O IAB realiza nesta sexta e sábado, dias 08 e 09 de novembro no Hotel Quitandinha em Petrópolis, o encontro de fechamento de uma série de eventos realizados no ano de 2013 em várias cidades brasileiras, que debateram a Questão Urbana do país. O evento também celebra os cinquenta anos do histórico encontro de 1963 que debateu a Reforma Urbana, no mesmo Hotel Quitandinha em Petrópolis. A idéia é cobrar das autoridades brasileiras - federal, estadual ou municipal - a mudança na forma de desenvolvimento das cidades brasileiras, buscando um outro projeto mais inclusivo, que melhore a qualidade de vida de forma generalizada.
Abaixo a programação
Diário de Pedro da Luz Moreira, interessado em discutir a arquitetura, a cidade e o projeto
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Chapa propõe rejuvenescer o IAB-RJ
CHAPA - Planos e projetos para democratizar a cidade
O século XXI é um tempo de grandes perplexidades. Frente à quantidade
inusitada de informações, emerge uma tendência de diluição das prioridades e
das ações. O planeta começa a apresentar sintomas de que seus recursos são
finitos. A arquitetura e o urbanismo enveredam no referenciamento vazio,
distanciado e descontextualizado, que superestima as imagens e despreza as
estruturas produtoras.
Por outro lado, a metrópole contemporânea adquire a condição de lugar de
vida e de trabalho para grande parte da humanidade, abrindo um horizonte inédito
para positivas interações e interdependências. E, acima de tudo, esperanças.
Nesse contexto, a ampliação do debate sobre as novas hipóteses de planejamento
e projeto para as cidades brasileiras é fundamental. Apenas assim interações e
interdependências poderão gerar esperanças transformadoras. Arquitetos e
urbanistas precisam se comprometer com o cotidiano de nossas cidades,
melhorando efetivamente os padrões de habitabilidade.
As cidades brasileiras precisam transformar o modo como vêm sendo
construídas. Para tanto, sugerimos priorizar quatro proposições objetivas:
• a Cidade deve
ser compacta e densa, evitando-se a dispersão interminável e enfatizando-se o papel aglutinador do
antigo centro histórico;
•
a Cidade deve ser lugar da convivência da diversidade
de classes e de usos, evitando-se os guetos de ricos e pobres e monofuncionalidade;
•
a Cidade deve ter mobilidade efetiva para todos, evitando-se
a exclusão determinada pela ineficiência ou tarifação alta dos sistemas de transporte
coletivo;
•
a Cidade deve ampliar o reconhecimento da ecologia e
dos biomas locais, construindo-se melhor relação com a natureza.
Há mais de noventa anos, desde a fundação do Instituto dos Arquitetos do
Brasil, a luta pela contratação de projetos por meio de concursos públicos era
a forma de se obter transparência para os custos e benefícios das obras. Esse
patrimônio de lutas e de ações, algumas exitosas, construiu um sentido para o
IAB, que permanece pautando seus objetivos nas complexas relações existentes
entre plano e projeto de um lado e a realidade do outro.
O IAB, em seus objetivos, busca ser a casa dos arquitetos, onde o debate
do espaço construído pelo homem possa auxiliar no aperfeiçoamento da
experiência democrática.. Nesse sentido, nossa meta comum é a requalificação da
nossa sede, abrindo-a para os interesses mais amplos de outros grupos e para
uma construção compartilhada.
Diante da constituição do conselho uniprofissional, velha bandeira configurada
e incorporada ao IAB, devemos acompanhar a estruturação das novas instituições,
enfatizando a dimensão cultural da arquitetura. Um IAB renovado em representatividade
atrairá as novas gerações, buscando uma inserção social no cotidiano das
cidades brasileiras.
O século XXI é um tempo de consolidação da democracia, que coloca o
desafio da autonomia para amplas camadas de cidadãos. As condições de
sustentabilidade ambiental requeridas devem partir da premissa da convivência
mútua entre natureza e cidade. Essa convivência tem papel importante para o
cidadão, tornando-o consciente da complexidade do planeta.
O compromisso dos arquitetos e urbanistas com as cidades brasileiras não
pode ser vazio, baseado numa onda momentânea, simplesmente retórica. Devemos
acreditar que as mudanças são possíveis!
Planos e projetos para
democratizar a cidade
O IAB-RJ deseja incorporar os esforços de todos os arquitetos, em
múltiplas aptidões e inserções profissionais, na defesa de um novo modo de construir
as cidades brasileiras. Assim, temos os seguintes objetivos:
1. IAB-RJ
independente e participativo
2.
Promoção e ampliação do debate sobre as cidades brasileiras
3. Aumentar o número de concursos públicos de
projetos
4.
Construção da sustentabilidade do IAB-RJ
5. Aproximação com as novas gerações,
atraindo sócios novos
6.
Ampliação da comunicação com os arquitetos
7. Intensificação
do uso da sede como ponto de encontro dos arquitetos
8.
Reforma da sede para reabrigar a biblioteca da entidade
9.
Conexão da biblioteca com um sistema de bibliotecas de arquitetura
10
Novos cursos
CONSELHO
ADMINISTRATIVO - CA:
Pedro da Luz Moreira (Presidente)
Vice
Presidentes:
Marcio Tomassini
(Financeiro)
Marat Troina
(Administrativo)
Fabiana Izaga (Institucional)
Ceça Guimaraens (Cultural)
CONSELHO
SUPERIOR – COSU:
Conselheiros Vitalícios do COSU Demetre Anastassakis Sérgio Magalhães
Titulares:
Adir Ben Kauss
Flávio Ferreira
Jerônimo de Moraes Neto
Luiz Fernando Janot
Norma Taulois
Vicente Loureiro
CONSELHO
DELIBERATIVO – CD:
Titulares:
Alder Catunda Timbó
Alice Varella
Bruno Michel
Celso Girafa
Cesar Jordão
Cláudio Crispim
Cristiane Duarte
Eduardo Cotrim
Luiz Carlos Flórido
Maria Isabel Tostes
CONSELHO FISCAL – CF:
Titulares:
José Miguez
Luciano Medeiros
Martha Allemand
|
Suplentes:
Cêça Guimaraens
Fabiana Izaga
Gerônimo Leitão
Lucas Franco
Marat Troina
Pablo Benetti
Suplentes:
Carlos Alberto Perez Krykhtine
Cristiane Ramos
Magalhães
Gabriel Soares
Maria do Carmo Maciel
Di Primio
Verena Andreatta
Suplentes:
André Luiz Pinto
Luiz Claudio Franco
Ricardo Villar
|
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
O filme gravidade
O filme gravidade é uma interessante reflexão sobre o espaço, a ausência de gravidade, o medo, o silêncio, a comunicação e a interação entre seres humanos e suas tragédias pessoais. O desenvolvimento da trama nos leva a considerações sobre o espaço externo e interno, na nossa experiência corporal mais elementar. Relações de proximidade, distância, segurança, aconchego, abrigo, ordem, desordem, interior e exterior, que perpassam nosso cotidiano diário, dominado pela lei da gravidade, são enfatizados pela imensidão do espaço sideral, a falta de gravidade e as condições de um roteiro preciso e cirúrgico.
Para começar, a espacialidade do filme é dominada por uma dualidade literalmente aterradora. Na maior parte das cenas, a tela estará dividida em duas partes, de um lado há o nosso planeta, e de outro a imensidão do cosmos, as cidades iluminadas da Terra, o sol no horizonte, e a fronteira entre o dia e a noite. De um lado o abrigo, o aconchego, o conhecido, nossas vidas com seus dramas pessoais, seus momentos trágicos, e muitas vezes desconfortáveis, e de outro, o desconhecido, o inexplorado, uma fronteira sem limites de possibilidades assustadoras de reconstrução, e de abandono de nossas tragédias pessoais. A deriva, a exploração, a coragem pioneira são escavadas de uma maneira que recorrentemente se pergunta; a coragem para enfrentar este desafio advém da nobreza de sentimentos ou do desconforto de situações particulares que nos lançaram na busca do desconhecido?
O pioneirismo envolve uma coragem desproporcional ou é fruto de uma vontade de se afastar de problemas que não podemos efetivamente resolver? O filme não responde estas questões de forma simplista e reducionista, mas simplesmente desfila diante de nossos olhos as personalidades diferenciadas dos dois protagonistas; o veterano astronauta Matt Kowalsky (George Clooney) e a novata Ryan Stone (Sandra Bullock) em diálogos primorosos, que ao mesmo tempo mostram a grandeza e a fraqueza do humano.
A exploração de novas fronteiras, o pioneirismo, o desconforto com nossas vidas passadas confrontam de maneira inteligente a espacialidade interna de cada um de nós, com a espacialidade externa sem limites da imensidão de nosso próprio planeta e do cosmo. A segurança, o desconforto das vidas pregressas, as possibilidades da imensidão do espaço sideral. A Terra é vista também como um lugar cheio de lugares e especificidades, como o lago Zurich, no estado Illinois, origem da astronauta Ryan Stone, interpretada pela atriz Sandra Bullock, ou a Califórnia de Clooney. A dimensão da fronteira, do inexplorado não está apenas no além, mas também dentro de nós mesmos. Na complexidade da vida no lago, onde Bullock retorna a terra, quando um sapo ou uma rã simplesmente assistem a astronauta se desvencilhar da roupa de astronauta para conseguir chegar a superfície e respirar o ar da terra.
Outra questão presente no filme é a comunicação entre seres humanos, num mundo que desenvolveu incrivelmente as possibilidades de conexão, as interações parecem se banalizaram, tendendo a um relacionamento superficial, sem aprofundamento. O silêncio da imensidão do espaço e o palavrório da nossa comunicação contemporânea. Enfim um filme maravilhoso...
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| As cidades iluminadas em nosso planeta, o limite entre dia e noite e o nascer do Sol |
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| George Clooney e Sandra Bullock |
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| Sandra Bullock e nosso planeta |
Outra questão presente no filme é a comunicação entre seres humanos, num mundo que desenvolveu incrivelmente as possibilidades de conexão, as interações parecem se banalizaram, tendendo a um relacionamento superficial, sem aprofundamento. O silêncio da imensidão do espaço e o palavrório da nossa comunicação contemporânea. Enfim um filme maravilhoso...
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Publicado no O Globo de 26/10/2013 um artigo meu sobre arquitetura feia
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| O Conjunto habitacional no antigo terreno do Presídio Frei Caneca |
O que gera arquitetura feia?
Ou melhor, o que
faz a arquitetura inadequada diante de determinados contextos? Certamente um
dos itens mais recorrentes nesta avaliação é a ausência de uma generosidade
urbana, isto é, edifícios que não compreendem as complexidades da cidade e se
posicionam de forma autista e alheia ao entorno urbano.
Edifícios que não
compreendem que a fruição do espaço pelo ser humano não sofre descontinuidade
entre interior e exterior, mas que representa uma só continuidade. O crítico italiano
Bruno Zevi escreveu que há na obra de arquitetura um inevitável caráter
impositivo. Diferentemente de outros campos da arte, a obra arquitetônica
impunha sua presença de forma autoritária e inexorável. Usuários variados
podiam não assistir a uma peça de teatro, ou a um filme, ou se recusar a
comprar um determinado livro ou obra literária, ou ainda não ir a uma exposição
de um artista. Mas com a arquitetura estas opções não existiam, pois sua
presença se impunha à paisagem urbana.
A saída inevitável para tal dilema é a ampliação da
discussão da adequação de determinadas obras aos seus contextos específicos. A
cultura do projeto, que se antecede, simulando os efeitos, benefícios e
impactos das novas obras é algo inevitável, que certamente nos defende de
muitos desastres anunciados. O desenvolvimento de técnicas de apresentação
virtual de projetos, a confecção de maquetes físicas em várias escalas, o
confronto de diversas hipóteses de implantação e desenvolvimento são certamente
antídotos para a arquitetura feia.
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| O duomo de Florença projetado por Bruneleschi |
Recentemente li que Bruneleschi, autor da
cúpula de Santa Maria Del Fiori na cidade de Florença, apresentou no concurso
em questão uma maquete que descrevia sua solução, mostrando a Comissão da Ópera
sua concepção em detalhe. Esta antevisão e debate aprofundado sobre as
complexas relações de custo e benefício que toda obra envolve são certamente um
antídoto à arquitetura feia. O projeto é certamente um instrumento poderoso
para ampliação da efetiva democracia neste campo, e esta não é garantia de
acerto, mas da diminuição dos riscos de se produzir uma arquitetura feia
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Entrevista na Globo News sobre transporte público
Dei entrevista nesta quinta feira dia 24/10/2013 na Globo News, ao reporter Sidney Resende, sobre pesquisa divulgada do IPEA sobre a mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras. A pesquisa do IPEA mostra que 50% dos domicílios brasileiros possuem carro ou motocicleta disponíveis na garagem. O indice impressiona quando comparamos com o ano de 1992, quando esta porcentagem era de apenas 14,6%. Esta ampliação certamente se deve também a piora nos serviços de transporte público no país. O Rio de Janeiro é a pior capital em termos de tempo médio de deslocamento da casa para o trabalho com 47 minutos, superando São Paulo que tem 45,6 minutos. Na minha opinião, assim como a inflação, estes indices deveriam ser divulgados mensalmente, para que possamos medir e cobrar melhorias nas condições de deslocamento das nossas metrópoles.
Os links abaixo mostram a entrevista...
http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2013/10/devemos-pensar-no-transporte-como-uma-rede-diz-arquiteto-do-iab.html
http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/brasileiros-gastam-cada-vez-mais-tempo-para-chegar-ao-trabalho/2910708/
Os links abaixo mostram a entrevista...
http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2013/10/devemos-pensar-no-transporte-como-uma-rede-diz-arquiteto-do-iab.html
http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/brasileiros-gastam-cada-vez-mais-tempo-para-chegar-ao-trabalho/2910708/
domingo, 20 de outubro de 2013
Megacities 2013 dias 22 e 23 de outubro no MAM Rio de Janeiro
No âmbito do ano da Alemanha no Brasil, se realizará nos dias 22 e 23 de outubro no Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro o evento Megacities, que tem como tema "Clean Energy Generation and Smart Use". O foco do evento estará sobre as energias descentralizadas, no sistema integrado de trânsito e em tecnologias inovadoras de eficiência energética. Neste mesmo evento, estarei mediando uma mesa, que leva o nome de; Tecnologias para Edificações Eficientes e Arquitetura Urbana Sustentável, no dia 23 de outubro. A mesa terá como debatedores;
Junia Santa Rosa - Diretora de Desenvolvimento Institucional e Cooperação Técnica, Secretaria Nacional de Habitação, Ministério das Cidades
Antônio Augusto Veríssimo -Chefe de Gabinete, Secretaria Municipal de Habitação do Rio de Janeiro
Dr. Roberto Loeb & Luis Capote - LOEBCAPOTE Arquitetura e Urbanismo, São Paulo
Fernando Resende - Gerente de Eco Commercial Building, Bayer S.A., São Paulo
Günter Leitner – CEO Knauf Brazil, Rio de Janeiro
Dr. Martin Schönheit –Diretor-Executivo, Dr. Schönheit + Partner Consulting GmbH, Colônia
A otimização da arquitetura urbana e a consideração de aspectos energéticos na construção e reforma de
edificações abrigam enormes potenciais de economia de energia, principalmente considerando o clima do Rio de Janeiro e do Brasil. O governo incentiva o cumprimento de padrões de eficiência energética através de selos como Casa Azul e Procel Edifica e na habitação social. Como acelerar o processo de aceitação e adesão destes padrões e quais são as tecnologias e os conceitos disponivéis no mercado.
Junia Santa Rosa - Diretora de Desenvolvimento Institucional e Cooperação Técnica, Secretaria Nacional de Habitação, Ministério das Cidades
Antônio Augusto Veríssimo -Chefe de Gabinete, Secretaria Municipal de Habitação do Rio de Janeiro
Dr. Roberto Loeb & Luis Capote - LOEBCAPOTE Arquitetura e Urbanismo, São Paulo
Fernando Resende - Gerente de Eco Commercial Building, Bayer S.A., São Paulo
Günter Leitner – CEO Knauf Brazil, Rio de Janeiro
Dr. Martin Schönheit –Diretor-Executivo, Dr. Schönheit + Partner Consulting GmbH, Colônia
A otimização da arquitetura urbana e a consideração de aspectos energéticos na construção e reforma de
edificações abrigam enormes potenciais de economia de energia, principalmente considerando o clima do Rio de Janeiro e do Brasil. O governo incentiva o cumprimento de padrões de eficiência energética através de selos como Casa Azul e Procel Edifica e na habitação social. Como acelerar o processo de aceitação e adesão destes padrões e quais são as tecnologias e os conceitos disponivéis no mercado.
sábado, 19 de outubro de 2013
100 anos de Vinicius de Moraes, o poetinha
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| A foto do Villarino no Rio de Janeiro |
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| Niemyer, Vinicius e Tom Jobim |
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| Placa de mármore na entrada do bar Vilarino |
No Bar Vilarino na esquina da Av. Presidente Wilsom com a rua Calógeras no Rio de Janeiro há uma placa de mármore que celebra esta reunião de jovens talentos, que viria a fundar a bossa nova.
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