sábado, 14 de setembro de 2013

Lançamento do livro Desenho Urbano Contemporãneo no Brasil realizado no IAB-RJ

Mesa redonda durante o lançamento do livro Desenho Urbano Contemporâneo no Brasil, no IAB-RJ no dia 12 de setembro de 2013, segunda feira, debateu a relevância do desenho de qualidade para as cidades brasileiras. A necessidade de promoção de operações de projeto que requalifiquem os espaços de nossas cidades, melhorando a compreensão do espaço público como o lugar de interação da diversidade da sociedade, não para controlar mas para fazer livre a construção da cidadania. Como afirmou LEFEBVRE de forma definitiva; "A vida urbana, a sociedade urbana, numa palavra "o urbano" não podem dispensar uma base prático-sensível, uma morfologia." P49 "Ao mesmo tempo que lugar de encontros, convergência das comunicações e das informações, o urbano se torna aquilo que ele sempre foi: lugar do desejo, desequilíbrio permanente, sede da dissolução das normalidades e coações, momento do lúdico e do imprevisível." P79 LEFEBVRE, Henry O direito à cidade editora Centauro 2001 São Paulo 


Na foto, da esquerda para a direita: Gunter e Maria Elaine Kohldsdorf, Pedro Da Luz Moreira (vice-presidente do IAB-RJ), Cristiane Rose S.DuarteDenise Alcantara, e Vicente del Rio

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Leticia Galizzi expõe em Nova York

Minha querida cunhada, Leticia Galizzi, expõe em Nova York seus belos trabalhos de pintura. Realmente são trabalhos da maior competência. Quem puder deve conferir...

"Over Here, In There"
Recent work by Beverly Acha and Leticia Galizzi 

September 5 - 23, 2013

Abrazo Interno Gallery
Clemente Soto Velez Cultural Center
107 Suffolk St. New York, NY
between Delancey St. and Rivington St. in the Lower East Side
(F, to Delancey St. or J, M, to Essex St.)

Gallery Hours:
Monday - Sunday, 3:30 - 7:30 pm
or by appointment (contact Bev or Leticia)

Opening Reception: Sunday, September 8th, 5-8 pm.

For more info:
www.beverlyacha.com
www.leticiagalizzi.tumblr.com


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

11 de setembro de 1973 no Chile, Allende resiste no Palácio de la Moneda

Allende resiste no Palácio de la Moneda
No dia 11 de setembro de 1973, o palácio de la Moneda em Santiago do Chile foi bombardeado, um presidente - Salvador Allende - legitimamente eleito era destituído pelas forças armadas do país. A eleição de Allende ocorreu em 1970 pela coligação União Popular, que reunia os partidos socialista, comunista, radicais e social democratas. Os adversários de Allende eram  Jorge Alessandri (pela direita) e Radomiro Tomic (pelo Partido Democrata Cristão). Em 4 de setembro daquele ano, Allende foi eleito com 1 milhão e 70 mil votos, com vantagem de 40 mil votos sobre. Alessandri. Em 3 de novembro de 1970, Allende assumiu a Presidência da República do Chile, tres anos depois ele era deposto pelo golpe militar de Pinochet. A inusitada experiência chilena da presidência de Allende, propunha a construção de socialismo democrático, que foi brutalmente calada.

Este é o último discurso de Allende antes de ser morto, vale conferir...

http://www.youtube.com/watch?v=xZeEfXjTNu4

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O filme Flores Raras e suas inverdades arquiteto-paisagísticas


O filme Flores Raras, que ainda não vi, mas do qual já assisti um trailer possui uma série de inverdades mistificadoras, com relação a personagem Lota Macedo vivida pela grande atriz Glória Pires. Estas inverdades estão manifestas no pequeno trailer, que apresenta Lota Macedo como autora do projeto de Oscar Niemyer de 1954 para a casa Cavanelas. E, não só da casa mas também do paisagismo, que foi feito por Roberto Burle Marx. É impressionante como a vontade de mistificar uma personagem como Dona Maria Carlota de Macedo Soares acaba fazendo o filme se envolver em inverdades históricas, que nada ajudam ao campo da arquitetura, do paisagismo e do urbanismo. Todos no Brasil somos gratos a Lota Macedo pela realização desta maravilhosa obra do Parque do Flamengo, que de tão bem pensada parece fazer parte de uma das mais emblemáticas paisagens do mundo. Como afirma Alfredo Britto no artigo transcrito na íntegra abaixo;
 
"Foi pela persistência, tenacidade, energia, devoção de Lota que o aterro se transformou em parque. E, sobretudo por sua visão premonitória em convencer o governador..."
 
O que mais choca na montagem destas inverdades pelo filme é que o livro no qual se baseia, de Carmem L. Oliveira, conta a história de forma adequada e com rigor histórico, nomeando e dando o devido crédito para personagens como Sérgio Bernardes, Reidy e Burle Marx, como também foi recentemente assinalado pelo presidente do IAB - Bahia, Nivaldo Barbosa, em postagem recente nas redes sociais; 
 
"O impressionante é que o excelente livro no qual se baseou o filme "Flores raras", cujo título é "Flores raras e banalíssimas", de autoria de Carmen L. Oliveira, dá todos os créditos a Sérgio Bernardes (no projeto da casa de Lota na Samambaia) e a Affonso Eduardo Reidy, Roberto Burle Marx e equipe no projeto urbanístico e paisagístico do Parque do Flamengo. Na busca por mitificar Lota, o filme a transformou numa super arquiteta-urbanista-paisagista autônoma e autodidata - coisa que ela, de fato, nunca foi, embora seja inegável a sua liderança na criação do Parque do Flamengo."
 
Abaixo o artigo de Alfredo Britto publicado no O Globo de 08 de setembro de 2013, que coloca os verdadeiros personagens em suas reais posições;
 
 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Matéria no Viva Favela sobre uso de bicicletas nas favelas

A matéria abaixo saiu no portal viva favela e debate as incipientes medidas para fomentar o uso de bicicletas nas favelas. Vale a pena conferir...
Precariedade do estímulo ao uso da bicicleta na metrópole carioca


http://www.vivafavela.com.br/reportagem/favelas-s%C3%A3o-o-c%C3%A9u-e-o-inferno-dos-ciclistas

O seminário Q+50 em Manaus debateu a Amazonia Urbana

O último seminário da série Quitandinha +50 anos, promovido pelo IAB  foi realizado na cidade de Manaus nos dias 30 e 31 de agosto de 2013 e discutiu a Amazônia Urbana. A série de debates, que homenageia o histórico congresso, realizado no Hotel Quitandinha em 1963 em Petrópolis no Rio de Janeiro, que se debruçou sobre a Habitação e a Reforma Urbana, já ocorreram em várias cidades brasileiras.

Estive coordenando a mesa do dia 31 de agosto, que reuniu Antonio Roberto Moita, diretor presidente do Implurb de Manaus e José Alberto Tostes, professor da Universidade Federal de Amapá.

 Os debates se concentraram em torno de temas que interligam o meio ambiente à vida urbana, a selva à cidade. O passivo ambiental foi corretamente caracterizado como uma questão urbana, onde a cidade representa grande parte do impacto sobre o meio ambiente. Neste contexto, o tema ambiental da Amazônia, maior reserva de floresta e de água do planeta, deve ser repensada pelo urbano, uma vez que este representa seu maior impacto.

O espalhamento das cidades brasileiras foi caracterizado como uma tendência determinada pelo automóvel, e, que penaliza as administrações públicas que acabam dispendendo enormes quantias de dinheiro, para instalar infra estrutura em enormes áreas. Por outro lado, este mesmo espraiamento da cidade brasileira penaliza fortemente populações economicamente frágeis, que invariavelmente estão nas áreas mais carentes das infra estruturas mais elementares.

A questão dos limites e transgressões mútuas entre as esferas privada e pública também foram abordadas pelos palestrantes. As calçadas das nossas cidades denotam a falta de importância dada ao espaço público pelo senso comum, onde o caminhar do pedestre se transforma numa corrida de obstáculos. A qualidade do caminhar humano na cidade brasileira deve ser perseguida oferecendo aos usuários todos os confortos programados.

Outro aspecto constantemente reforçado foi a questão do centro das cidades, que possuem uma alta carga simbólica, e uma concentração de esforços notáveis já construídos. O esvaziamento e a museificação conspiram para que estes percam seu conteúdo e ocupação, determinando mais espraiamento para as cidades brasileiras.

Por último, foi mencionado o problema do transporte público, dentro do qual as cidades brasileiras fizeram uma clara opção pelo rodoviarismo e pelo automóvel individual, o que determina a ocorrência de imensos engarrafamentos e uma baixa mobilidade das populações mais fragilizadas no espectro econômico. As duas cidades mais importantes da amazônia urbana, Belém e Manaus, foram também apontadas como cidades que mantem taxas de crescimento elevadas, diferentemente de algumas cidades do sul e sudeste do Brasil. Estas taxas de crescimento determinam a emergência do problema urbano na amazônia.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A hegemonia do capital financeiro precisa ser regulada

O sistema financeiro possui uma clara hegemonia em nosso sistema capitalista contemporâneo. O incrível desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) em nosso mundo contemporâneo garantiu a este capital uma incrível volatilidade. Onde o tempo de investimentos variados e a realização de lucros vultosos cada vez são mais rápidos, fragilizando o capital engajado na produção concreta. A escalada é impressionante. A crise de 2008 nos EUA, que de uma hora para outra quebrou o sistema, deixando milhares de familias e empreendedores endividados e quebrados, enquanto grandes representantes do sistema financeiro nada sofriam, é um exemplo desta hegemonia.

O video abaixo sobre a Islândia é também um exemplo de como a grande mídia internacional participa deste conluio, reforçando esta hegemonia:

http://www.youtube.com/embed/w4hILR5H8FQ?rel=0