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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Em debate, a privatização da CEDAE

Vazamento em tubulação de grande porte da CEDAE
Está em curso um debate sobre a privatização da companhia de distribuição de água e de coleta de esgotos do estado do Rio de Janeiro, a CEDAE, que está profundamente articulado com a crise de arrecadação do mesmo estado. Mas que deveria principalmente apontar para a qualidade dos serviços de distribuição de água tratada e coleta de esgotos para a população do estado do Rio de Janeiro, uma vez que esses serviços possuem imenso impacto sobre sua saúde. Importante salientar, que se trata da maior tarifa cobrada no Brasil para esse serviço, em São Paulo R$2,26/M3 e no Rio de Janeiro R$3,64/M3 e na média nacional R$2,40/M3. Apesar dessas tarifas, os índices da CEDAE são pífios, no que concerne ao atendimento de qualidade da população nessa área.Apenas como exemplo, na cidade de Duque de Caxias das 170 escolas do ensino básico, nada menos que 70 dessas são abastecidas de forma recorrente por carro pipa, segundo informações do secretário de planejamento do município Luiz Edmundo, em recente encontro público.Segundo dados da ONG Trata Brasil, o estado do Rio de Janeiro apresenta os seguintes índices; rede de água tratada 89,3%, coleta de esgotos 44,96%, tratamento adequado dos esgotos 34,66% e perdas na rede de água tratada 31,14%.

Fica clara a fragilidade do estado do Rio de Janeiro, no que concerne a esse assunto, e a necessidade premente de mudanças no cenário da gestão do saneamento. Importante também salientar que há uma série de externalidades presentes em torno da questão do saneamento básico, dentre eles pode-se destacar o recente impacto, que a epidemia de Zika teve sobre as expectativas de turismo na cidade olímpica. Apesar da reprodução do mosquito transmissor apenas ocorrer em águas limpas, deve-se considerar que o descontrole na distribuição da água pode implicar em uma série de oportunidades de ocorrência dessa reprodução.

Outra condicionante do problema é a extrema dispersão da cidade metropolitana do Rio de Janeiro, que segundo dados da Câmara do Grande Rio recentemente instalada, cresce 60Km2/ano. Tal dado é absolutamente assustador, principalmente quando leva-se em conta que o município de Nilópolis na Baixada Fluminense possui uma área de 34Km2. Estamos portanto, crescendo em área a índices correspondente a duas Nilópolis por ano. Essa imensa dispersão da mancha urbana da cidade metropolitana do Rio de Janeiro dificulta e encarece de sobremaneira a pretensão de universalização dos serviços de infraestrutura, como distribuição de água e destinação correta de esgotos. Sem que se mude essas tendências inerciais da cidade brasileira sempre ficará muito caro para os contribuintes universalizar o saneamento básico, seja com uma empresa pública ou privada.

E, aqui me parece importante assinalar que a eventual privatização ou manutenção pública da CEDAE deve considerar a obtenção de índices mais adequados de saneamento, um melhor atendimento ao usuário, o cidadão. Não tem sentido usar de argumentos relativos a crise fiscal do estado do Rio de Janeiro para privatizar a CEDAE, sem pensar, ou esquecendo-se da necessidade de melhora dos índices de saneamento.

Um comentário:

  1. Bom, vejo que sua reportagem mostra uma total falta de conhecimento do assunto.
    Primeiramente, a foto que o Senhor coloca é um crime contra a Cedae, visto que este vazamento foi em Campo Grande e após inquérito policial ficou constatado que a culpa era da GUARACAMP, que fazia obras com uma retroescavadeira no local. Dá uma olhada: https://globoplay.globo.com/v/2922454/

    Quanta mentira também ao falar que a CEDAE cobra a tarifa mais cara do Brasil!
    http://g1.globo.com/economia/crise-da-agua/noticia/2015/03/tarifa-media-de-agua-varia-ate-158-entre-estados-indica-ranking.html
    Não sei qual o interesse, mas basta uma pesquisa simples que é possível verificar que trata-se de uma informação caluniosa. E tem mais, o preço cobrado não é o informado. Basta pesquisar no site da concessionária.
    https://www.cedae.com.br/Portals/0/EstruturaTarifaria_2016.pdf

    Outro dado falso são os informados pelo Instituto Trata Brasil, que trata-se de um instituto formado pelas empresas Privadas que querem comprar a Cedae e outras empresas públicas. Não ta acreditando. Olha lá.

    Olha quem quer comprar:

    oglobo.globo.com/economia/aegea-aguas-do-brasil-concorrerao-privatizacao-do-saneamento-no-rio-19938096

    Agora olha nos Assossiados, canto direito:

    http://www.tratabrasil.org.br/quem-somos

    Por fim, A ÁGUA É NOSSA!!!!! E NÃO PODE SER NEGÓCIO!!

    P.L. S

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