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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Cidades Italianas

Dentro do tema da cultura da construção, as cidades italianas representam um capítulo especial. Dentro de uma grande variedade de ocupações, históricas, topográficas ou hidrológicas, há cidades onde o predominio construtivo é medieval, renascentista, barroco, neoclássico, eclético ou até mesmo moderno. Elas  se estruturaram como agrupamentos humanos consolidados, com importante presença de manifestações artísticas relevantes num periodo no qual as mudanças e transformações da cidade eram mais demoradas no tempo. Este fato foi determinante para que se construisse um patrimônio único, onde as ocorrências artísticas e singulares são contínuos representativos que foram sendo reocupados por diferentes atividades humanas ao longo de distintos ciclos sem que os objetos tenham sido demolidos ou reconstruídos.
Roma, a cidade eterna com seus atuais 2,5 milhões de habitantes, é talvez o testemunho mais emblemático deste processo. Constantemente novas ruínas são descobertas, revelando facetas novas de tempos imemoráveis. Apesar desta museificação constante e de um afluxo expressivo diário de turistas, a cidade permanece viva com uma diversidade de usos e de estratos sociais diferenciados em todo em seu território. Mesmo em seu centro, onde se concentra grande parte dos achados arqueológicos e dos marcos arquitetônicos e artísticos, Roma se demonstra uma cidade onde ainda há moradia de romanos, que determinam um cotidiano particular e próprio.

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