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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Encontro com arquitetos equatorianos no Rio de Janeiro

Reunião com arquitetos equatorianos
Nessa última terça feira tivemos um encontro proveitoso com arquitetos equatorianos na sede do CAU-RJ, com os representantes do Instituto Metropolitano de Planificación Urbana, Secretaria de Territorio, Habitat y Vivienda y Secretaria de Movilidad da cidade de Quito. A reunião pretende estreitar os contactos e as experiências entre arquitetos do Equador e do Brasil, pretendendo dar conhecimento as experiências dos campos da arquitetura e urbanismo desenvolvidas principalmente nas cidades de Quito e do Rio de Janeiro, tendo em vista o futuro Congresso Internacional de Arquitetura UIA 2020 RIO.

Como a cidade de Quito possui um valioso patrimônio histórico construído, a conversa inicialmente se desenvolveu no sentido da intensificação do intercâmbio sobre a preservação e sobre a reocupação desse contínuo, tanto no centro da capital Equatoriana, como também no Rio de Janeiro. A equipe da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, do programa Novas Alternativas fez um breve relato sobre o contínuo construído da cidade e os programas de caráter habitacional, que pretendem reocupar essas antigas edificações. A principal questão levantada pelos arquitetos da municipalidade do Rio de Janeiro se baseou no atendimento à demanda por construção de unidades habitacionais para a baixa renda em imóveis de importância histórica. Como promover a construção do uso habitacional no centro da cidade carioca, onde existe grande oferta de empregos, infraestrutura adequada e uma baixa presença desse uso, mas também um custo mais elevado da obra, por se tratar de restauro?

Os arquitetos equatorianos descreveram também de forma breve o programa Ponga punto a tu casa, que possui recursos da Junta da Andaluzia, um organismo espanhol que incentiva ações de defesa do patrimônio nas cidades de colonização ibérica. O programa apesar de ter logrado a construção de algumas revitalizações importantes, não tinha alcançado a escala necessária para a requalificação de contínuos expressivos da cidade de Quito. Como a economia equatoriana é extremamente dependente da produção petrolífera, assim como a do estado do Rio de Janeiro, o declínio do valor do barril de petróleo de US$130,00 para US$30,00, nos mercados internacionais, a partir da crise sistêmica de 2008, determinou um forte recuo nessas iniciativas.

Os representantes dos arquitetos do Equador também assinalaram a importância da realização de dois eventos no ano corrente de 2016 na cidade de Quito; a Bienal Internacional de Arquitetura e Urbanismo e o Encontro da ONU-Habitat. Dois acontecimentos, que certamente mobilizarão a categoria dos arquitetos, e nos quais é de grande importância a presença de assuntos relativos às diversas formas de ocupação do território do planeta Terra. A arquitetura e o urbanismo precisam em nossa contemporaneidade reencontrar uma certa reessencialização de suas ações, convencendo o conjunto da sociedade de sua relevância.

Na minha fala, como presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil Departamento do Rio de Janeiro (IAB-RJ) procurei também destacar a conquista do Congresso Internacional de Arquitetura do Rio UIA 2020, que foi conquistado em 2014, na cidade de Durban na África do Sul, numa disputa acirrada com as cidades de Paris na França, e de Meulborne na Austrália. Particularmente, procurei defender que a construção de um evento dessa monta, onde se espera a presença 15 mil arquitetos de todas as partes do mundo na cidade do Rio de Janeiro, era de fundamental importância a articulação e a concatenação de nossos esforços de forma a valorizar as ações de plano e de projeto. O tema do Congresso será "Todos os mundos. Um só mundo. Arquitetura 21", pretendendo sensibilizar agentes públicos e privados, tanto para o respeito das diversas formas de produção do ambiente construído pelo homem, nas diferentes culturas e partes do mundo, como também, para o fato de que ocupamos o mesmo planeta, onde cada vez mais as atitudes humanas representam impactos sobre o meio ambiente, a sustentação econômica e social, enfim, a sobrevivência das futuras gerações.

A conecxão e a articulação das ações e eventos promovidos pelos arquitetos na América Latina precisam construir objetivos claros, capazes de sensibilizar o conjunto de nossas sociedade para a relevância da ocupação do território em nossa contemporanieidade.

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