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sábado, 20 de dezembro de 2014

José Mariano Beltrame e Museu da Maré homenageados no IAB-RJ na festa da 52a Premiação Anual

O Secretário de Segurança do RJ José Mariano
Beltrame e o Presidente do IAB-RJ Pedro
da Luz Moreira

No último dia 12 de dezembro de 2014 na festa da 52a Premiação Anual do IAB-RJ foram homenageados como personalidade do ano; o Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro José Mariano Beltrame  e o Museu da Maré. Duas homenagens que se complementam, e possuem profundas consequências sobre a gestão do território da cidade do Rio de Janeiro. Uma das homenagens se refere as favelas, criação brasileira para se confrontar a ausência de políticas públicas na área urbana e habitacional do país durante décadas, e que permanecem com soluções precárias e improvisadas. E, a outra se refere a uma política de segurança denominada Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), que pretende retomar o território das mesmas favelas para a normalidade constitucional. Sem dúvida duas ações que possuem um profundo impacto sobre o desenvolvimento de uma política de ocupação do território urbano nas cidades brasileiras. As ações podem ser vistas como desconexas e descoordenadas, mas na verdade possuem grande conexão e são interdependentes.

O mundo contemporâneo tende a uma grande fragmentação das ações sobre o território, há uma enorme segmentação das responsabilidades, há esferas governamentais diferentes que se responsabilizam por serviços que não conversam com outros setores públicos. O problema tem efeitos deletérios sobre a construção das cidades brasileiras, que seguem com sua gestão do território fragmentada e dividida. A esfera urbana demanda uma atitude de coordenação, que só pode ser construída por um maior protagonismo do plano e do projeto, que são atividades que tem a pretensão de se antecipar aos impactos da implantação de infraestruturas variadas.


O Secretário de Segurança do Estado do RJ folhea o
Catálogo de Metodologias de urbanização de Favelas

Há muito que se apontam as favelas no Brasil como organismos capazes de estruturar redes de solidariedade e de auto-sustentação para populações fragilizadas economicamente. De uma maneira geral elas se constituem como ambientes onde a edificação da habitação é auto-empreendida e de forma precária pelas próprias famílias, determinando espaços urbanos de difícil legibilidade, onde o limite entre esfera privada e pública permanece indefinido. Apesar disso, elas foram capazes de construir configurações notáveis tanto do ponto de vista arquitetônico, como urbano. Invariavelmente elas demandam pela consolidação do limite entre esfera pública e privada, infraestruturas urbanas como distribuição de água, coleta de esgotos e lixo, acessibilidade, drenagem, iluminação, etc...E, também segurança pública.

A idéia por trás da 52a Premiação Anual do IAB-RJ, ao homenagear o Beltrame e o Museu da Maré, era reforçar que a política de segurança do governo do estado do Rio de Janeiro precisa ser reforçada pelo projeto de reurbanização de favelas. Abaixo o link da minha entrevista na TV Brasil sobre a premiação.

http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterrio/episodio/trabalho-de-contar-a-historia-do-complexo-da-mare-vai-receber-premio

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