
Antônio Augusto Veríssimo -Chefe de Gabinete, Secretaria Municipal de Habitação do Rio de Janeiro
Dr. Roberto Loeb & Luis Capote - LOEBCAPOTE Arquitetura e Urbanismo, São Paulo
Fernando Resende - Gerente de Eco Commercial Building, Bayer S.A., São Paulo
Günter Leitner – CEO Knauf Brazil, Rio de Janeiro
Dr. Martin Schönheit –Diretor-Executivo, Dr. Schönheit + Partner Consulting GmbH, Colônia
A otimização da arquitetura urbana e a consideração de aspectos energéticos na construção e reforma de
edificações abrigam enormes potenciais de economia de energia, principalmente considerando o clima do Rio de Janeiro e do Brasil. O governo incentiva o cumprimento de padrões de eficiência energética através de selos como Casa Azul e Procel Edifica e na habitação social. Como acelerar o processo de aceitação e adesão destes padrões e quais são as tecnologias e os conceitos disponivéis no mercado.
Junia Santa Rosa - Diretora de Desenvolvimento Institucional e Cooperação Técnica, Secretaria Nacional de Habitação, Ministério das Cidades
Antônio Augusto Veríssimo -Chefe de Gabinete, Secretaria Municipal de Habitação do Rio de Janeiro
Dr. Roberto Loeb & Luis Capote - LOEBCAPOTE Arquitetura e Urbanismo, São Paulo
Fernando Resende - Gerente de Eco Commercial Building, Bayer S.A., São Paulo
Günter Leitner – CEO Knauf Brazil, Rio de Janeiro
Dr. Martin Schönheit –Diretor-Executivo, Dr. Schönheit + Partner Consulting GmbH, Colônia
A otimização da arquitetura urbana e a consideração de aspectos energéticos na construção e reforma de
edificações abrigam enormes potenciais de economia de energia, principalmente considerando o clima do Rio de Janeiro e do Brasil. O governo incentiva o cumprimento de padrões de eficiência energética através de selos como Casa Azul e Procel Edifica e na habitação social. Como acelerar o processo de aceitação e adesão destes padrões e quais são as tecnologias e os conceitos disponivéis no mercado.
sábado, 19 de outubro de 2013
100 anos de Vinicius de Moraes, o poetinha
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| A foto do Villarino no Rio de Janeiro |
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| Niemyer, Vinicius e Tom Jobim |
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| Placa de mármore na entrada do bar Vilarino |
No Bar Vilarino na esquina da Av. Presidente Wilsom com a rua Calógeras no Rio de Janeiro há uma placa de mármore que celebra esta reunião de jovens talentos, que viria a fundar a bossa nova.
Entrevista a EBC Repórter Rio sobre o desmonte da perimetral
Na última sexta feira dia 18 de outubro de 2013 fui entrevistado pela EBC no programa Réporter Rio, que vai ao ar por volta de meio dia, sobre a derrubada do viaduto da Perimetral no rio de Janeiro. Acabaram publicando apenas uma parte da entrevista, na qual menciono a urgência de se investir nos modais de alta capacidade como trens, metrô e barcas.
Mas também havia mencionado o desmonte das estruturas de planejamento do município e do estado, que diante da demolição da perimetral, parecem alçar um vôo cego, sem poder apresentar estudos embasados, que garantam que este desmonte não significará o caos. O governo do estado afirma que está reformando a Estação Araribóia em Niterói, sem fazer nada na da Praça XV, o que demonstra claramente a inexistência do planejamento por parte do governo do estado. Por outro lado, o governo municipal pretende retirar os ônibus de circulação do centro, segurando-os no Instituto de Ortopedia (INTO) ou na estação do Metrô do Estácio, sem ter feito qualquer intervenção em ambos os locais. Mais uma vez se constata a inexistência de estruturas de planejamento capazes de pensar a cidade, também por parte do governo municipal. Realmente, percebe-se que estas são ações voluntariosas sem qualquer articulação e estruturação, portanto sem planejamento. Me parece, que a cidade merecia ser melhor tratada por nossos governantes.
Veja abaixo a entrevista.
http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterrio/episodio/prefeitura-adia-interdicao-da-perimetral
Mas também havia mencionado o desmonte das estruturas de planejamento do município e do estado, que diante da demolição da perimetral, parecem alçar um vôo cego, sem poder apresentar estudos embasados, que garantam que este desmonte não significará o caos. O governo do estado afirma que está reformando a Estação Araribóia em Niterói, sem fazer nada na da Praça XV, o que demonstra claramente a inexistência do planejamento por parte do governo do estado. Por outro lado, o governo municipal pretende retirar os ônibus de circulação do centro, segurando-os no Instituto de Ortopedia (INTO) ou na estação do Metrô do Estácio, sem ter feito qualquer intervenção em ambos os locais. Mais uma vez se constata a inexistência de estruturas de planejamento capazes de pensar a cidade, também por parte do governo municipal. Realmente, percebe-se que estas são ações voluntariosas sem qualquer articulação e estruturação, portanto sem planejamento. Me parece, que a cidade merecia ser melhor tratada por nossos governantes.
Veja abaixo a entrevista.
http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterrio/episodio/prefeitura-adia-interdicao-da-perimetral
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Os debates sobre os Efeitos da Arquitetura na Escola de Arquitetura e Urbanismo (EAU) da UFF
Na semana passada, nos dias 07 e 08 de outubro mediei uma mesa na EAU-UFF, dentro do simpósio "Os efeitos da arquitetura", os participantes eram Ephim Schluger da OKNO arquitetura e urbanismo e Iury Lima do Bairro da Gente e o tema era "As responsabilidades do mercado imobiliário e da esfera normativa". O simpósio pretende apresentar parâmetros concretos de medição entre a vitalidade das ruas e a forma de implantação da arquitetura adjacente.
Começamos pelas ponderações do arquiteto Ephim Schluger, que iniciou suas reflexões a partir de Churchil que identificava no espaço desenvolvido pelas sociedades um forte condicionador das atividades humanas. O arquiteto também explicitou uma grande preocupação com o estágio de desenvolvimento da industria da construção civil no Brasil, onde segundo ele, o desperdício de material atinge a assustadora porcentagem de 25%, significando que a cada quatro edificações construídas, estamos jogando fora uma. Ephim também mencionou a incapacidade do mercado formal de atender a demanda de habitação da população brasileira, permanecendo em nosso horizonte um forte déficit habitacional. Para o arquiteto este atraso tecnológico demonstrado pelo imenso desperdício demonstra a necessidade imperiosa de se investir na qualificação da mão de obra do setor.O segundo palestrante Iury Lima, que é egresso da Gafisa e da Tenda, apresentou a experiência do Bairro da Gente uma nova forma de empreendimento, que pretende manter o investidor vinculado ao local onde se implanta o novo bairro, através da comercialização de aluguel comercial. Esta ação, segundo o palestrante, demanda que o empreendimento se estruture a partir de uma nova visão urbana, onde a combinação da presença de fachadas ativas e conforto para os pedestres garantem uma valorização dos espaços comerciais, que se valorizam com a vitalidade das ruas. Iury destacou o enorme potencial econômico da convivência social, para a reinvenção das ruas da cidade, como fator de valorização dos pontos comerciais.
Na verdade os dois palestrantes retiraram o debate de sua zona de conforto, pois se tratavam de dois representantes da área do mercado imobiliário, falando para a academia, e que trouxeram visões convergentes sobre novos conceitos como; o estágio de desenvolvimento da industria da construção civil no Brasil, o comércio de rua, as áreas privativas e públicas dos condomínios, as fachadas ativas, o conforto para o caminhar dos pedestres, etc...
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Debate em São Paulo sobre Operação Urbana Consorciada
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| O cartaz do evento |
Minha exposição se centrou sobre as experiências em curso no Rio de Janeiro (Porto Maravilha) e Niterói (Centro da Cidade). Minhas ponderações foram que a cidade metropolitana do Rio de Janeiro com uma forte personalidade paisagística e imagética, de ícones geológicos como o Pão de Açucar, o Corcovado, o Morro do Estado e etc..., não admitia a transferência mecânica de modelos que invariavelmente se pautam pela produção ansiosa de expressões arquitetônicas exacerbadas. O sítio da cidade metropolitana do Rio de Janeiro pontuado por maciços graníticos de forte personalidade merecia por parte da arquitetura e do urbanismo uma atitude de conformação de contínuos mais homogêneos, que negasse a pontuação personalista da torre. Busquei também assinalar que está em curso uma fragmentação excessiva das ações sobre a cidade, que ao definir perímetros específicos de atuação, como os da OUC, acabam se esquecendo da mútua interdependência das intervenções sobre o território da cidade. Considerei fundamental alinhar um conjunto de quatro pontos que deveriam pautar a cidade brasileira que pretendemos construir no futuro;
1. uma cidade densa e que reforce a centralidade do antigo centro histórico,
2. uma cidade com multiplicidade de extratos sociais e de usos,
3. uma cidade de mobilidade urbana ampliada baseada numa rede de transporte público, e,
4. por último uma cidade com uma convivência positiva com os biomas naturais próximos.
No meu entendimento nenhum destes princípios vem sendo alcançados pelas OUCs em andamento em São Paulo e no Rio de Janeiro. Neste sentido o cartaz escolhido pela Hiria como imagem do evento é bastante sintomático. Nele, veja imagem anexa, a cidade mostrada é pontuada por torres, com personalidades arquitetônicas excessivas que se negam ao diálogo e a formação de conjuntos mais contínuos, sem pedestres e dominada por obras rodoviárias e por carros. Será que é esta cidade que desejamos?
domingo, 13 de outubro de 2013
A inauguração da Bienal de Arquitetura de São Paulo
A Bienal de Arquitetura de São Paulo é um importante evento da cultura arquitetônica no Brasil, um momento de reflexão sobre como o espaço humano vem sendo produzido no país. Cidade Modos de Fazer, Modos de Usar é o título da X Bienal, que pretende ocupar espaços culturais espalhados na cidade, conectados pelas redes de transporte público, procurando uma aproximação com o cotidiano da maior cidade do Brasil. Segundo o foulder; "Assim ao mesmo tempo em que visita a exposição, o público tem a experiência viva da cidade de São Paulo." Talvez fosse o caso de pensar também numa inversão nesta frase, propondo; assim o grande público que usufrui a experiência viva da cidade de São Paulo, tem a oportunidade de visitar uma exposição de arquitetura, aproximando o grande público dos nossos debates.
O esforço que o IAB SP vem fazendo para reestruturar este evento de forma que a Bienal tenha uma visão crítica e ao mesmo tempo propositiva sobre a construção de nossas cidades é notável, e deve ser destacado. Ontem a noite, dia 12 de outubro de 2013, no Centro Cultural São Paulo na inauguração oficial do evento, em todos os discursos se destacou a urgência de se modificar a maneira como a cidade brasileira vem sendo produzida. A busca de maior densidade, a universalização dos serviços urbanos, tais como água, esgoto, transportes, etc..., a busca de maior equidade nas oportunidades que a cidade representa, e a revalorização dos antigos centros históricos foram repetidos por todas as autoridades presentes, apontando um curioso consenso. A ausência por parte do governo federal de uma política mais articulada e estruturada de desenvolvimento das cidades brasileiras, deve ser revertida de forma urgente, pois uma cidade mais justa e equânime pode ser um poderoso vetor de distribuição de renda.
A tarde num painel de debates sobre o Minha Casa, Minha Vida, programa de construção de habitação de interesse social do governo federal, realizado no Museu da Casa Brasileira, percebeu-se um tom de condenação das favelas e assentamentos produzidos pela auto-construção, e uma celebração da produção massiva de habitação, repetindo a meu ver uma lógica dualista perigosa. De um lado, a ausência de produção habitacional, que caracterizou a política pública após a extinção do BNH, de outro a classificação da urbanização das favelas como uma solução improvisada e frágil, que deveria ser substituída pela produção massiva de habitações de interesse social. Na verdade, no meu modo de entender, as duas operações deveriam estar ocorrendo de forma articulada, isto é, a partir da urbanização das favelas, se produziria habitações nas localidades próximas para abrigar as familias que precisam ser relocadas para a promoção da melhoria dos serviços urbanos. Tal atitude representaria um ganho para o Minha Casa, Minha Vida, pulverizando suas intervenções em uma diversidades de sítios e contextos, que tendem a estar próximos de redes estruturadas de emprego e geração de renda. A urbanização de favelas é na verdade uma operação sofisticada e muito mais elaborada que a produção massiva de habitação, ela representa um projeto muito mais sensível que a mera produção quantitativa de casas.
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| Inauguração da X Bienal de Arquitetura de São Paulo |
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| Inauguração da X Bienal de Arquitetura de São Paulo: Cidade Modos de Fazer, Modos de Usar |
A tarde num painel de debates sobre o Minha Casa, Minha Vida, programa de construção de habitação de interesse social do governo federal, realizado no Museu da Casa Brasileira, percebeu-se um tom de condenação das favelas e assentamentos produzidos pela auto-construção, e uma celebração da produção massiva de habitação, repetindo a meu ver uma lógica dualista perigosa. De um lado, a ausência de produção habitacional, que caracterizou a política pública após a extinção do BNH, de outro a classificação da urbanização das favelas como uma solução improvisada e frágil, que deveria ser substituída pela produção massiva de habitações de interesse social. Na verdade, no meu modo de entender, as duas operações deveriam estar ocorrendo de forma articulada, isto é, a partir da urbanização das favelas, se produziria habitações nas localidades próximas para abrigar as familias que precisam ser relocadas para a promoção da melhoria dos serviços urbanos. Tal atitude representaria um ganho para o Minha Casa, Minha Vida, pulverizando suas intervenções em uma diversidades de sítios e contextos, que tendem a estar próximos de redes estruturadas de emprego e geração de renda. A urbanização de favelas é na verdade uma operação sofisticada e muito mais elaborada que a produção massiva de habitação, ela representa um projeto muito mais sensível que a mera produção quantitativa de casas.
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