quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Guaratiba não deve ser ocupada

A área de Guaratiba, onde fica o Campo Fidei onde seria realizada uma série de eventos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) da igreja católica deve permanecer desocupada sem qualquer construção urbana. Tal orientação se baseia na premissa de que a cidade do Rio de Janeiro deve começar a promover seu adensamento, evitando a todo custo a ampliação de sua mancha urbana. A densidade atual da cidade metropolitana é extremamente baixa, ficando em torno de 2.225 habitantes por km2, enquanto estudos recentes sobre economia verde indicam que uma densidade ótima estaria entre 15.000 e 45.000 pessoas por Km2. A cidade não pode expandir sua área urbanizada, mas adensar suas ruas já construídas, promovendo a universalização dos serviços urbanos, tais como; abastecimento de água, coleta de esgotos, iluminação pública, transportes, calçadas e ruas nas áreas já ocupadas.

A situação da área do Campus Fidei as margens da via
do BRT da transoeste
Foi anunciado pelo jornal O Globo a intensão da igreja e do município do Rio de Janeiro de ocupar a área de Guaratiba denominada Campus Fidei por um empreendimento de habitação de interesse social do tipo Minha Casa Minha Vida (MCMV). O Instituto dos Arquitetos do Brasil seção Rio de Janeiro (IAB-RJ) em reunião com o prefeito da cidade Eduardo Paes, a secretaria de urbanismo arquiteta Maria Madalena Saint-Martin, o presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade arquiteto Washington Fajardo e o representante do Ministério Público Dr. Marcus Leal solicitou que a área fosse declarada de Especial Interesse Ambiental e congelada para sua ocupação urbana por 180 dias, para que fossem realizados estudos que orientassem o futuro da região de Guaratiba. A população que demanda empreendimentos do tipo MCMV não deve ocupar a periferia da cidade, mas suas áreas centrais, pois é nestas últimas que ela enconttra melhores oportunidades de trabalho, lazer e cultura para abandonar sua condição de fragilidade econômica.

O loteamento de Vila Mar de Guaratiba aprovado em 1953

Neste sentido o loteamento Vila Mar de Guaratiba aprovado em 1953, com lotes de 300m2, que são lotes pequenos teve sua aprovação baseada no Decreto 6000 do regulamento do Distrito Federal de 1937. Este decreto determinava que a área de Guaratiba era considerada área rural; "destinada de modo geral a fins agrícolas e habitação". Curiosamente este regulamento já apresentava uma curiosa e perversa relação, que moldou a cidade brasileira, articulando área rural com habitações proletárias, determinando que populações fragilizadas vivessem distante das comodidades urbanas mais consolidadas. Os lotes tinham como padrão uma área mínima de 225m2 e eram qualificados como lotes proletários. Como o loteamento não foi integralmente implantado cabe ao município agora impedir sua construção, incentivando a ocupação por sítios e chácaras, que poderiam ter função agrícola de abastecimento da cidade do Rio de Janeiro.

Cotas planimétricas da área do Campus Fidei


Outra questão relevante é o problema ambiental da área, que possui cotas planimétricas muito baixas se configurando como uma zona de baixada, uma planicie alagável, em função do regime dos rios que cortam a região, que também interagem com as marés da baía de Sepetiba, como pode ser observado no mapa ao lado. Portanto, o bom senso determina que a área não seja ocupada, mantendo sua característica de planicie alagável.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Artigo meu publicado na Revista de Economia

Prezados, divulgo aqui o artigo publicado na Revista de Economia Fluminense, no qual debato a questão da cidade do cotidiano efetivo, aquilo que estamos construindo como ambiente urbano concreto no estado do Rio de Janeiro e no Brasil, que impacta no cotidiano de milhões de pessoas.

O artigo mereceu uma chamada na capa da revista...
Capa da Revista de Economia



terça-feira, 30 de julho de 2013

Cidade dos antigos cascos históricos

Matéria da Folha de São Paulo do último domingo dia 28 de julho de 2013, onde se discute a inviabilidade da cidade do modelo americano, baseada no automóvel, na baixa densidade, no suburbio, que determinou o esgarçamento da cidade no mundo todo. A matéria também destaca a valorização da terra urbana e a consequente gentrificação destes territórios na cidade capitalista, apontando para a necessidade de construção de um território diversificado de extratos sociais.
Casa do suburbio de Detroit


Aspecto de Detroit



























A cidade brasileira precisa abandonar este modelo de desenvolvimento e se pautar por uma agenda clara de princípios norteadores;
1. cidade densa e compacta
2. cidade da convivência e proximidade da diversidade de classes sociais e usos
3. cidade de mobilidade eficiente e barata
4. cidade da convivência educativa entre biomas naturais e vida artificial
Vale pena ler a matéria...
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/120995-pesadelo-americano.shtml

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Mais uma casa da série: casa para uma familia (casa de vila em encosta)

Mais um exemplar da série de casas para uma familia, da qual esta é a quinta publicada, com o mesmo programa, isto é os mesmos compartimentos. Agora num terreno diferente da última casa, que também era uma vila, ainda urbana, mas agora em uma encosta, com um declive em relação a rua. Com a proposta da implantação de uma vila, conformando um conjunto articulado de 10 casas. É a primeira da série que apresenta os desenhos coloridos, o que certamente potencializa a compreensão da proposta.  A idéia desta série de casas, que pretendo publicar neste blog exorciza algumas hipóteses que convivem comigo há muito tempo, assim como escreveu Lucio Costa no memorial para a cidade de Brasilia; "apenas me desvencilho de uma solução possível, que não foi procurada, mas surgiu..."

Planta de Situação da vila, mostrando 9 casas de sala 2 quartos
e uma de sala tres quartos. A vila não possue acesso de veículos,
sendo de pedestres
A casa é a materialização da familia no espaço. A casa urbana individualizada no terreno é a representação do modus operandi da familia. A casa de vila, que apresento nesta série é fruto da percepção de uma familia da apropriação da valorização da terra urbana na cidade com a densificação. A familia para viabilizar seu sonho constroi uma vila, que disponibiliza e compartilha com outras familias, que compram e compartilham um modus operandi presente na cultura citadina brasileira. A partir desta apropriação da densificação a familia consegue viabilizar seu sonho, de ter uma casa. As casas são padronizadas e repetidas, otimizando os procedimentos de sua construção, nove casas são de sala e dois quartos, enquanto apenas uma repete o programa das outras casas anteriores, conformando o conjunto de dez casas. As casas possuem uma inserção urbana no microcosmo da vila, buscando ao mesmo tempo se inserir no conjunto e também se individualizar. Há uma clara valoração do conjunto de casas que forma um todo, onde a coletividade e a individualização da familia elegem uma forma de vida mais integrada ao conjunto. Ao contrário da vila anteriormente publicada, esta não permite o acesso de carros às soleiras das casas. Há uma construção junto a rua que faz o papel de garagem de carros, abrigando dez veículos. A vila é portanto território de pedestres, o que amplia o potencial da área pública de se configurar como um local de intenso uso pelas crianças.


Planta e Fachada da casa de sala tres quartos, que se desenvolve
em tres pavimentos


Planta e Fachada de um conjunto de tres casas de sala e dois
quartos
Esta forma de construir sua própria casa oferece resposta a uma série de questões presentes na cidade brasileira, como; segurança, densificação no território, pulverização da apropriação da renda urbana, etc...




Perspectiva mostrando o conjunto conformado por duas casas de sala/dois quartos e a casa maior de sala/tres quartos


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Seminário do IAB Q+50 em Belo Horizonte discute Mobilidade Urbana - resumo do sábado, dia 20 de julho de 2013

Foi realizado em Belo Horizonte mais um seminário da série Quitandinha +50 do Instituto dos Arquitetos do Brasil, que comemora os cinquenta anos do legendário encontro realizado no hotel em Petrópolis em 1963, que debateu a Reforma Urbana, dentro do contexto das reformas de base que mobilizava o país. Desta vez o Q+50 discutiu sobre Mobilidade Urbana, tema que vem mobilizando uma série de manifestações pelo país que lutam por melhor qualidade de vida nas nossas cidades.

A arquiteta Angélica Alvim, Pedro da Luz, Jupira Gomes de
Mendonça e o engenheiro Luiz  Octavio Portela
O encontro se iniciou na sexta feira dia 19 de julho na escola da Assembléia Legislativa, e seguiu no sábado na sede do IAB-MG, com uma mesa institucional que reuniu Rose Guedes presidente do IAB-MG, Haroldo Pinheiro presidente do CAU-BR, Joel Campolina presidente do CAU-MG e Amélia Maria da Costa e Silva presidente do SINARQ, que apresentaram os desafios para as cidades brasileiras no campo da mobilidade. Logo após o encontro reuniu as arquitetas Angélica Alvim da Escola de Arquitetura da Mackenzie em São Paulo, a arquiteta Jupira Gomes de Mendonça da Escola de Arquitetura e Urbanismo da UFMG, e o engenheiro da TENPRO Luiz Octávio Silva Portela. Após as tres apresentações foi realizada a palestra do engenheiro catalão Manuel Herce, que abordou o tema Mobilidade Urbana, grandes eventos e direito à cidade. Depois da palestra a mesa foi recomposta com os quatro participantes mediados por mim, o arquiteto Pedro da Luz Moreira.

A arquiteta Angélica Alvim iniciou sua apresentação destacando a capacidade dos sistemas de transportes públicos de induzir a ocupação do território. Para a arquiteta a hegemonia do modelo rodoviarista da cidade brasileira induziu um modelo de ocupação do território disperso e esgarçado. A arquiteta fez também uma importante reflexão sobre as diversas escalas do desenho, a partir da ideia dos desenhos do mapa e da via. Angélica também destacou que a referência para aferir qualidade nos sistemas de transportes nas nossas cidades deve ser regulado pela compreensão do usuário, que envolve o tempo e o preço.

A arquiteta Jupira Gomes de Mendonça destacou a elaboração do Plano Metropolitano de BH elaborado a partir da coordenação do professor Montemor da EAU-UFMG, como um procedimento integrado, interdisciplinar e participativo, que formulou a ideia de uma cidade policentrada e ao mesmo tempo compacta. A arquiteta também destacou a dimensão territorial do plano, que se estrutura a partir de quatro objetivos a serem alcançados; acessibilidade, seguridade, urbanidade e sustentabilidade. A professora da EAU-UFMG também apresentou uma importante reflexão sobre a segmentação instalada no Ministério das Cidades, que subdivide em setores como; habitação, saneamento, infraestrutura, mobilidade etc..., fragmentando o urbano em lógicas e ações, que deveriam estar reunidas.

O engenheiro Luiz Octávio da SENPRO apresentou a ideia de que o chão da cidade está cheio e saturado, propondo a instalação de um sistema de monotrilho elevado. A proposta foi qualificada pelo engenheiro como viável pelos seus custos, pela velocidade de sua implantação e por sua capacidade de adaptação a diferentes contextos.

Arquiteto Pedro da Luz e o engenheiro Manuel Herce
Por fim o engenheiro catalão apresentou sua palestra denominada Mobilidade Urbana, grandes eventos e direito à cidade. A apresentação destacou a presença do carro nas cidades contemporâneas, como fator de degradação de seu espaço público e da sua capacidade de promover a reunião de seus cidadãos. O mito da modernidade, que cultua a máquina e o individualismo acabou gerando exclusão e dispersão na ocupação do território da cidade. Para o engenheiro catalão é fundamental atuar de forma articulada promovendo três ações concretas e interdependentes; melhorias no transporte público, desestímulo ao carro e apoio ao caminhar do pedestre. O solo da cidade precisa ser qualificado dando todo o conforto ao caminhar do pedestre, que deve enquadrar os padrões de exigência do rodoviarismo, submetendo-o a uma matriz de prioridades.

A partir destas colocações o público presente ao evento questionou os palestrantes em uma série de aspectos. Dentre os quais, destaco a questão colocada pelo arquiteto Demetre Anastassakis, que sublinhou algumas especificidades do desenvolvimento brasileiro, que produziu a emergência de uma nova classe média que alcança o consumo de alguns bens, como o carro particular, e não pode ser desconsiderada de forma excludente e elitista.


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Matéria no Estado de Minas de ontem dia 21 de julho de 2013 sobre o Q+50 Mobilidade Urbana em BH

http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2013/07/21/interna_gerais,425718/transporte-publico-e-pauta-de-evento-na-capital.shtml

omingo, 21 / julho / 2013 | Caderno - Gerais
Transporte público em pauta


Todos os dias, Sérgio Coelho, de 33 anos, se desloca do Coração Eucarístico, na Região Nordeste de Belo Horizonte, até o Santo Agostinho, no Centro-Sul. Pegando o metrô e caminhando cinco quilômetros, ele gasta 30 minutos no percurso até o trabalho. De carro, com o caos do tráfego da capital, ele levava uma hora para chegar ao destino. “O ideal seria ter metrô até a Savassi e a Pampulha”, ressalta, justificando que não gosta de pegar ônibus porque eles demoram a passar. Já a vizinha de bairro, a advogada Luzia Fernandes dos Santos, de 37, prefere ir de carro até o Bairro de Lourdes, onde trabalha, porque os coletivos são poucos e estão sempre lotados. “Os usuários pagam caro por um transporte sem qualidade. O metrô é até bom, mas não vai aonde eu trabalho”, acrescenta.

Ambos engrossam o coro popular de insatisfação com o transporte público, que foi o estopim para as manifestações que ocorreram em todo o país no mês passado. Ontem, eles conheceram e aprovaram o ônibus do BRT durante um evento na Praça da Assembleia. Com o tema Mobilidade Urbana, a iniciativa foi promovida pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e reuniu representantes da BHTrans e da Polícia Militar.

 A ideia, segundo Rose Guedes, presidente do Departamento de Minas Gerais do IAB, era garantir uma maior participação popular e um espaço democrático para o diálogo com a comunidade sobre a construção de cidades sustentáveis. Um microfone estava disponível em uma tribuna popular para quem quisesse se manifestar. Francisco Maciel, secretário geral da Associação de Usuários de Transporte Coletivo da Grande BH (AUTC), usou o espaço. Ele ressaltou que a AUTC defende a prioridade do coletivo sobre o individual. “É preciso que as vias sejam mais dedicadas ao ônibus do que ao carro, que tenha pedágio urbano dentro do limites da Avenida do Contorno, rodízio de placas e proibição de estacionamento em áreas centrais”, diz.

Pedro da Luz Moreira, arquiteto da diretoria do IAB nacional, diz que a mobilidade significa o acesso a uma melhor oportunidade na vida. O arquiteto, assim como Francisco Maciel, acredita que as cidades erroneamente continuam investindo em obras pensadas na cultura do carro, do indivíduo, em detrimento do coletivo.

SOLUÇÃO SIMPLES Ainda na programação do sábado, foi realizada na sede do IAB-MG, no Bairro Cruzeiro, uma mesa-redonda com os arquitetos Angelica Alvim, Jupira Mendonça e José Abilio Belo sobre o tema Mobilidade, projeto e cidade-metropolitana. Manuel Herce, professor da Universidade Politécnica da Catalunha (Espanha), apresentou uma conferência. Para ele, a solução para o trânsito das cidades é simples: investimento em transporte público.

Seminário do IAB Q+50 em Belo Horizonte discute Mobilidade Urbana - resumo da sexta feira dia 19 de julho de 2013

Foi realizado em Belo Horizonte mais um seminário da série Quitandinha +50 anos do Instituto dos Arquitetos do Brasil, que comemora os cinquenta anos do legendário encontro realizado no hotel em Petrópolis em 1963, que debateu a Reforma Urbana, dentro do contexto das reformas de base que mobilizava o país. Desta vez o Q+50 discutiu sobre Mobilidade Urbana, tema que vem mobilizando uma série de manifestações pelo país que lutam por melhor qualidade de vida nas nossas cidades.

O encontro se iniciou na sexta feira dia 19 de julho com um quadro institucional dos transportes na cidade de Belo Horizonte. Logo após foi composta uma mesa com os arquitetos Vicente Loureiro, Demetre Anastassakis e o engenheiro Zenilton Kleber Gonçalves. Após as tres apresentações foi apresentada a palestra da arquiteta Valeska Peres da ANTP, Projetos de Mobilidade Urbana, atribuição dos arquitetos. Depois da palestra a mesa foi recomposta com os quatro participantes mediados por mim, o arquiteto Pedro da Luz Moreira.

Arquiteto Demetre Anastassakis apresenta suas provocações 
no Seminário Q+50
A palestra de Vicente Loureiro chamou a atenção para a extensão da malha de trens urbanos da cidade do Rio de Janeiro, equiparando em tamanho a outras cidades importantes pelo mundo. Apesar deste tamanho a malha de trens transporta apenas 3% da população da cidade metropolitana, o que contraposto aos 57% que usam o sistema de õnibus, demonstra muito da falta de confiança da população do Rio de Janeiro no sistema. Vicente também anunciou que está formulando com o IAB-RJ um Concurso de Idéias para qualificar o sistema de trens metropolitanos da cidade metropolitana do Rio de Janeiro.

Logo após houve a apresentação do engenhero Zenilton Gonçalves, que enfatizou que o problema dos transporte público nas cidades brasileiras não se restringem a uma incapacidade inventiva, mas a uma forte carência de gestão do sistema. Zenilton enfatizou que a gestão do sistema atual deve ser operada, procurando otimizar seu funcionamento buscando padrões de conforto para o cotidiano da população usuária. O Engenheiro da MP engenharia também enfatizou a ideia de que o planejamento do setor deve enfrentar o desafio de ser ao mesmo tempo; participativo, integrativo, multimodal, com gestão compartilhada e de forma inter disciplinar.

A apresentação do arquiteto Demetre Anastassakis reinvindicou que o urbanismo assuma seu caráter de coordenador do território urbano, conciliando diferentes agentes e atores urbanos pelo desenho da cidade. O arquiteto também assinalou a capacidade que os sistemas de mobilidade das cidades possuem em induzir a ocupação do território, articulando diferentes fenômenos como valor da terra, densidade, atração de atividades, desenvolvimento econômico, etc...

Por último, a arquiteta Valeska Peres defendeu a necessidade de diminuir as demandas por deslocamentos em nossas grandes cidades, aproximando moradia de trabalho/escola. A arquiteta também assinalou que o fenômeno da hegemonia populacional urbana frente a população campesina é recente, gerando uma série de problemas que permanecem sem solução.

A partir destas colocações o público presente ao evento questionou os palestrantes em uma série de aspectos. Dentre os quais, destaco a questão colocada pelo Movimento do Passe Livre, que alegou que o subsídio governamental deveria abandonar a industria automobilística e incentivar os modais de transportes de alta capacidade.