A exposição Casa cidade mundo: a beleza possível no Centro Cultural Hélio Oiticica no Rio de Janeiro traz uma prancha com uma proposta minha, para uma quadra habitacional para a cidade brasileira. A ideia é enfatizar, que a casa não existe sem a cidade, assim como a cidade não existe sem a casa, uma relação dialética, que os dados quantitativos do déficit habitacional querem negar. O déficit habitacional brasileiro, que segundo dados da Fundação João Pinheiro em Minas Gerais está em 6 milhões de casas reduz o problema a uma mera questão quantitativa. Na verdade, a produção dessas 6 milhões de residências precisam estar inseridas num território urbano rico e pleno de diversidade, e a fixação desse dado não ajuda, mas confunde o real dimensionamento do desafio, que temos pela frente. A produção da cidade com qualidade, com uma ocupação do território que promova equidade e aproximação entre os diversos setores que compõem a sociedade brasileira é um imenso desafio.
A quadra proposta é apenas um ítem de uma política habitacional, que deveria ser mais ampla e articulada com as pré-existências como favelas, antigos contínuos implantados, áreas históricas, enfim com a cidade existente.Pesquisas recentes mostram que existem cerca de 30% de imóveis vazios em bairros consolidados como Copacabana no RJ ou Higienópolis em SP. Colocá-los no mercado faz parte da estratégia de tentar fazer frente aos 6 milhões de unidades do déficit.
A quadra proposta faz menção aos territórios onde será necessário construir o novo, mas ela se refere a elementos presentes em todas as cidades, portanto também ao existente; o lote, a quadra e a rua. Elementos da cidade, que estruturam nossa compreensão do privado e do público.
A abertura da exposição é nesse sábado dia 03 de outubro de 2015.
Diário de Pedro da Luz Moreira, interessado em discutir a arquitetura, a cidade e o projeto
sábado, 3 de outubro de 2015
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Visita a Arena do Morro dos arquitetos Herzog e De Meorun em Natal
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| O projeto completo dos arquitetos Herzog e De Meorun me Natal |
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| Os elementos; a quadra, a cobertura e os volumes curvos |
| A incrivel captação da luz da capital potiguar na Arena do Morro |
| Detalhe do posicionamento dos panos de telhas na Arena do Morro |
A seguir apresento uma série de fotos que tirei no local... Além delas fui alertado por outro colega Luiz Fernando Freitas, que postou um comentário bastante elucidativo sobre a obra, relativo a autoria do projeto, e que aqui reproduzo; Projeto do escritório Herzog & de Meuron, com apoio e desenvolvimento da equipe local, composta pelos seguintes profissionais: Arquitetos - Lúcio Dantas (Coordenador), Verner Monteiro, José Carlos de Souza, Glênio Lima, André Alves, Lorraine Egito, Alice Ruck, Juliana Montenegro (Paisagismo) e Bernadete Lula (Ritur). Engenheiros - Márcio Medeiros (Cálculo Estrutural), Carlos Linhares e Raul Rebouças (Instalações prediais). Execução: AR Construções Ltda., através dos Engenheiros Edma Medeiros, Roberto Antunes e Antônio José de Oliveira. Mestre de Obras: Geraldo Dias. Serralheria: Aldomilson Pelé Soares. Formas de concreto: Imeco (Eng. Adília Aquino), Estrutura Metálica: Vulcano (Eng. Mec. Alexandre Câmara e Gustavo Costa), Pintura: Sherwin Williams. Blocos de concreto: PavBlocos (Eng. George Neves). Revestimento de Piso e paredes em granilite: Revindústria (Eng. Angelo Vilaça). Qualidade do Concreto: EEPC Engenharia (Eng. Martins Júnior). Iluminação: Lustres Projeto. Equipamentos esportivos: Pequita Sports. Esquadrias: Divmark (Sistema Neocom) e Pollyana Móveis (Ailton Azevedo). Obra de arte: Flávio Freitas. Cliente: Centro Sócio Pastoral N. Sra. da Conceição / Fundação Ameropa.
| Aspecto externo da Arena do Morro em Natal |
| A laje na extremidade da esquina na Arena do Morro em Natal |
| Detalhe do elemento vazado de concreto pré-moldado |
Matéria no Jornal Nacional menciona escolas em Cuiabá com projeto feito no Rio Grande do Sul
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| Escola Polivalente em Uberlândia MG |
A matéria é ligeira e não detalha essa origem despreocupada com o os diversos contextos onde elas foram realizadas, fazendo parte, na verdade da recorrente divulgação da agenda negativa, que perpassa o país contemporaneamente. Mas mesmo com esse projeto repetido e carimbado, me parece que a solução do problema é bastante simples, merecendo a contratação de um arquiteto com experiência na adequada produção de conforto térmico nas construções. Me parece, que bastaria a aplicação nos planos verticais dos sheads de venezianas de vidro, que permitissem a saída do ar quente, gerando uma circulação de ar constante, melhorando sensivelmente o conforto térmico na edificação.
Abaixo o link com a matéria, vale a pena checar...
http://g1.globo.com/jornal-nacional/edicoes/2015/09/24.html#!v/4492388
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Debate no IAB-RJ sobre a demolição do viaduto da Perimetral no Rio de Janeiro
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| Janot, eu e Geronimo Leitão |
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| O grupo do LAMUR antes da projeção |
Enfim, foi uma tarde noite proveitosa...
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Exposição casa, cidade, mundo dia 03 de outubro no Hélio Oiticica
A exposição Casa Cidade Mundo, a beleza possível será inaugurada nesse sábado dia 03 de outubro de 2015 no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, perto da Praça Tiradentes no Rio de Janeiro. Na mostra estou apresentando um trabalho, que envolve uma proposta para uma quadra habitacional para as cidades brasileiras. Nessa quadra de 100 por 100 metros procurei implantar habitações diferenciadas de diferentes tipologias, agregando também usos comerciais. A proposta pretende debater uma configuração de uma quadra habitacional com pluralidade de usos (comércio e habitação), diversidade de tipologias e variedade de extratos sociais para o problema habitacional brasileiro.
Enfim é uma excelente oportunidade para debater e pensar sobre as formas e forças que vem construindo a cidade brasileira...
Enfim é uma excelente oportunidade para debater e pensar sobre as formas e forças que vem construindo a cidade brasileira...
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
O arquiteto português Nuno Martins esteve no auditório do Instituto de Arquitetos do Brasil departamento do Rio de Janeiro (IAB-RJ) nessa quinta feira dia 17 de setembro de 2015, discutindo as ações de sua ONG Building 4 Humanity, na sigla em inglês. A palestra recebeu o título de “Arquitetura humanitária: desenhando para o risco, construindo resiliência.
O termo resiliência, no campo da arquitetura e do urbanismo nos últimos tempos, vem sendo recorrentemente utilizado, assim como sustentabilidade, chegando mesmo perto da exaustão. As palavras quando utilizadas nessa intensidade tendem a não significar mais nada, pois denominam tudo. Diferentes conceitos, atitutes e posicionamentos estão abrigados numa palavra tão usada, fazendo de sua própria definição algo fluido, capaz de se moldar em diferentes formatos.
Apesar disso, percebe-se na atitude do arquiteto a emergência de um novo tipo de profissional, que tende a valorizar o processo de construção da benfeitoria, que toda arquitetura envolve, mais que o próprio produto final que essa constrói. De uma maneira geral, tendo a achar essa atitude preconceituosa, apontando uma atitude do arquiteto diferente quando se defronta com a precariedade, e outra quando está diante da plenitude de recursos. Mas quando se verifica a obra apresentada de Nuno Martins, nas difíceis condições da África em Guiné Bissau, percebe-se também um compromisso com o resultado final, que denota uma atitude ética e moral, que muito observa as características culturais, sociais, psicológicos, espirituais e econômicos.
Vale a pena visitar o site da ONG no link abaixo;
https://buildinghumanity.wordpress.com/about/declaracao-de-principios/
O termo resiliência, no campo da arquitetura e do urbanismo nos últimos tempos, vem sendo recorrentemente utilizado, assim como sustentabilidade, chegando mesmo perto da exaustão. As palavras quando utilizadas nessa intensidade tendem a não significar mais nada, pois denominam tudo. Diferentes conceitos, atitutes e posicionamentos estão abrigados numa palavra tão usada, fazendo de sua própria definição algo fluido, capaz de se moldar em diferentes formatos.
Apesar disso, percebe-se na atitude do arquiteto a emergência de um novo tipo de profissional, que tende a valorizar o processo de construção da benfeitoria, que toda arquitetura envolve, mais que o próprio produto final que essa constrói. De uma maneira geral, tendo a achar essa atitude preconceituosa, apontando uma atitude do arquiteto diferente quando se defronta com a precariedade, e outra quando está diante da plenitude de recursos. Mas quando se verifica a obra apresentada de Nuno Martins, nas difíceis condições da África em Guiné Bissau, percebe-se também um compromisso com o resultado final, que denota uma atitude ética e moral, que muito observa as características culturais, sociais, psicológicos, espirituais e econômicos.
Vale a pena visitar o site da ONG no link abaixo;
https://buildinghumanity.wordpress.com/about/declaracao-de-principios/
Mais uma indicação de como o projeto é desarticulado na cidade brasileira
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| Cadeirante sofre humilhação para acessar bondes |
As obras do bondinho de Santa Teresa estão mais uma vez paradas, sem qualquer previsão de retomada dos serviços, e ainda mostra essa clara manifestação de desarticulação das suas ações, típica de quem não investe em projeto e planejamento.
Abaixo link da matéria no jornal O Globo...
http://oglobo.globo.com/rio/atleta-cadeirante-enfrenta-dificuldade-de-acesso-em-cartoes-postais-da-cidade-do-rio-17527787
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