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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Debate no IAB-RJ sobre o filme O Sonho Olímpico

Nessa última segunda feira dia 03 de outubro de 2016 foi feita a projeção do filme-documentário O Sonho Olímpico, com produção de Einar Braathen e direção Anne Kjersti BjØrn, ambos noruegueses, que aborda os Jogos Olímpicos no mundo e sua última edição na cidade do Rio de Janeiro. O argumento é bastante interessante pois aborda a visão de um jovem atleta norueguês engajado nos jogos de inverno, que visita o Rio de Janeiro no periodo que antecede a realização das Olimpíadas. Após a projeção foi realizado um debate com o produtor e a diretora do filme, no qual ficou demonstrado como o intercâmbio e a interação com outras realidades podem ser um hábito frutífero, para a avaliação da forma como estamos produzindo a ocupação do espaço construído de nossas cidades.

O tema da produção de um espaço promotor de maior equidade de oportunidades esteve na tônica do filme e dos debates, o espaço urbano como promotor de melhor divisão de renda, fatos que não estiveram na pauta da cidade olímpica do Rio de Janeiro e na campanha para os governos municipais. O filme aborda o tema da remoção da favela Vila Autódromo, adjacente ao Parque Olímpico da Barra da Tijuca, que no memorial do projeto vencedor do concurso internacional de arquitetura da firma AECON de Londres, estava prevista a sua urbanização, reforçando a convivência entre favela e cidade tão presente no restante do Rio de Janeiro. Apesar dessa recomendação, o governo municipal insistiu para que a favela fosse removida, numa clara desproporção com os objetivos de uma cidade mais inclusiva.

Fica então uma questão, que vem se generalizando pelo mundo, quais os objetivos da promoção dos Jogos Olímpicos? A que interesses eles atendem? Aos objetivos gerais da população da cidade sede, ou apenas a grupos de empresários localizados? A última candidatura a postulantes de sede olímpica já apresentou um significativo declínio de pretendentes. Os grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas se revelaram no Brasil como oportunidades não integralmente aproveitadas por nossas cidades, para requalificarem suas infraestruturas, ampliando o acesso a benfeitorias.

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