terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Matéria na Revista do Secovi sobre os 450 anos do Rio de Janeiro

Uma parte da matéria da Revista do SECOVI-RIO
O SECOVIRIO é um sindicato ligado as administradoras de imóveis da cidade do Rio de Janeiro, que publicou uma interessante reportagem sobre os 450 anos da cidade, na qual há uma pequena fala minha, abordando a mudança de mentalidade das famílias cariocas, que abandonam a casa unifamiliar para viver nos edifícios multifamiliares. Essa me parece uma transformação que foi naturalizada em nossa sociedade, mas que envolveu uma importante mudança de mentalidade, permitindo a densificação da cidade, com a exploração mais intensa de seus terrenos, que passaram a sofrer maior valorização.

A apropriação da renda urbana, a partir dessa mudança nos hábitos da nossa população determinou a valorização fundiária dos terrenos na cidade de maneira inusitada. A densidade na cidade (habitantes/hectare) teve um crescimento contínuo até o inicio da era do automóvel e do pneu na cidade.

O desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro até o começo da década de sessenta do século XX foi extremamente dependente dos ramais de trilhos, seja dos trens, seja dos bondes. Essas linhas e suas paradas acabaram configurando uma rede de centralidades e sub-centralidades, que possuiam um claro e legível gradiente de densidades a partir da proximidade ou do afastamento das paradas e ou estações. De uma maneira geral a densidade era maior, assim como a presença do comércio no entorno das paradas e estações. A cidade dos trilhos é uma cidade mais coesa e densa do que a que emerge a partir da hegemonia do automóvel e do pneu.

Para exemplificar tal situação, basta mencionar o bairro da Barra da Tijuca, que é o primeiro bairro da cidade a ter seu desenvolvimento determinado pelo automóvel e pelo ônibus, independente dos trilhos. Percebe-se claramente nessa distinção de espacialidades, a diferenciação na gênese dos bairros cariocas.

O link da revista está mostrado abaixo:

http://secovi-rj.cviewer.com.br/srj/cviewer/edicao.asp?ed=92


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A onipresença do individualismo no mundo contemporâneo, ou como ser feliz sózinho

Os anos Thatcher e Reagan, no começo dos anos oitenta, determinaram uma predominância do livre mercado em nosso cotidiano contemporâneo, uma compreensão compartilhada pelo senso comum, de que a economia precisa ser desregulada do controle público (governamental). A desregulamentação da atividade econômica acabou levando a crise de liquidez de 2008 dos bancos americanos, devido a enorme especulação que se descolou da prática efetiva das empresas e atividades. A doutrinação repetia, e ainda repete de forma incessante, que a iniciativa dos indivíduos atuando de forma isolada deve ser festejada, frente as ações coletivas e públicas que sempre seriam ineficientes e demoradas.

No âmbito da atuação privada essa atitude acabou determinando uma supremacia da alteridade, uma afirmação repetida e contínua da diferença absoluta entre os seres humanos, que deixam de compartilhar objetivos comuns. Os interesses e objetivos passam a ter uma origem variada compartilhada por identidades que são cada vez menores e mais pulverizadas. Há uma constante reafirmação da diferença entre nós, que pode variar pela nossa origem; mineiros, paulistas, cariocas... ou pela nossa existência; empresários, trabalhadores, ricos, pobres..., ou pelas crenças; cristãos, muçulmanos, judeus..., ou ainda por todas essas e outras. Longe de querer negar essa diferenciação, o que aqui se questiona é a paralisação do diálogo, que parece não ser mais possível. O discurso da racionalidade universal compartilhada por diferentes atores e agentes - um certo universalismo humanista - tornou-se uma vertente do colonialismo ocidental redutor e homogeneizador.

No âmbito da vida privada passamos a uma hierarquização emburrecedora e simplista, que afirma de forma repetida, que para amarmos o outro é preciso que primeiro nos amemos a nós próprios, tenhamos uma auto-estima elevada. Antes de tudo é preciso amar-se a si próprio, para depois amar ao outro. Esse psicologismo barato de botequim permeia quase toda nossa sociedade contemporânea, que parece se esqueceu de forma definitiva da dialética entre o particular e o universal, entre o individual e o outro, que na verdade continuam se construindo mutuamente...

sábado, 24 de janeiro de 2015

O aquário do arquiteto Rui Ohtacke na cidade de Campo Grande

A vista do Aquário do arquiteto Rui Ohtacke
Durante a 147a Reunião do Conselho Superior do IAB foi programada uma visita ao Aquário do Pantanal, do arquiteto Rui Ohtacke, uma imensa estrutura que trará informação sobre a fauna que habita nessa região do Brasil, e que está em obras. O nome oficial da edificação é Centro de Pesquisa e Divulgação Científica da Biodiversidade de Mato Grosso do Sul e terá 27mil metros quadrados, que denota para todos nós a enorme relevância desse programa no Brasil. Em 2004 visitei o Aquário de Chicago nos EUA, na qual percebi que há um setor inteiro dessa edificação dedicado as espécies amazônicas, o que aponta a importância desse tipo de programa no nosso país.

Vista interna do Aquário de Campo Grande do MTS
Muito além das questões arquitetônicas da edificação do arquiteto Rui Ohtacke, que ao meu ver se envolve numa excessiva espetacularização, acho importante a iniciativa do governo do Estado do Mato Grosso do Sul de realizar um espaço dessa natureza. Um centro de pesquisa sobre nossa biodiversidade pode ser um instrumento poderoso para disseminar em nossa sociedade o hábito do estudo sobre a natureza. Esse tipo de espaço pode ser um importante mecanismo para pulverizar no seio da sociedade o interesse pela pesquisa num campo que passará a ser central no nosso futuro.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

147a Reunião do Conselho Superior do IAB em Campo Grande, Mato Grosso do Sul

Ontem dia 21 de janeiro de 2015 começou a 147a Reunião do Conselho Superior do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) na cidade de Campo Grande em Mato Grosso do Sul, que homenageia o arquiteto Miguel Pereira. Os debates giram em torno da montagem do Congresso Mundial de Arquitetura da União Internacional de Arquitetos (UIA) do Rio de Janeiro em 2020, certamente uma oportunidade para repensar a maneira de como as cidades brasileiras vem sendo construídas. Há uma premissa que a rede do IAB, pretende atingir em 2020 com o Congresso Mundial de Arquitetura, que é uma maior inserção das ações de planejamento e de projeto na sociedade brasileira.

A situação brasileira, no que se refere a produção das nossas cidades é bastante dramática, de uma maneira geral não há sequer uma explicitação clara daquilo que elas querem ser daqui a dez anos, como estão definidos nos Planos Diretores, que são obrigatórios segundo definido no Estatuto da Cidade. Essa ausência determina um vagar aleatório das nossas cidades, que facilmente é capturado por interesses particulares que são pouco republicanos, e que acaba fazendo com que elas tenham um desenvolvimento pouco estruturado.

A questão da torre, reflexões a partir de uma visita a Nova York

A fachada típica do boulevard de Paris
Há muito que os carros são considerados como verdadeiros vilões para a vida das ruas, mas há também outra invenção moderna, que impactou fortemente a espacialidade das vias urbanas, o elevador, abrindo a possibilidade de desenvolvimento de edificações em grande altura. Antes do advento do elevador as unidades habitacionais, se restringiam a quatro ou no máximo seis andares, e as mais valorizadas eram as mais próximas do burburinho da rua nos primeiros andares. A cidade de Paris é um exemplo dessa tipologia edilícia, o corte típico num boulevard hausmaniano indica as unidades mais nobres e mais valorizadas próximas ao solo da cidade. Enquanto, os últimos pavimentos eram ocupados por pequenas unidades mais simples, definidas pelo desenvolvimento do telhado e com janelas nas mansardas.

A cidade de Nova York, na ilha de Manhattan apresenta ainda em alguns trechos a antiga tipologia arquitetônica de antes do advento do elevador, são os apartamentos chamados de brownstone. Uma tipologia recorrente de intensificação do uso do solo urbano, que se generalizou na cidade a partir de meados do século XIX. O advento do desenvolvimento em altura das edificações
As brownstones de Nova York
em torre, seja de escritórios ou habitacional, é um fenômeno típico da cidade americana, que a partir da Escola de Chicago de arquitetura conquistam o resto do mundo. O tema da torre como objeto icônico, dominando o skyline da cidade, trazendo personalidade a seu território foi bastante celebrado pela cultura arquitetônica do século XX.

Interessante observar que houve a pretensão de alguns arquitetos norte americanos, tais como Sullivan, Saarinem e mesmo Wright, que apostaram na tipologia da torre corporativa, como um reestruturador da coesão comunitária da cidade, como um símbolo da sua estruturação no território geral. Os discursos chegaram a imaginar que a torre do centro de negócios poderia simbolizar a ressignificação do território da cidade, como uma estrutura que lhe conferisse coesão. Há um texto de TAFURI, Manfredo a Montanha Desencantada no livro a Cidade Americana da Guerra Civil ao New Deal, que descreve essas pretensões, e que aponta seu fracasso pela diversidade de interesses e pela volatilização dos negócios imobiliários em torno da torre.

Amsterdã Avenue na parte de cima no lado oeste de Manhattan
A questão que Nova York suscita é qual a melhor tipologia para a saúde e vitalidade da rua? A torre representa para a cidade capitalista uma sedução intensa, pois concentra no território um investimento que possui ampla recepção na sociedade. Há fatores que alimentam mutuamente a escolha pela torre e sua celebração; a segurança, a vista, o afastamento do barulho da rua. No entanto, não há como negar que ela reforça alguns aspectos que determinam a deterioração ou a subutilização da rua e do espaço público. Há torres emblemáticas em Nova York, com uma qualidade acima da média, em todas as épocas, a Flatiron, o Woldworth, a recente do New York Times e outras, tendo elas inclusive tratado bem sua inserção na cidade, revelando sempre uma generosidade com a vida da rua. A mais recente do jornal New York Times do arquiteto Renzo Piano resolve muito bem sua relação com a rua, revelando uma certa generosidade que beneficia o comércio aí instalado.

Qual a escala da cidade?
Apesar disso tudo, a torre representa uma quebra de escala com a vitalidade da rua. Lucio Costa na definição do gabarito das superquadras em Brasília usou um critério interessante, tanto a copa das mangueiras que ele pretendia que circundassem as edificações, quanto o grito da mãe que chamaria seus filhos na área dos jardins. Uma certa definição humana da escala, sem heroismos e grandiosidades. Nessa última visita a Nova York acabei andando muito pela Broadway e pela Avenida Amsterdã no Upper West Side. Perto da Columbia University e do Cloister. Uma região com uma certa continuidade expressiva dessa antiga tipologia. Essa cidade onde o módulo da verticalização, ou do incremento do solo urbano com uma continuidade de quatro ou seis andares é uma cidade melhor do que a pontuada com a solidão expressiva da torre.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Mais um sobre New Haven: O college Ezra Stiles do arquiteto Eero Saarinem

Mapa da fundação de New Haven, com as nove quadras
No centro de New Haven há um conjunto de quadras em torno do Green, uma grande praça com três igrejas, que é considerado o casco mais antigo da cidade. No livro de SCULLY, Vincent - Yale in New Haven, Architecture and Urbanism - o conjunto das nove quadras é apresentado num mapa histórico, com uma delas bem no centro, sem qualquer divisão fundiária. Numa analogia com a Carta das Índias que foi consolidada em 1573, o Green poderia ser a Plaza de Armas das cidades de colonização espanhola. O registro grafado na planta é de 1644, no entanto segundo o mesmo SCULLY, o reverendo John Davenport e o mercador inglês Theophilus Eaton fundam a cidade em 1638, junto com quinhentos peregrinos, que fugiram de Boston, devido a uma cisão entre os puritanos ingleses denominada Antinomian Controversy. O conjunto das nove quadras, com o passar dos anos foi subdividido, tendo hoje New Haven essas quadras fragmentadas, conforme pode ser observado no mapa de satélite. Nota-se inclusive, que mesmo o Green foi subdividido em dois pela Temple Street, gerando duas praças retangulares, ao invés do grande quadrado original

No quadrante noroeste desse conjunto de quadras, em torno do Green o arquiteto Eero Saarinem (1910-1961) desenhou o College Ezra Stiles, que será construído em 1961 um dos projetos da Universidade de Yale, que merece destaque, e uma reflexão específica. O College é uma alojamento de estudantes, um conjunto de residências temporárias que são oferecidas aos matriculados em Yale, é portanto uma área da cidade de acesso restrito e controlado.

Eero Saarinem é um típico representante da segunda geração modernista, nascido em 1910 ainda na Finlândia, filho de Eliel Saarinem (1873-1950), um arquiteto finlandês importante que migra para os EUA logo após o concurso do Jornal Chicago Tribune, que mobilizou uma imensa quantidade de arquitetos em todo o mundo em 1922, no qual ficou em segundo lugar. Segundo TAFURI, Manfredo num texto maravilhoso denominado a Montanha Desencantada, o Concurso do Chicago Tribune mobilizou 145 projetistas ao redor do mundo, tais como Gropius, Loos, Taut, Hilberseimer e outros arquitetos das vanguardas centro-européias. O pai Eliel Saarinem já havia realizado obras importantes em Helsinki, capital da Finlândia, como a Gare de trens da cidade, construída entre 1910-14. Apesar disso migra para os EUA em 1923, pois após o segundo lugar no Concurso do Chicago Tribune suas solicitações de trabalho em solo americano são ampliadas. Eero Saarinem, o filho, estuda em Yale arquitetura e herdará o escritório do pai nos EUA, produzindo uma ampla iconografia do estilo internacional e também exemplares notáveis do expressionismo, como o Terminal da TWA em Nova York ou o Aeroporto de Washington.

Vista do College Ezra Stile
Apesar dessa filiação ideológica ao modernismo, com uma constante atitude abstrata frente a contextos pré-existentes, o College Ezra Stiles possui gestos claramente historicista, e uma busca mimética com a arquitetura neo-gótica, que predomina no conjunto do Campus de Yale. A implantação denuncia claramente uma reverência a torre neo-gótica do Payne Whitney Gynasium no seu desenvolvimento numa meia circunferência, que enquadra a sua torre, num claro gesto de celebração da sua pré-existência. O eixo que corta o College ligando a Tower Parkway, a Broadway e a York cumpre o papel de velha rua medieval, em suas perspectivas seriadas e
A torre neo-gótica do Payne Whitney Gynasium
fragmentadas, com sucessivas descobertas.

A pontuação de torres, contraposta a horizontalidade geral do College produz o efeito de particularização do território, personificando-o em partes muito expressivas. A predominância de massas construidas cegas, sem fenestrações transmitem um peso a composição geral, conformando os dois pátios privados como claustros ajardinados.

O College Ezra Stiles de Eero Saarinem denuncia no começo dos anos sessenta o esgotamento da linguagem mais ortodoxa do modernismo, o estilo internacional. Mesmo expoentes da segunda geração de arquitetos
Implantação do College Ezra Stiles
modernistas começam a demonstrar em suas próprias criações gestos historicistas e contextualistas, abandonando a abstração de suas composições anteriores. Há uma clara exploração de novas materialidades e uma proposição de diálogo com construções pré-existentes, de outras sensibilidades. Mesmo o historicismo eclético, contra o qual o modernismo tanto se bateu na sua denúncia contra a manipulação estilística da história, aqui reaparece respeitado e celebrado.

Uma das últimas obras de Eero Saarinem mostra-nos muito da nova sensibilidade que emergirá para fazer frente aos novos posicionamentos colocados para a cultura de uma maneira geral pelo segundo pós guerra.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Mais um texto sobre New Haven: A biblioteca Bienecke da Universidade de Yale

A universidade de Yale possui um campus inserido na cidade de New Haven, sem qualquer separação entre o que é a cidade e o que são os edifícios da escola. Além dessa falta de limites entre o campus e a cidade, Yale apresenta uma série de edifícios de arquitetos renomados do movimento moderno, tais como Loui I. Khan, com a Galeria de Artes ou a galeria de Artes Britânica, Eero Saarinem com o Estádio de Hockey no Gelo ou o College Ezra Stiles, e  Paul Rudolf com a Escola de Arquitetura. Os edifícios modernos se inserem numa predominância de outras obras de gosto neo-gótico, com gestos invariáveis de contextualismo crítico.

Um dos edifícios mais emblemáticos do campus de Yale na cidade de New Haven é a Biblioteca Bienecke, que abriga a coleção de livros raros da universidade. O projeto é do arquiteto Gordon Bunschaft contratado pela Skidmore Owings and Merril, SOM arquitetura, e a construção se realizou entre os anos de 1960 e 1963. No ano de 2013 ela completou cinquenta anos de construção com uma série de eventos celebratórios, que envolveram concertos, leituras e palestras, dentre as últimas pode-se destacar; uma do diretor da escola de arquitetura de Yale, Robert A. M. Stern, da qual pode-se ouvir um resumo no link abaixo, e outra de Umberto Eco.

Dois dos quatro pilares piramidais da Bienecken, na face da entrada
O edifício envolve uma composição arquitetônica extremamente simples e objetiva, um grande cubo prismático composto por quatro vigas virandel, que se apoiam em quatro pilares em forma piramidal. A projeção horizontal da grande caixa do edifício é retangular, havendo um pavimento no subsolo, que se abre para um pátio também retangular. No meio desse grande cubo retangular composto pelas vigas virandel, emerge uma imensa caixa de vidro, que abriga as edições mais
preciosas das bibliotecas de Yale. A vedação das vigas virandel é feita por um mármore de três centímetros de espessura, que num efeito similar ao do alabastro filtra a luz externa para o interior da biblioteca, por seus veios. As instalações mecânicas de ar condicionado controlam com absoluto rigor os padrões de umidade e outros parâmetros para a saúde desse magnífico acervo. A biblioteca entrará em reforma em maio de 2015 para atualizar os seus mecanismos de controle ambiental, numa demonstração do excesso de zelo que essa preservação envolve.

Planta e Corte da Biblioteca Bienecken
O edifício da Bienecke impressiona por seu caráter excepcional dentro do contínuo do campus na área do antigo centro de New Haven, ele claramente se posiciona como uma exceção  uma descontinuidade. E, mesmo se comparado com a Biblioteca Sterling, que representa outra grande concentração de livros, que se utiliza de claras analogias com as catedrais góticas da Inglaterra, e que está próxima da Bienecken, percebemos no edifício de Gordon Bunschaft um gesto único de grande potência, capaz de celebrar o seu conteúdo de forma adequada. Há nesse edifício uma espetacular profundidade ao celebrar o maravilhoso acervo raro da Bienecke, algo muito simples mas ao mesmo tempo belo e muito forte...

Abaixo o link do video do diretor da Escola de Arquitetura de Yale Robert A. M. Stern

http://cdnapi.kaltura.com/index.php/extwidget/openGraph/wid/1_r6fyrhvk