sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Chapa propõe rejuvenescer o IAB-RJ

CHAPA - Planos e projetos para democratizar a cidade

O século XXI é um tempo de grandes perplexidades. Frente à quantidade inusitada de informações, emerge uma tendência de diluição das prioridades e das ações. O planeta começa a apresentar sintomas de que seus recursos são finitos. A arquitetura e o urbanismo enveredam no referenciamento vazio, distanciado e descontextualizado, que superestima as imagens e despreza as estruturas produtoras.
Por outro lado, a metrópole contemporânea adquire a condição de lugar de vida e de trabalho para grande parte da humanidade, abrindo um horizonte inédito para positivas interações e interdependências. E, acima de tudo, esperanças. Nesse contexto, a ampliação do debate sobre as novas hipóteses de planejamento e projeto para as cidades brasileiras é fundamental. Apenas assim interações e interdependências poderão gerar esperanças transformadoras. Arquitetos e urbanistas precisam se comprometer com o cotidiano de nossas cidades, melhorando efetivamente os padrões de habitabilidade.
As cidades brasileiras precisam transformar o modo como vêm sendo construídas. Para tanto, sugerimos priorizar quatro proposições objetivas:
•  a Cidade deve ser compacta e densa, evitando-se a dispersão interminável e       enfatizando-se o papel aglutinador do antigo centro histórico;
       a Cidade deve ser lugar da convivência da diversidade de classes e de usos, evitando-se os guetos de ricos e pobres e monofuncionalidade;
       a Cidade deve ter mobilidade efetiva para todos, evitando-se a exclusão determinada pela ineficiência ou tarifação alta dos sistemas de transporte coletivo;
       a Cidade deve ampliar o reconhecimento da ecologia e dos biomas locais, construindo-se melhor relação com a natureza.
Há mais de noventa anos, desde a fundação do Instituto dos Arquitetos do Brasil, a luta pela contratação de projetos por meio de concursos públicos era a forma de se obter transparência para os custos e benefícios das obras. Esse patrimônio de lutas e de ações, algumas exitosas, construiu um sentido para o IAB, que permanece pautando seus objetivos nas complexas relações existentes entre plano e projeto de um lado e a realidade do outro.
O IAB, em seus objetivos, busca ser a casa dos arquitetos, onde o debate do espaço construído pelo homem possa auxiliar no aperfeiçoamento da experiência democrática.. Nesse sentido, nossa meta comum é a requalificação da nossa sede, abrindo-a para os interesses mais amplos de outros grupos e para uma construção compartilhada.
Diante da constituição do conselho uniprofissional, velha bandeira configurada e incorporada ao IAB, devemos acompanhar a estruturação das novas instituições, enfatizando a dimensão cultural da arquitetura. Um IAB renovado em representatividade atrairá as novas gerações, buscando uma inserção social no cotidiano das cidades brasileiras.
O século XXI é um tempo de consolidação da democracia, que coloca o desafio da autonomia para amplas camadas de cidadãos. As condições de sustentabilidade ambiental requeridas devem partir da premissa da convivência mútua entre natureza e cidade. Essa convivência tem papel importante para o cidadão, tornando-o consciente da complexidade do planeta.
O compromisso dos arquitetos e urbanistas com as cidades brasileiras não pode ser vazio, baseado numa onda momentânea, simplesmente retórica. Devemos acreditar que as mudanças são possíveis!
Planos e projetos para democratizar a cidade
O IAB-RJ deseja incorporar os esforços de todos os arquitetos, em múltiplas aptidões e inserções profissionais, na defesa de um novo modo de construir as cidades brasileiras. Assim, temos os seguintes objetivos:
1.       IAB-RJ independente e participativo
2.       Promoção e ampliação do debate sobre as cidades brasileiras
3.       Aumentar o número de concursos públicos de projetos
4.      Construção da sustentabilidade do IAB-RJ
5.        Aproximação com as novas gerações, atraindo sócios novos
6.       Ampliação da comunicação com os arquitetos
7.        Intensificação do uso da sede como ponto de encontro dos arquitetos
8.       Reforma da sede para reabrigar a biblioteca da entidade
9.        Conexão da biblioteca com um sistema de bibliotecas de arquitetura
10       Novos cursos
                                                 

CONSELHO ADMINISTRATIVO - CA:

Pedro da Luz Moreira (Presidente)

Vice Presidentes:
Marcio Tomassini (Financeiro)
Marat Troina (Administrativo)
Fabiana Izaga (Institucional)
Ceça Guimaraens (Cultural)

CONSELHO SUPERIOR – COSU:

Conselheiros Vitalícios do COSU

Demetre Anastassakis
Sérgio Magalhães

Titulares:

Adir Ben Kauss
Flávio Ferreira
Jerônimo de Moraes Neto
Luiz Fernando Janot
Norma Taulois
Vicente Loureiro

CONSELHO DELIBERATIVO – CD:

Titulares:

Alder Catunda Timbó
Alice Varella
Bruno Michel
Celso Girafa
Cesar Jordão
Cláudio Crispim
Cristiane Duarte
Eduardo Cotrim
Luiz Carlos Flórido
Maria Isabel Tostes


CONSELHO FISCAL – CF:

Titulares:

José Miguez
Luciano Medeiros
Martha Allemand









Suplentes:

Cêça Guimaraens
Fabiana Izaga
Gerônimo Leitão
Lucas Franco
Marat Troina
Pablo Benetti



Suplentes:

Carlos Alberto Perez  Krykhtine
Cristiane Ramos Magalhães
Gabriel Soares
Maria do Carmo Maciel Di Primio
Verena Andreatta







Suplentes:

André Luiz Pinto
Luiz Claudio Franco
Ricardo Villar

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O filme gravidade

O filme gravidade é uma interessante reflexão sobre o espaço, a ausência de gravidade, o medo, o silêncio, a comunicação e a interação entre seres humanos e suas tragédias pessoais. O desenvolvimento da trama nos leva a considerações sobre o espaço externo e interno, na nossa experiência corporal mais elementar. Relações de proximidade, distância, segurança, aconchego, abrigo, ordem, desordem, interior e exterior, que perpassam nosso cotidiano diário, dominado pela lei da gravidade, são enfatizados pela imensidão do espaço sideral, a falta de gravidade e as condições de um roteiro preciso e cirúrgico.

As cidades iluminadas em nosso planeta,
o limite entre dia e noite e o nascer do Sol
Para começar, a espacialidade do filme é dominada por uma dualidade literalmente aterradora. Na maior parte das cenas, a tela estará dividida em duas partes, de um lado há o nosso planeta, e de outro a imensidão do cosmos, as cidades iluminadas da Terra, o sol no horizonte, e a fronteira entre o dia e a noite. De um lado o abrigo, o aconchego, o conhecido, nossas vidas com seus dramas pessoais, seus momentos trágicos, e muitas vezes desconfortáveis, e de outro, o desconhecido, o inexplorado, uma fronteira sem limites de possibilidades assustadoras de reconstrução, e de abandono de nossas tragédias pessoais. A deriva, a exploração, a coragem pioneira são escavadas de uma maneira que recorrentemente se pergunta; a coragem para enfrentar este desafio advém da nobreza de sentimentos ou do desconforto de situações particulares que nos lançaram na busca do desconhecido?
George Clooney e Sandra Bullock
O pioneirismo envolve uma coragem desproporcional ou é fruto de uma vontade de se afastar de problemas que não podemos efetivamente resolver? O filme não responde estas questões de forma simplista e reducionista, mas simplesmente desfila diante de nossos olhos as personalidades diferenciadas dos dois protagonistas; o veterano astronauta Matt Kowalsky (George Clooney) e a novata Ryan Stone (Sandra Bullock) em diálogos primorosos, que ao mesmo tempo mostram a grandeza e a fraqueza do humano.

Sandra Bullock e nosso planeta
A exploração de novas fronteiras, o pioneirismo, o desconforto com nossas vidas passadas confrontam de maneira inteligente a espacialidade interna de cada um de nós, com a espacialidade externa sem limites da imensidão de nosso próprio planeta e do cosmo. A segurança, o desconforto das vidas pregressas, as possibilidades da imensidão do espaço sideral. A Terra é vista também como um lugar cheio de lugares e especificidades, como o lago Zurich, no estado Illinois, origem da astronauta Ryan Stone, interpretada pela atriz Sandra Bullock, ou a Califórnia de Clooney. A dimensão da fronteira, do inexplorado não está apenas no além, mas também dentro de nós mesmos. Na complexidade da vida no lago, onde Bullock retorna a terra, quando um sapo ou uma rã simplesmente assistem a astronauta se desvencilhar da roupa de astronauta para conseguir chegar a superfície e respirar o ar da terra.

Outra questão presente no filme é a comunicação entre seres humanos, num mundo que desenvolveu incrivelmente as possibilidades de conexão, as interações parecem se banalizaram, tendendo a um relacionamento superficial, sem aprofundamento. O silêncio da imensidão do espaço e o palavrório da nossa comunicação contemporânea. Enfim um filme maravilhoso...

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Publicado no O Globo de 26/10/2013 um artigo meu sobre arquitetura feia

O Conjunto habitacional no antigo terreno do Presídio
Frei Caneca
Foi publicado no jornal O Globo de 26 de outubro de 2013, um artigo meu sobre arquitetura feia. A matéria trazia alguns exemplos mencionados por outros colegas de edificações na cidade do Rio de Janeiro que não primavam pela beleza. Dentre eles o conjunto habitacional construído no terreno do antigo presídio da Frei Caneca, que prima pela inadequação ao contexto. A arquitetura do programa Minha Casa Minha Vida vem recorrentemente reproduzindo este tipo de implantação inadequada, que mais contribui para estigmatização, do que para a integração. No artigo menciono o caráter impositivo da arquitetura frente a outras artes, baseado num crítico italiano Bruno Zevi. Menciono também a cúpula de Santa Maria del Fiori em Florença, relembrando o cuidado e o debate que envolveu sua solução e concepção por um concurso público, vencido por Bruneleschi no século XIV. Abaixo a íntegra do artigo:

O que gera arquitetura feia? 

Ou melhor, o que faz a arquitetura inadequada diante de determinados contextos? Certamente um dos itens mais recorrentes nesta avaliação é a ausência de uma generosidade urbana, isto é, edifícios que não compreendem as complexidades da cidade e se posicionam de forma autista e alheia ao entorno urbano. 

Edifícios que não compreendem que a fruição do espaço pelo ser humano não sofre descontinuidade entre interior e exterior, mas que representa uma só continuidade. O crítico italiano Bruno Zevi escreveu que há na obra de arquitetura um inevitável caráter impositivo. Diferentemente de outros campos da arte, a obra arquitetônica impunha sua presença de forma autoritária e inexorável. Usuários variados podiam não assistir a uma peça de teatro, ou a um filme, ou se recusar a comprar um determinado livro ou obra literária, ou ainda não ir a uma exposição de um artista. Mas com a arquitetura estas opções não existiam, pois sua presença se impunha à paisagem urbana.


A saída inevitável para tal dilema é a ampliação da discussão da adequação de determinadas obras aos seus contextos específicos. A cultura do projeto, que se antecede, simulando os efeitos, benefícios e impactos das novas obras é algo inevitável, que certamente nos defende de muitos desastres anunciados. O desenvolvimento de técnicas de apresentação virtual de projetos, a confecção de maquetes físicas em várias escalas, o confronto de diversas hipóteses de implantação e desenvolvimento são certamente antídotos para a arquitetura feia. 

O duomo de Florença projetado por
Bruneleschi
Recentemente li que Bruneleschi, autor da cúpula de Santa Maria Del Fiori na cidade de Florença, apresentou no concurso em questão uma maquete que descrevia sua solução, mostrando a Comissão da Ópera sua concepção em detalhe. Esta antevisão e debate aprofundado sobre as complexas relações de custo e benefício que toda obra envolve são certamente um antídoto à arquitetura feia. O projeto é certamente um instrumento poderoso para ampliação da efetiva democracia neste campo, e esta não é garantia de acerto, mas da diminuição dos riscos de se produzir uma arquitetura feia

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Entrevista na Globo News sobre transporte público

Dei entrevista nesta quinta feira dia 24/10/2013 na Globo News, ao reporter Sidney Resende, sobre pesquisa divulgada do IPEA sobre a mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras. A pesquisa do IPEA mostra que 50% dos domicílios brasileiros possuem carro ou motocicleta disponíveis na garagem. O indice impressiona quando comparamos com o ano de 1992, quando esta porcentagem era de apenas 14,6%. Esta ampliação certamente se deve também a piora nos serviços de transporte público no país. O Rio de Janeiro é a pior capital em termos de tempo médio de deslocamento da casa para o trabalho com 47 minutos, superando São Paulo que tem 45,6 minutos. Na minha opinião, assim como a inflação, estes indices deveriam ser divulgados mensalmente, para que possamos medir e cobrar melhorias nas condições de deslocamento das nossas metrópoles.

Os links abaixo mostram a entrevista...

http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2013/10/devemos-pensar-no-transporte-como-uma-rede-diz-arquiteto-do-iab.html

http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/brasileiros-gastam-cada-vez-mais-tempo-para-chegar-ao-trabalho/2910708/

domingo, 20 de outubro de 2013

Megacities 2013 dias 22 e 23 de outubro no MAM Rio de Janeiro

No âmbito do ano da Alemanha no Brasil, se realizará nos dias 22 e 23 de outubro no Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro o evento Megacities, que tem como tema "Clean Energy Generation and Smart Use". O foco do evento estará sobre as energias descentralizadas, no sistema integrado de trânsito e em tecnologias inovadoras de eficiência energética. Neste mesmo evento, estarei mediando uma mesa, que leva o nome de; Tecnologias para Edificações Eficientes e Arquitetura Urbana Sustentável, no dia 23 de outubro. A mesa terá como debatedores;

Junia Santa Rosa - Diretora de Desenvolvimento Institucional e Cooperação Técnica, Secretaria Nacional de Habitação, Ministério das Cidades

Antônio Augusto Veríssimo -Chefe de Gabinete, Secretaria Municipal de Habitação do Rio de Janeiro

Dr. Roberto Loeb & Luis Capote - LOEBCAPOTE Arquitetura e Urbanismo, São Paulo

Fernando Resende - Gerente de Eco Commercial Building, Bayer S.A., São Paulo

Günter Leitner – CEO Knauf Brazil, Rio de Janeiro

Dr. Martin Schönheit –Diretor-Executivo, Dr. Schönheit + Partner Consulting GmbH, Colônia

A otimização da arquitetura urbana e a consideração de aspectos energéticos na construção e reforma de
edificações abrigam enormes potenciais de economia de energia, principalmente considerando o clima do Rio de Janeiro e do Brasil. O governo incentiva o cumprimento de padrões de eficiência energética através de selos como Casa Azul e Procel Edifica e na habitação social. Como acelerar o processo de aceitação e adesão destes padrões e quais são as tecnologias e os conceitos disponivéis no mercado.




sábado, 19 de outubro de 2013

100 anos de Vinicius de Moraes, o poetinha

A foto do Villarino no
Rio de Janeiro
Niemyer, Vinicius e Tom Jobim
Hoje faz cem anos do nascimento de Vinicius de Moraes, que recebeu a alcunha de poetinha por seu desprendimento e generosidade com a vida de uma maneira geral. Em 25 de setembro de 1956 estreava no Teatro Municipal do Rio de Janeiro a peça escrita por ele, Orfeu da Conceição, adaptação do mito grego de Orfeu para uma favela carioca. Essa peça marca o inicio da parceria de Vinicius de Moraes com um jovem e ainda desconhecido pianista, Tom Jobim, com uma compania de atores negros de Abdias Nascimento, e que teve ainda a cenografia do arquiteto Oscar Niemyer.

Placa de mármore na entrada do bar Vilarino 
Há uma foto no bar Vilarino, que mostra Oscar ao lado de Vinicius e outras figuras caras da bohemia carioca, como o mineiro Paulo Mendes Campos. Consta também a lenda de que Vinicius foi apresentado a Tom Jobim no mesmo bar por Lucio Rangel. O poetinha havia convidado Vadico, conhecido por suas parcerias com Noel Rosa em Feitiço da Vila, Conversa de Botequim e outras, mas este estava com problemas de saúde. Lucio Rangel, Vinicius de Moraes e Haroldo Barbosa debatiam quem poderia substituir Vadico, na produção musical da peça. Lucio Rangel então percebe que em outra mesa estava o jovem Tom Jobim, que já se destacava como arranjador de músicas em boates da moderna Copacabana. Nesta ocasião, após a apresentação, Tom Jobim pergunta a Vinicius de Moraes, com a típica irreverência carioca; "Tem um dinheirinho nisso aí?"

No Bar Vilarino na esquina da Av. Presidente Wilsom com a rua Calógeras no Rio de Janeiro há uma placa de mármore que celebra esta reunião de jovens talentos, que viria a fundar a bossa nova.

Entrevista a EBC Repórter Rio sobre o desmonte da perimetral

Na última sexta feira dia 18 de outubro de 2013 fui entrevistado pela EBC no programa Réporter Rio, que vai ao ar por volta de meio dia, sobre a derrubada do viaduto da Perimetral no rio de Janeiro. Acabaram publicando apenas uma parte da entrevista, na qual menciono a urgência de se investir nos modais de alta capacidade como trens, metrô e barcas.

Mas também havia mencionado o desmonte das estruturas de planejamento do município e do estado, que diante da demolição da perimetral, parecem alçar um vôo cego, sem poder apresentar estudos embasados, que garantam que este desmonte não significará o caos. O governo do estado afirma que está reformando a Estação Araribóia em Niterói, sem fazer nada na da Praça XV, o que demonstra claramente a inexistência do planejamento por parte do governo do estado. Por outro lado, o governo municipal pretende retirar os ônibus de circulação do centro, segurando-os no Instituto de Ortopedia (INTO) ou na estação do Metrô do Estácio, sem ter feito qualquer intervenção em ambos os locais. Mais uma vez se constata a inexistência de estruturas de planejamento capazes de pensar a cidade, também por parte do governo municipal. Realmente, percebe-se que estas são ações voluntariosas sem qualquer articulação e estruturação, portanto sem planejamento. Me parece, que a cidade merecia ser melhor tratada por nossos governantes.

Veja abaixo a entrevista.

http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterrio/episodio/prefeitura-adia-interdicao-da-perimetral