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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A aceleração do mundo, pressa para quê?

Em 1867 Karl Marx escreveu sobre as mudanças tecnológicas que determinaram a diminuição do tempo de circulação das mercadorias, e uma certa aceleração do momento;

"Mas a revolução no modo de produção da industria e da agricultura provocou também uma revolução nas condições gerais do processo de produção social, isto é, nos meios de comunicação e transporte, que foram gradualmente ajustados ao modo de produção da grande industria por meio de um sistema de navios fluviais transatlânticos a vapor, ferrovias e telégrafos." MARX, Karl - O capital - editorial Boitempo 2013 São Paulo

Em nossa época, os aviões, os carros e a internet garantem um grau de conectividade à produção que é assustador. O tempo que o capital tende a ficar imobilizado antes de realizar o lucro diminuiu de forma acentuada, o mundo parece tender para uma aceleração cada vez mais intensa. Neste inicio de ano de 2014, todos temos a sensação de estarmos acelerados, sempre conectados e interligados. As demandas do trabalho chegam nas mais diversas horas e nas ocasiões mais diversas, estamos condenados a receber e a gerar demandas a todo momento. Basta que alguém te ligue ou mande uma mensagem, que logo nos reprogramamos para ativar circuitos e redes. No entanto esta aceleração da quantidade de informações que manipulamos e geramos acabou significando a perda de sentido e de direção para o mundo, uma certa dissolução do objetivo. Corremos muitas vezes sem ter um objetivo maior, um sentido para nossa pressa, simplesmente respondemos pois estamos sendo solicitados a responder. Por isso, selecionei algumas frases de mestres para combater a febre da pressa:

"Não se alcança o coração de alguém com pressa" Luiz Fernando Veríssimo

"Não se afobe não. Que nada é pra já. O amor não tem pressa. Ele pode esperar em silêncio. Num fundo de armário. Na posta restante. Milênios, milênios..." Chico Buarque de Holanda

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