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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Mais uma da Igreja da Pampulha

Perspectiva do espaço interno da Igreja da Pampulha
A igreja da Pampulha de Oscar Niemyer é uma das mais interessantes criações deste arquiteto brasileiro, dotada de uma simplicidade potente. Ela é destas obras de arquitetura que já se inscreveram neste imenso patrimônio construído pelo homem. Certamente daqui a alguns anos ela será reconhecida como uma obra singular e única, apesar de manipular elementos tradicionais vinculados ao sagrado. 

Sua implantação voltada para a frente aquática da lagoa, de costas para a avenida que a margeia é hoje evidente, mas é um das mais importantes escolhas do jovem arquiteto carioca.

Sua estrutura em casca de concreto é, como assinalou BRUAND, uma das primeiras a serem aplicadas fora dos temas da engenharia, como nos hangares do francês Freyssinet, ou nas pontes do suíço Maillart. A simplicidade da solução estrutural, que constroe e reproduz a nave central da igreja é um gesto de projeto tão despojado e direto, que parece uma evidência óbvia e fácil. 

A captura da luz e a hierarquização das abóbodas e cascas, presentes nesta obra, são uma lição de escala e proporção única. A manipulação de toda a materialidade aplicada ao conjunto da obra é testemunho de um cuidado com o envelhecimento da obra, que o mestre no futuro irá abandonar. Por tudo isto, a Igreja de São Francisco na Pampulha de Oscar Niemyer merece entrar no restrito mundo das grandes obras humanas.

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