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| Imagem do artigo no O Globo |
Diário de Pedro da Luz Moreira, interessado em discutir a arquitetura, a cidade e o projeto
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Artigo meu no O Globo de domingo, 12 de outubro de 2014
domingo, 5 de outubro de 2014
A Inconfidência Mineira
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| A cidade de Ouro Preto |
É importante mencionar como se percebe a emergência de uma sociedade mais liberal em seus costumes, Por exemplo, Simão Pires Sardinha havia nascido escravo, pois era filho de Francisca Oliveira da Silva, a Xica da Silva de Diamantina, que se casara com o poderoso contratador da zona dos diamantes João Fernandes de Oliveira. Pois bem, Simão Pereira da Silva apesar de mulato tinha ido para a Universidade de Coimbra, tendo sido um dos estudiosos do país, que se dedicava aos fósseis, mas que também irá frequentar a Sociedade Literária do Rio de Janeiro, um grupo que logo após a Inconfidência Mineira esteve na mira das autoridades. Tiradentes visitou efetivamente Sardinha em três ocasiões, levando consigo uma edição em inglês da História da América Inglesa, que narrava os feitos de 04 de julho de 1776 com a independência das treze colônias. Numa outra ocasião levou uma edição em francês do Recueil de loix constitutives des colonies anglaise, confederées sous la dénominations d´États-Units da l´Amerique Septemtronial. Um livro pequeno do tamanho de um caderno Moleskine, pois tinha que ser escondido, afinal era proibido na França.
O impressionante no relato é como as idéias vinculadas ao Iluminismo se disseminaram no território de uma terra afastada e distante como Minas Gerais, de forma simultânea com a Europa e com a América do Norte. O cônego Luis Vieira da Silva, um dos inconfidentes possuía uma biblioteca com 270 títulos distribuídos em 800 volumes, o que era uma coleção representativa, comparando com a de Adam Smith na mesma época, que juntou em toda sua vida três mil volumes. A cultura urbana desenvolvida nessa parte do país certamente fomentou essa disseminação e embate das idéias de forma livre e arejada.
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| O sítio mágico de Bom Jesus do Matosinhos em Congonhas do Campo |
O artigo de Cacá Diegues, mito e projeto
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| Cacá Diegues texto sensível e inteligente sobre o Brasil |
No seu raciocínio as manifestações de junho de 2013 são consideradas como um reforço a esse mito formador, que foram desviadas de seus objetivos iniciais pela tradição de violência de nossa polícia, e pela "estupidez dos black blocs", que aliviaram os representantes do poder. Há um tom geral, bem brasileiro que afasta qualquer euforia ou celebração mitológica da construção de grandes figuras ou grandes feitos. Afinal o mais importante para o articulista seja "que ainda quero ver por aqui as manhãs que cantam, a luz do sol sobre o horizonte, a primavera chegando sem avisar." Realmente, nossa luz do sol ou a primavera são patrimônios memoráveis compartilhados por quem já vivenciou o Brasil. Sei que é pouco. Mas sempre que chego na minha janela e vivencio essa luz parece que renascem as vontades de enfrentar novos projetos e reconstruir esse país.
A íntegra do artigo está no link abaixo. Vale a pena ler:
http://oglobo.globo.com/opiniao/o-que-ainda-nao-sabemos-14135661
06 de outubro Dia Mundial da Arquitetura
Nessa segunda feira dia 06 de outubro de 2014 se celebra o Dia Mundial da Arquitetura, que tem como tema proposto pela UIA, "Cidade Saudável. Cidade Feliz". Estarei amanhã num debate na Semana de Arquitetura e Urbanismo na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Considero uma importante oportunidade para que a sociedade brasileira reflita sobre a forma como a sua cidade vem sendo construída. Na minha concepção há cinco pontos prioritários que precisam ser revertidos na maneira como a cidade brasileira vem sendo construída. Eles envolvem uma certa concepção do que é o "Bem Viver" e se encontram profundamente arraigados nas elites e no conjunto da nossa população. São eles:
1. Cidade Densa e Compacta. A cidade brasileira é dispersa e espraiada num território imenso, tal fato torna muito difícil a universalização dos serviços urbanos como coleta de lixo e de esgotos, distribuição de água, arruamento e calçamento, iluminação pública, transporte público, educação, lazer, trabalho, e outros.
2. Os antigos centros devem ser reocupados. A cidade brasileira vem abandonando os antigos centros históricos, abandonando um passado construído notável, muitas vezes pela inadequação desses a comodidades como o automóvel e outras.
3. Ampliar a mobilidade e acessibilidade a partir de uma rede estruturada de transportes. A cidade brasileira possui uma mobilidade e acessibilidade deficitária por que não está estruturada a partir de uma rede de modais de transportes clara e eficiente. Os modais de grande capacidade como trens, metrôs, barcas e BRTs devem configurar uma rede complementada por outros modais de baixa capacidade como vans, bondes, bicicletas, calçadas bem desenhadas que fomentem o caminhar.
4. A cidade deve ter uma multiplicidade de usos e de extratos sociais convivendo juntos. A cidade brasileira está constantemente construindo guetos de ricos e guetos de pobres, assim como locais dormitórios e centros de concentração de serviços. A cidade segura é a cidade que aproxima pobres e ricos, zonas de habitação e de trabalho.
5. A cidade deve se aproximar de contínuos naturais, respeitando a biodiversidade. A cidade brasileira possui um imenso passivo ambiental, destruindo muitas vezes mananciais e biomas importantes como baías e rios. Reaproximar de forma inteligente e articulada a população urbana desses contínuos pode significar a potencialização de sua preservação, fazendo reaparecer a vida de uma diversidade de espécies.
1. Cidade Densa e Compacta. A cidade brasileira é dispersa e espraiada num território imenso, tal fato torna muito difícil a universalização dos serviços urbanos como coleta de lixo e de esgotos, distribuição de água, arruamento e calçamento, iluminação pública, transporte público, educação, lazer, trabalho, e outros.
2. Os antigos centros devem ser reocupados. A cidade brasileira vem abandonando os antigos centros históricos, abandonando um passado construído notável, muitas vezes pela inadequação desses a comodidades como o automóvel e outras.
3. Ampliar a mobilidade e acessibilidade a partir de uma rede estruturada de transportes. A cidade brasileira possui uma mobilidade e acessibilidade deficitária por que não está estruturada a partir de uma rede de modais de transportes clara e eficiente. Os modais de grande capacidade como trens, metrôs, barcas e BRTs devem configurar uma rede complementada por outros modais de baixa capacidade como vans, bondes, bicicletas, calçadas bem desenhadas que fomentem o caminhar.
4. A cidade deve ter uma multiplicidade de usos e de extratos sociais convivendo juntos. A cidade brasileira está constantemente construindo guetos de ricos e guetos de pobres, assim como locais dormitórios e centros de concentração de serviços. A cidade segura é a cidade que aproxima pobres e ricos, zonas de habitação e de trabalho.
5. A cidade deve se aproximar de contínuos naturais, respeitando a biodiversidade. A cidade brasileira possui um imenso passivo ambiental, destruindo muitas vezes mananciais e biomas importantes como baías e rios. Reaproximar de forma inteligente e articulada a população urbana desses contínuos pode significar a potencialização de sua preservação, fazendo reaparecer a vida de uma diversidade de espécies.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Artigo publicado no site Arqbacana sobre o Congresso da UIA 2020
O site Arqbacana publicou um texto meu sobre o Congresso Global da União Internacional de Arquitetos 2020 (UIA 2020) no Rio de Janeiro, uma data que deve servir para refundar a relação entre sociedade brasileira e as práticas de planejamento e de projeto, que estruturam o ofício da arquitetura e do urbanismo. Mais importante que o evento, creio ser fundamental a construção dele, lutando para que o país avalie melhor sua infra estrutura construída e pense de forma mais estruturada quais transformações são prioritárias e quais são periféricas. Um encontro profissional dessa natureza possui um potencial imenso para que a sociedade brasileira entenda o papel do Plano e do Projeto, como ações fundamentais para que tenhamos obras mais bem feitas e mais sintonizadas com os anseios gerais.
O artigo está no link abaixo;
http://www.arqbacana.com.br/internal/arq!mix/read/14200/projetar-e-executar-o-significado-do-congresso-da-uia-2020-no-rio-de-janeiro
O artigo está no link abaixo;
http://www.arqbacana.com.br/internal/arq!mix/read/14200/projetar-e-executar-o-significado-do-congresso-da-uia-2020-no-rio-de-janeiro
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Palestra de Rob Adans no Rio Centro
Amanhã dia 01 de outubro de 2014 no Rio Centro na Barra da Tijuca acontece a palestra do arquiteto Rob Adans no contexto da Feira Construir. Na programação da feira também consta debate sobre a frente marítima e a Baía de Guanabara com os arquitetos João Pedro Backheusere Milton Braga, além do presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP), Alberto Silva.
De acordo com Adams, a sociedade vive uma nova revolução: a revolução urbana. No estudo “Transforming australian in cities”, atualizado em março de 2010, o australiano já relatava que mais de 80% da população australiana vivia nas cidades. O estudo ainda apontava uma projeção da população urbana mundial para os próximos 36 anos de 6,4 bilhões de pessoas, enquanto em 1900 contabilizávamos uma população urbana de 200 milhões de habitantes.
De acordo com Adams, a sociedade vive uma nova revolução: a revolução urbana. No estudo “Transforming australian in cities”, atualizado em março de 2010, o australiano já relatava que mais de 80% da população australiana vivia nas cidades. O estudo ainda apontava uma projeção da população urbana mundial para os próximos 36 anos de 6,4 bilhões de pessoas, enquanto em 1900 contabilizávamos uma população urbana de 200 milhões de habitantes.
“Isso vai requerer uma construção urbana, para os próximos 40 anos, equivalente ao que foi construído desde que foram estabelecidos os primeiros assentamentos urbanos”, afirmou Adams no estudo “Transforming Australian Cities For a More Financially Viable and Sustainable Future.”
Rob Adams se tornou reconhecido internacionalmente ao liderar a premiada requalificação urbanade Melbourne, feita integralmente dentro de princípios sustentáveis. Nesse trabalho, o arquiteto se dedicou a revitalizar não apenas as ruas, mas também parques e lagos, integrando-os ao ambiente urbano.
Promovido pelo IAB-RJ e pela Feira Construir 2014, organizada pela FAGGA | GL Events Exhibitions, a conferência com Rob Adams e a mesa redonda “Frente marítima e a Baía de Guanabara” integram a programação do Fórum AC 21 – Arquitetura e Cidade no século XXI. Em setembro, o fórum reuniu os arquitetos Edison Musa, Ernani Freiree Sérgio Conde Caldas, que discutiram o protagonismo do arquiteto no canteiro de obra.
Vans sairão da sede do IAB-RJ, às 14h, para o Riocentro.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Docomomo no IAB-RJ
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| Ceça Guimarães, João Calafate, Marcio Roberto, Pedro da Luz e João Amorim na sede do IAB-RJ antes do debate |
A mesa de debates foi aberta pelo arquiteto Marcio Roberto, que apresentou uma série de depoimentos afetivos e familiares do escritório dos Irmãos Roberto, dentre os quais se destaca a compreensão do processo de projeto como um constante debate entre as três personalidades. O projeto do escritório para a cidade de Brasilia também foi destacado como portador de um debate entre escala e pertencimento, tendo sido inclusive revisitado mais contemporaneamente como referência.
Depois veio o depoimento do arquiteto João Calafate, que declarou sua filiação incondicional aos objetos realizados pelo escritório, que inclusive determinaram sua escolha profissional. João declarou que nasceu e cresceu no edifício da rua Voluntários da Pátria, 127 em Botafogo projetado pelo escritório dos MMM Roberto. João Calafate acabou construindo uma autobiografia sentimental a partir da vivência que experimentou nos edifícios projetados pelo escritório.
A palestra do arquiteto Luiz Felipe Machado, que escreveu uma tese sobre a produção do escritório, versou sobre a obra dos arquitetos apresentando um vasto material iconográfico. Luiz Felipe destacou o esquecimento e o descaso a que foi condenada a obra dos três arquitetos.
Por último, o arquiteto Luis Amorim pontuou muito bem a estruturação de alguns escritórios do movimento moderno brasileiro em torno de laços familiares e lançou uma importante pergunta para a reflexão contemporânea. Porque a produção contemporânea de edificações multifamiliares não compartilha a mesma qualidade dos edifícios projetados pelos irmãos Roberto?
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