No dia 05 de abril de 2013 reuniu-se na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, no contexto do Seminário Q+50 A Moradia Brasileira, a mesa redonda composta por; Pablo Benetti, Elizabeth França e Claudia Pires mediados por Pedro da Luz Moreira.
Pablo Benetti apresentou uma evolução do debate em torno da produção da Moradia Brasileira, especificando cinco momentos desta produção; O Modernismo, O BNH, O Conjunto do Cafundá, O Favela Bairro e o Momento Atual. Pablo destacou que a produção da Moradia Brasileira deve se pautar pela construção de urbanidade, que garanta a reprodução familiar no contexto da cidade.
Elizabeth França destacou o nome dado ao Seminário em pauta - A Moradia Brasileira - sem a adjetivação da habitação social. A arquiteta também enfatizou que é necessário dar protagonismo às familias e comunidades, permitindo que estas escolham os locais e os arquitetos que desenharão suas moradias.
Claudia Pires assinalou o momento atual, como uma oportunidade única para a produção da moradia no Brasil, uma vez que estão disponíveis um instrumental poderoso, como o Estatuto da Cidade, a Lei de Assistência Técnica, a NBR 15575, os Planos Diretores e o Minha Casa, Minha Vida. A sinergia que poderá ser obtida pela manipulação deste instrumental é única e potente para mudar a face das cidades brasileiras.
Claudia Pires, Pedro da Luz Moreira, Pablo Benetti e Elizabeth França no de bate Q+50 - A Moradia Brasileira
Diário de Pedro da Luz Moreira, interessado em discutir a arquitetura, a cidade e o projeto
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Mais alguns exemlos do acervo arquitetônico da cidade de Rio Grande
Exemplos de boa arquitetura na cidade de Rio Grande no estado do Rio Grande do Sul, de diversas épocas e periodos, que mereciam estar destacados pelo desenho urbano da cidade. O Teatro Carlos Gomes é hoje uma loja da cadeia nacional do Ponto Frio. Será que este exemplar era o antigo Teatro de Ópera da cidade?
domingo, 7 de abril de 2013
A cidade de Rio Grande no Rio Grande do Sul
A cidade de Rio Grande ao sul de Porto Alegre é um interessante exemplo da rede de municípios do Brasil e do seu potencial turístico e cultural. Localizada na foz da Lagoa dos Patos, é um importante porto brasileiro e a mais antiga cidade do estado do Rio Grande do Sul, fundada em 1737.
Ela possui um patrimônio arquitetônico invejável, com exemplares importantes de diferentes periodos e sensibilidades. No entanto, a cidade como outras no Brasil, se ressente de uma articulação estruturada entre estes exemplares, que poderia ser obtido com um tratamento adequado do seu espaço público, ruas e calçadas. Este tratamento do espaço público permitiria ao visitante desfrutar destes exemplares de forma mais confortável, valorizando de forma importante este patrimônio. Além disto, alguns exemplares como a antiga Alfândega não podem ser visitados no seu espaço interno. O poder público deveria procurar novos usos que permitissem ao visitante desfrutar desta espacialidade interna, oferecendo aos seus visitantes este importante patrimõnio arquitetônico.
Abaixo a antiga Alfândega e o mercado de peixe da cidade de Rio Grande.
Ela possui um patrimônio arquitetônico invejável, com exemplares importantes de diferentes periodos e sensibilidades. No entanto, a cidade como outras no Brasil, se ressente de uma articulação estruturada entre estes exemplares, que poderia ser obtido com um tratamento adequado do seu espaço público, ruas e calçadas. Este tratamento do espaço público permitiria ao visitante desfrutar destes exemplares de forma mais confortável, valorizando de forma importante este patrimônio. Além disto, alguns exemplares como a antiga Alfândega não podem ser visitados no seu espaço interno. O poder público deveria procurar novos usos que permitissem ao visitante desfrutar desta espacialidade interna, oferecendo aos seus visitantes este importante patrimõnio arquitetônico.
Abaixo a antiga Alfândega e o mercado de peixe da cidade de Rio Grande.
Seminário na cidade de Rio Grande no Rio Grande do Sul discute a produção de moradia no Brasil
O Seminário Q+50 discute a produção da moradia no Brasil contemporâneo. Dentre as propostas que circulam nas salas de debate há um cardápio de alternativas para reformar o programa do Governo Federal denominado Minha Casa Minha Vida (MCMV). Dentre elas destaco o decálogo abaixo:
1. Conferir protagonismo à familia para que ela escolha seu financiamento, seu bairro e sua moradia
2. Promover empreendimentos inseridos na cidade existente, onde exista mistura de usos e rendas
3. Pulverização em pequenos empreendimentos das iniciativas
4. Garantir a universalização dos serviços públicos (água, esgoto, lixo, iluminação, etc...) em todas as partes da cidade brasileira
5. Articulação do Programa MCMV com pré-existências como favelas e aglomerações populares, promovendo sua integração
6. Não admitir a expansão da cidade existente
7. Gestões efetivas baseadas no Estatuto da Cidade para controlar o valor da terra urbana
8. Ampliar e divulgar as opções de financiamento
9. Empoderar os municípios na promoção dos empreendimentos do MCMV
10. Conferir protagonismo ao Plano e ao Projeto como instrumentos capacitados para avaliar os custos e benefícios dos empreendimentos.
Promovido pelo IAB, a segunda edição do ciclo Seminários de Política Urbana Q+50, que tem como objetivos reforçar a agenda política das cidades e das metrópoles brasileiras e comemorar os 50 anos do histórico Seminário Nacional de Habitação Urbana, realizado no Hotel Quitandinha em 1963
. As próximas edições serão em São Paulo, Brasília, Minas Gerais, Bahia e Amazonas.
1. Conferir protagonismo à familia para que ela escolha seu financiamento, seu bairro e sua moradia
2. Promover empreendimentos inseridos na cidade existente, onde exista mistura de usos e rendas
3. Pulverização em pequenos empreendimentos das iniciativas
4. Garantir a universalização dos serviços públicos (água, esgoto, lixo, iluminação, etc...) em todas as partes da cidade brasileira
5. Articulação do Programa MCMV com pré-existências como favelas e aglomerações populares, promovendo sua integração
6. Não admitir a expansão da cidade existente
7. Gestões efetivas baseadas no Estatuto da Cidade para controlar o valor da terra urbana
8. Ampliar e divulgar as opções de financiamento
9. Empoderar os municípios na promoção dos empreendimentos do MCMV
10. Conferir protagonismo ao Plano e ao Projeto como instrumentos capacitados para avaliar os custos e benefícios dos empreendimentos.
Promovido pelo IAB, a segunda edição do ciclo Seminários de Política Urbana Q+50, que tem como objetivos reforçar a agenda política das cidades e das metrópoles brasileiras e comemorar os 50 anos do histórico Seminário Nacional de Habitação Urbana, realizado no Hotel Quitandinha em 1963
. As próximas edições serão em São Paulo, Brasília, Minas Gerais, Bahia e Amazonas.
sábado, 6 de abril de 2013
Entrevista sobre incêndio na região do SAARA
Entrevista sobre o incêndio na região da Sociedade Amigos e Amantes da Rua da Alfândega (SAARA) ocorrido antes da Páscoa de 2013. Houve edição dos meus comentários, truncando um pouco as idéias apresentadas. O que falei na entrevista e que não foi ao ar foi que o Programa do Corredor Cultural havia sido um grande sucesso para requalificação das fachadas na região, que agora era importante promover alguma fiscalização por parte das concessionárias e poder público das instalações elétricas...
http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterrio/episodio/proprietarios-enfentam-dificuldades-para-restaurar-e-conservar-casaroes-do#media-youtube-1
http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterrio/episodio/proprietarios-enfentam-dificuldades-para-restaurar-e-conservar-casaroes-do#media-youtube-1
quinta-feira, 4 de abril de 2013
DRESDEN UMA CIDADE BARROCA
Dresden é uma cidade barroca na Europa. Esta classificação pode ser observada considerando dois diferentes autores como GOITIA, Fernando Chueca - Breve História do Urbanismo, BENEVOLO, Leonardo - A cidade na História da Europa. A cidade barroca é a cidade do príncipe ou do poder absoluto, submetida a um eixo perspéctico único, ou pelo menos a um sistema de eixos. BENEVOLO cita que ela foi reconstruída em 1685 após um incêndio, dentro dos princípios do eixo perspéctico barroco. GOITIA menciona que a perspectiva é uma vontade de organizar o poder em torno do príncipe, e cita Dresden como um dos mais belos espaços barrocos da Europa. Ela foi residência do príncipe da Saxônia, que é um dos reinos da Confederação Germânica, que irão no final do século XIX compor a futura Alemanha. Isto significa que assim como Turim na Itália, que também é uma cidade barroca, Dresden é uma cidade estado, e teve a necessidade de representar em seu território esta demonstração do poder, como outra qualquer capital. Os dois livros; BENEVOLO, no capítulos 5 A difícil adequação as regras da perspectiva e GOITIA, no capítulo 7 A cidade barroca, são interessantes referências para compreender o fenômeno da cidade barroca como representação do poder.
Os principais monumentos e marcos históricos da cidade de Dresden são; A igreja Frauenkirche, o Zwinger, a ópera de Gottfried Semper, os castelos do Elba ou a cidade jardim Hellerauer Gartenstadt. A ópera de Gottfried Semper (*1803, +1879) já é uma manifestação do ecletismo, com uma maior carga racional , ligada ao Iluminismo Alemão. Este arquiteto irá escrever um tratado importante de arquitetura, típico do século XIX ligado ao iluminismo alemão que abriga figuras incríveis como Schinkel, Wagner (músico) e ele. O livro de FRAMPTON, Kenneth, Studies of Tectonic Culture menciona esta corrente no capítulo 3, The Rise of Tectonic: Core Form and Art Form in the German Enlightenment, 1790-1870. Semper será um importante teórico da arquitetura, construindo uma importante vertente que articula uma objetividade construtiva a estudos arqueológicos e culturais, fundando a idéia da poética tectônica.
Além disto a cidade de Dresden foi inteiramente destruída pelas bombas aliadas na 2a guerra mundial, apesar de não ser um alvo militar importante, pois me parece era uma cidade universitária, sem instalações estratégicas como industrias ou divisões do exército alemão.
Contemporaneamente a cidade de Dresden vem recebendo uma série de intervenções de arquitetos europeus contemporâneos, como Normam Foster, que projetou a estação central de trens a Hauptbahnhof E, Peter Kulka projetou o telhado transparente para o pequeno pátio do castelo Residenzschloss, e Daniel Libeskind foi responsável pelo projeto da ampliação e reforma do Museu de História Militar.
Dresden é uma cidade barroca na Europa. Esta classificação pode ser observada considerando dois diferentes autores como GOITIA, Fernando Chueca - Breve História do Urbanismo, BENEVOLO, Leonardo - A cidade na História da Europa. A cidade barroca é a cidade do príncipe ou do poder absoluto, submetida a um eixo perspéctico único, ou pelo menos a um sistema de eixos. BENEVOLO cita que ela foi reconstruída em 1685 após um incêndio, dentro dos princípios do eixo perspéctico barroco. GOITIA menciona que a perspectiva é uma vontade de organizar o poder em torno do príncipe, e cita Dresden como um dos mais belos espaços barrocos da Europa. Ela foi residência do príncipe da Saxônia, que é um dos reinos da Confederação Germânica, que irão no final do século XIX compor a futura Alemanha. Isto significa que assim como Turim na Itália, que também é uma cidade barroca, Dresden é uma cidade estado, e teve a necessidade de representar em seu território esta demonstração do poder, como outra qualquer capital. Os dois livros; BENEVOLO, no capítulos 5 A difícil adequação as regras da perspectiva e GOITIA, no capítulo 7 A cidade barroca, são interessantes referências para compreender o fenômeno da cidade barroca como representação do poder.
Os principais monumentos e marcos históricos da cidade de Dresden são; A igreja Frauenkirche, o Zwinger, a ópera de Gottfried Semper, os castelos do Elba ou a cidade jardim Hellerauer Gartenstadt. A ópera de Gottfried Semper (*1803, +1879) já é uma manifestação do ecletismo, com uma maior carga racional , ligada ao Iluminismo Alemão. Este arquiteto irá escrever um tratado importante de arquitetura, típico do século XIX ligado ao iluminismo alemão que abriga figuras incríveis como Schinkel, Wagner (músico) e ele. O livro de FRAMPTON, Kenneth, Studies of Tectonic Culture menciona esta corrente no capítulo 3, The Rise of Tectonic: Core Form and Art Form in the German Enlightenment, 1790-1870. Semper será um importante teórico da arquitetura, construindo uma importante vertente que articula uma objetividade construtiva a estudos arqueológicos e culturais, fundando a idéia da poética tectônica.
Além disto a cidade de Dresden foi inteiramente destruída pelas bombas aliadas na 2a guerra mundial, apesar de não ser um alvo militar importante, pois me parece era uma cidade universitária, sem instalações estratégicas como industrias ou divisões do exército alemão.
Contemporaneamente a cidade de Dresden vem recebendo uma série de intervenções de arquitetos europeus contemporâneos, como Normam Foster, que projetou a estação central de trens a Hauptbahnhof E, Peter Kulka projetou o telhado transparente para o pequeno pátio do castelo Residenzschloss, e Daniel Libeskind foi responsável pelo projeto da ampliação e reforma do Museu de História Militar.
A abóboda celeste do Rio de Janeiro precisa ser olhada com mais profundidade. A cúpula que nos cobre está constantemente sendo neglicenciada. A arquitetura desta cidade precisa reconhecer as especificidades próprias que a compõe, olhando além da sua escala. Talvez seja importante ler ARGAN, Giulio Carlo, na sua descrição da abóboda celeste de Florença e sua relação com a cúpula desenhada por Bruneleschi:
"Vasari foi o primeiro a observar que a cúpula de Santa Maria del Fiore não deveria ser relacionada apenas ao espaço da catedral e respectivos volumes, mas ao espaço de toda cidade, ou seja, a um horizonte circular, precisamente ao perfil das colinas ao redor de Florença: 'Vendo-se ela elevar-se em tamanha altura, que os montes ao redor de Florença parecem semelhantes a ela.' Portanto, também está relacionada ao céu que domina aquele horizonte de colinas e contra o qual 'parece que realmente combata - e na verdade, parece que o céu dela tenha inveja, pois sem cessar os raios todos os dias a procuram'."
Abs Pedro
"Vasari foi o primeiro a observar que a cúpula de Santa Maria del Fiore não deveria ser relacionada apenas ao espaço da catedral e respectivos volumes, mas ao espaço de toda cidade, ou seja, a um horizonte circular, precisamente ao perfil das colinas ao redor de Florença: 'Vendo-se ela elevar-se em tamanha altura, que os montes ao redor de Florença parecem semelhantes a ela.' Portanto, também está relacionada ao céu que domina aquele horizonte de colinas e contra o qual 'parece que realmente combata - e na verdade, parece que o céu dela tenha inveja, pois sem cessar os raios todos os dias a procuram'."
Abs Pedro
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Catedral de São Pedro
Teatro Carlos Gomes