O site Arqbacana publicou um texto meu sobre o Congresso Global da União Internacional de Arquitetos 2020 (UIA 2020) no Rio de Janeiro, uma data que deve servir para refundar a relação entre sociedade brasileira e as práticas de planejamento e de projeto, que estruturam o ofício da arquitetura e do urbanismo. Mais importante que o evento, creio ser fundamental a construção dele, lutando para que o país avalie melhor sua infra estrutura construída e pense de forma mais estruturada quais transformações são prioritárias e quais são periféricas. Um encontro profissional dessa natureza possui um potencial imenso para que a sociedade brasileira entenda o papel do Plano e do Projeto, como ações fundamentais para que tenhamos obras mais bem feitas e mais sintonizadas com os anseios gerais.
O artigo está no link abaixo;
http://www.arqbacana.com.br/internal/arq!mix/read/14200/projetar-e-executar-o-significado-do-congresso-da-uia-2020-no-rio-de-janeiro
Diário de Pedro da Luz Moreira, interessado em discutir a arquitetura, a cidade e o projeto
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Palestra de Rob Adans no Rio Centro
Amanhã dia 01 de outubro de 2014 no Rio Centro na Barra da Tijuca acontece a palestra do arquiteto Rob Adans no contexto da Feira Construir. Na programação da feira também consta debate sobre a frente marítima e a Baía de Guanabara com os arquitetos João Pedro Backheusere Milton Braga, além do presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP), Alberto Silva.
De acordo com Adams, a sociedade vive uma nova revolução: a revolução urbana. No estudo “Transforming australian in cities”, atualizado em março de 2010, o australiano já relatava que mais de 80% da população australiana vivia nas cidades. O estudo ainda apontava uma projeção da população urbana mundial para os próximos 36 anos de 6,4 bilhões de pessoas, enquanto em 1900 contabilizávamos uma população urbana de 200 milhões de habitantes.
De acordo com Adams, a sociedade vive uma nova revolução: a revolução urbana. No estudo “Transforming australian in cities”, atualizado em março de 2010, o australiano já relatava que mais de 80% da população australiana vivia nas cidades. O estudo ainda apontava uma projeção da população urbana mundial para os próximos 36 anos de 6,4 bilhões de pessoas, enquanto em 1900 contabilizávamos uma população urbana de 200 milhões de habitantes.
“Isso vai requerer uma construção urbana, para os próximos 40 anos, equivalente ao que foi construído desde que foram estabelecidos os primeiros assentamentos urbanos”, afirmou Adams no estudo “Transforming Australian Cities For a More Financially Viable and Sustainable Future.”
Rob Adams se tornou reconhecido internacionalmente ao liderar a premiada requalificação urbanade Melbourne, feita integralmente dentro de princípios sustentáveis. Nesse trabalho, o arquiteto se dedicou a revitalizar não apenas as ruas, mas também parques e lagos, integrando-os ao ambiente urbano.
Promovido pelo IAB-RJ e pela Feira Construir 2014, organizada pela FAGGA | GL Events Exhibitions, a conferência com Rob Adams e a mesa redonda “Frente marítima e a Baía de Guanabara” integram a programação do Fórum AC 21 – Arquitetura e Cidade no século XXI. Em setembro, o fórum reuniu os arquitetos Edison Musa, Ernani Freiree Sérgio Conde Caldas, que discutiram o protagonismo do arquiteto no canteiro de obra.
Vans sairão da sede do IAB-RJ, às 14h, para o Riocentro.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Docomomo no IAB-RJ
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| Ceça Guimarães, João Calafate, Marcio Roberto, Pedro da Luz e João Amorim na sede do IAB-RJ antes do debate |
A mesa de debates foi aberta pelo arquiteto Marcio Roberto, que apresentou uma série de depoimentos afetivos e familiares do escritório dos Irmãos Roberto, dentre os quais se destaca a compreensão do processo de projeto como um constante debate entre as três personalidades. O projeto do escritório para a cidade de Brasilia também foi destacado como portador de um debate entre escala e pertencimento, tendo sido inclusive revisitado mais contemporaneamente como referência.
Depois veio o depoimento do arquiteto João Calafate, que declarou sua filiação incondicional aos objetos realizados pelo escritório, que inclusive determinaram sua escolha profissional. João declarou que nasceu e cresceu no edifício da rua Voluntários da Pátria, 127 em Botafogo projetado pelo escritório dos MMM Roberto. João Calafate acabou construindo uma autobiografia sentimental a partir da vivência que experimentou nos edifícios projetados pelo escritório.
A palestra do arquiteto Luiz Felipe Machado, que escreveu uma tese sobre a produção do escritório, versou sobre a obra dos arquitetos apresentando um vasto material iconográfico. Luiz Felipe destacou o esquecimento e o descaso a que foi condenada a obra dos três arquitetos.
Por último, o arquiteto Luis Amorim pontuou muito bem a estruturação de alguns escritórios do movimento moderno brasileiro em torno de laços familiares e lançou uma importante pergunta para a reflexão contemporânea. Porque a produção contemporânea de edificações multifamiliares não compartilha a mesma qualidade dos edifícios projetados pelos irmãos Roberto?
domingo, 28 de setembro de 2014
Ainda as eleições do CAU-RJ
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| Chapa do CAU-RJ Fortalecimento da Arquitetura e Urbanismo |
Por esse motivo, o IAB-RJ a partir de uma orientação do seu Conselho Superior, que se reuniu em Brasilia no final de agosto, e pelo seu Conselho Deliberativo que se reuniu no Rio de Janeiro no começo de setembro, onde foi determinado que a entidade participasse intensamente do debate eleitoral do CAU. O IAB-RJ constituiu uma chapa para concorrer as eleições do CAU-RJ, encabeçada pelos companheiros; Luiz Fernando Janot e Pablo Benetti como conselheiros federais, e pelo seu ex presidente Jeronimo Moraes como candidato a Presidente do CAU-RJ, com o nome de FORTALECIMENTO DA ARQUITETURA E DO URBANISMO.
As teses defendidas pelos IABs são que os conselheiros indicados para os diversos CAUs deveriam ser profissionais com ampla atuação, nos diversos campos tais como; projeto, planejamento, gestão, ensino, conservação e outros evitando-se a todo custo que a dedicação seja exclusiva ao conselho. Fortalecimento dentro dos CAUs das diversas entidades que construiram o conselho uni profissional; IABs, FNA, Sindicatos, ASBEA, ABEA e ABAP de forma a ancorar a atuação dos seus respectivos conselheiros. Defesa da idéia do concurso público de projetos de arquitetura como forma mais transparente para contratação de obras públicas. E defesa da integridade do projeto como atividade autoral, que se desenvolve em diversas fases, tais como estudo preliminar, anteprojeto, aprovação legal e projeto executivo, mas que não podem ser independentes e possuem uma responsabilidade nominada de um profissional, que assina sua autoria.
Importante também destacar, que o IAB-RJ investiu até o último momento numa chapa de unidade das entidades que representam os arquitetos; IAB, Sindicato, ASBEA, ABEA e ABAP. Mas foi confrontado pelo Sindicato com indicações de conselheiros que representavam o CAU-RJ, que seriam como representações endógenas ao organismo recém criado, idéia que foi amplamente rechaçada, uma vez que em nossa visão as entidades dos arquitetos é que deveriam ser empoderadas.
Visite o site no facebook
https://www.facebook.com/fortalecimentoau?fref=ts
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Lançamento do Concurso do MIS-Pro
O concurso será uma oportunidade para arquitetos do Brasil inteiro se aproximar do tema da requalificação edilícia, se envolvendo com um programa que tem como premissa aproximar o acervo do MIS dos pesquisadores brasileiros. O novo edifício que está em construção na avenida Atlântica no bairro de Copacabana terá a função de abrigar o acervo da instituição, que será exposta para um público mais amplo, enquanto a edificação na Lapa irá recepcionar os pesquisadores interessados no seu imenso acervo. A idéia é a construção de uma instituição viva e dinâmica, que se afaste da mera guarda e manipulação do seu acervo, mas que incentive a pesquisa criativa.
Para maiores informações acessem o link
http://concursomispro.iabrj.org.br/
sábado, 20 de setembro de 2014
A cúpula de Santa Maria del Fiori
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| A cúpula de Santa Maria del Fiori em Florença uma concepção extraordinária onde há adequação entre o conjunto da catedral, e também ao conjunto da cidade |
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| A dupla cúpula, que resolve com maestria em 1418 o problema de vencer o vão extraordinário da catedral de Florença, que vinha sendo construída a mais de um século |
A solução dada por Bruneleschi ao problema é de uma incrivel maestria, que muitos teóricos passaram a considerar como a fundação de uma nova forma de encarar o problema da construção, fundando a figura do arquiteto moderno. A dupla cúpula, que foi construída se auto sustentava e garantia ao mesmo tempo uma das mais belas relações de proporção, não apenas com o objeto arquitetônico da catedral, mas também com o conjunto da cidade. Simplesmente, uma síntese bem equilibrada de eficiência construtiva e beleza estética. ARGAN, Giulio Carlo numa passagem memorável no artigo "O significado da cúpula", citando Vasari, o primeiro historiador de arte declara:
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| Técnica persa de construção de cúpula sem escoras dominada pelos persas, que Bruneleschi utilizou em Florença |
A cúpula de Bruneslechi é talvez o objeto arquitetônico mais citado e debatido, desde sua concepção em 1418, começando por Alberti que considerava sua formulação, "quase que por milagre, mas por um milagre da inteligência humana no céu de Florença." O único que não dedicou uma linha sequer a esse feito grandioso foi o próprio autor, Bruneleschi, que permaneceu apenas realizando e construindo.
Quando eu era jovem, um estudante na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ na cidade do Rio de Janeiro não entendia muito bem porque os professores invariavelmente citavam essa obra de forma recorrente. Meu argumento um tanto simplista repetia; "Porque tanto debate e discurso, se o cara fez apenas a cúpula da igreja?" Apenas quando visitei Florença e vivenciei sua espacialidade compreendi porque tanta reflexão teórica sobre esse feito humano extraordinário. A cúpula de Bruneleschi permanece na cidade de Florença questionando simplesmente, a capacidade humana de construir de forma adequada.
Abaixo um filme sobre a cúpula
http://www.archdaily.com.br/br/627169/como-brunelleschi-construiu-a-cupula-da-catedral-de-florenca
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Filme e debate sobre o arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé no IAB-RJ
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| O presidente do CAU-BR Haroldo Pinheiro e o presidente do IAB-RJ Pedro da Luz no debate sobre a obra do arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé |
A obra do arquiteto Lelé é realmente única e dotada de uma mensagem importante para o estágio atual da cultura arquitetônica na contemporaneidade, não só no Brasil, mas no mundo de forma geral. Como professor universitário da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense (EAU-UFF) percebo nas novas gerações um certo encantamento com o desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), tal situação acabou por determinar o declínio do interesse dos estudantes pelo efetivo domínio do canteiro de obras, que Lelé tão bem controlava. Nesse contexto foi inevitável a lembrança ao arquiteto Marcio Tomassini, que compôs minha chapa vencedora do IAB-RJ como vice presidente financeiro, e que também tinha um grande dominio do canteiro de obras e das tecnologias de construção.
Na verdade todo esse debate se refere a uma questão central presente hoje nas obras brasileiras; qual o papel do projeto e do planejamento na sua definição? Porque temos hoje um certo declínio da consideração pelas operações de projeto e de plano, que passaram a ser considerados exercícios de futurologia pouco convincentes? A obra do arquiteto Lelé é um testemunho da importância do protagonismo do projeto, como atividade antecipadora, que controla custos e prazos que no Brasil constantemente são refeitos e revistos, O projeto de arquitetura completo é um importante instrumento de ampliação da avaliação da adequação das diversas obras e transformações necessárias para melhoria da vida cotidiana no país. O plano e o projeto são os únicos instrumentos capazes de construir uma matriz de prioridade para a transformação de nossas cidades, dando a sociedade a possibilidade de controlar e se posicionar com relação a uma série delas. O patrimônio construído pelo arquiteto Lelé é um instrumento poderoso na comprovação dessas teses.
Importante visitar o site do IAB-RJ para conferir o filme no site abaixo:
http://www.iabrj.org.br/iab-rj-e-laboratorios-de-midias-urbanas-da-uff-exibem-filmes-sobre-lele
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