segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Matéria na EBC sobre restauração de imóveis no centro do Rio de Janeiro

Imagem de alguns sobrados restaurados no centro da
cidade do Rio de Janeiro
Na sexta feira dia 03 de janeiro de 2014 fiz uma entrevista sobre o Edital que a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro lançou para restauro de edificações no centro. O IAB-RJ elabora junto com o Instituto Rio de Patrimônio da Humanidade (IRPH) e o Clube de Engenharia um evento para discutir as potencialidades deste tipo de edital. A ideia do edital é fomentar a recuperação de contínuos edificados do centro, que não se constituam como monumentos isolados, mas como edificações que conformem um conjunto expressivo de edificações.

O evento deverá ocorrer no dia 21 de janeiro no IAB-RJ. Vejam a matéria no link abaixo.

http://www.tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/bloco/prefeitura-do-rio-cria-programa-para-restaurar-predios

domingo, 5 de janeiro de 2014

Caetano Veloso fala sobre Salvador e o urbanismo brasileiro

O centro de Salvador
No jornal O Globo de hoje, dia 05 de janeiro de 2014, o compositor e cantor baiano, Caetano Veloso escreveu sobre a cidade de Salvador com veneração e ódio. Ele começa determinando que esta cidade é um espelho do nosso país, pois "fala de modo enfático sobre as coisas do Brasil." Sem dúvida, as cidades são espelhos que refletem nosso estágio de desenvolvimento social.
Afinal, em que lugar poderíamos encontrar marcado de forma concreta em seu território as maneiras da nossa história.

Caetano também menciona a luz do lugar que Salvador ocupa, como uma característica mágica daquele pedaço do nosso planeta; "luz dourada que banha o lugar onde ela (Salvador) se ergueu..." Como poeta que é, Caetano sabe que as obras humanas são efêmeras e que o fenômeno da posição cósmica da cidade de Salvador, seu mar, sua luz, permanecerão muito além do mero episódio, que é a construção humana.

Mas Caetano também celebra de forma saudosista a Salvador de seus "17 para 18 anos" e menciona Stefan Zweig que nos anos 30 do século XX, "escreveu, entre muitas outras coisas para as quais deveríamos prestar mais atenção, que 'o Brasil tem as cidades mais bonitas do mundo'..."Contrapõe a esta visão idílica das cidades brasileiras os depoimentos de Lévi-Stauss que foram mais duros e críticos com relação às nossas aglomerações, concluindo "que o tempo só fazia e só faria mal ao urbanismo brasileiro."

A partir daí, o compositor se lamenta, considerando que Salvador e outras cidades brasileiras perderam a oportunidade de "planejar sua modernização mantendo-a... teríamos hoje uma jóia do Atlântico Sul, em lugar do caos que vemos." Certamente Caetano se refere ao antigo centro de Salvador e as suas adjacências imediatas, que nos seus 17 para 18 anos se constituíam na imagem mais forte da cidade.

Recentemente, comentei aqui no blog o desperdício que percebi na cidade de Salvador, num texto de 12 de maio de 2013, no qual identificava a opção feita pela capital baiana por uma forma de vida urbana centrada no carro individual, nos condomínios isolados, e no abandono do seu antigo centro, como local de moradia. Também apontava, que este abandono do centro representava uma perda na qualidade de vida dos seus habitantes, que retro-alimentava uma sensação de insegurança, pois...

"Este equipamento - o centro de Salvador - possui um patrimônio construído invejável, com um conjunto de edificações que materializam um contexto único e maravilhoso, que nos orgulha como brasileiros. Uma pena, que esta estrutura notável encontre-se tão abandonada, edificações desocupadas, ruas desertas, dominadas pela insegurança."

O problema não está apenas em Salvador, mas na maioria das cidades brasileiras, que optaram pelo rodoviarismo desenfreado, pelo comércio de shopping centers, e pela habitação em condomínios fechados, que se separam do conjunto da cidade. O urbanismo brasileiro precisa agora no momento atual restaurar não só as edificações dos seus centros históricos, mas torná-los habitáveis e sintonizados com a vida contemporânea. Assim confirmaremos a avaliação de Stephan Zweig e reconstruiremos nossas cidades replanejadas e belas, para que Caetano Veloso possa realizar o que afirma ao final de seu texto; "mas meu sonho não acabou."

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Matéria no Jornal O Globo de hoje 03 de janeiro de 2014

Imagem da matéria no jornal
O Globo
Foi publicado hoje no jornal O Globo uma matéria a respeito da transparência que seria alcançada no Brasil, se houvesse uma cultura do plano e do projeto, como protagonista das obras públicas. O que procurei defender quando fui entrevistado pelo repórter é que a fase de projeto é uma etapa, que quando bem explorada representa para a futura obra um ganho substancial de consciência das complexas relações de custo e benefício, que qualquer transformação envolve. O instrumento do concurso público de projetos, que é obrigatório em alguns países para obras públicas a partir de uma certa quantidade de metros quadrados, garante também grande visibilidade para as hipóteses levantadas por qualquer projeto. Anexo a imagem da matéria...

Concurso Público de Projetos para Centros Culturais em Cabo Frio, Nova Friburgo e Paraty

O Instituto de Arquitetos do Brasil - Rio de Janeiro (IAB-RJ), o Governo do Estado do Rio, o Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançam, nesta segunda-feira, dia 6 de janeiro, o Concurso Centro Cultural de Eventos e Exposições (CCEE), para projetos em Cabo Frio, Nova Friburgo e Paraty. A cerimônia acontecerá às 10h, na sede do IAB-RJ, no Flamengo (Rua do Pinheiro, 10), no Rio de Janeiro. As inscrições podem ser feitas de terça-feira (7/01) ao dia 7 de março de 2013. O edital e o termo de referência serão disponibilizados no site concursoccee.iabrj.org.br.

Serão realizados três concursos distintos dentro do Concurso CCEE, e três projetos serão escolhidos para serem desenvolvidos - um para cada município. A premiação, por município, será de R$ 50 mil para o vencedor (a título de adiantamento do valor do projeto), R$ 25 mil para o segundo colocado e R$ 20 mil para o terceiro. Os valores previstos para os projetos de Cabo Frio, Nova Friburgo e Paraty são de, respectivamente, R$ 1,261 milhão, R$ 1,2 milhão e R$ 1,137 milhão. As inscrições podem ser realizadas individualmente para o concurso de cada localidade - serão aceitas, no máximo, três inscrições de cada concorrente, uma para cada concurso.

Para o presidente do IAB-RJ, Pedro da Luz Moreira, o Concurso CCEE é uma excelente oportunidade para induzir o desenvolvimento dos municípios beneficiados: "Essa importante iniciativa, que visa a aprimorar o turismo de negócios no Estado do Rio de Janeiro, articula-se com o desenvolvimento da cultura arquitetônica, no sentido de promover maior adequação entre as novas edificações e os contextos locais. Há muito tempo, os concursos públicos se constituem na melhor forma de escolha de projeto, por se tratar daquela que mais visibilidade e debate confere às diferentes hipóteses construtivas."

Os três concursos previstos serão realizados em etapa única, em fase de Estudo Preliminar. Os trabalhos concorrentes devem apresentar as informações necessárias para a compreensão das propostas arquitetônicas e das soluções tecnológicas previstas no edital e demais documentos.

O Concurso CCEE é aberto a todos os arquitetos brasileiros legalmente habilitados para o exercício da profissão. Arquitetos estrangeiros podem integrar equipes sob a coordenação de um profissional registrado no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU). As exigências e especificidades do concurso exigem a formação de equipes multidisciplinares para atender aos requisitos técnicos indicados no edital e nos demais documentos.
     
Mais informações no hotsite do concurso, que estará no ar a partir do dia 6:  http://concursoccee.iabrj.org.br/

Foi publicado matéria no jornal O Globo sobre o concurso, ver link abaixo

http://oglobo.globo.com/rio/iab-lanca-concurso-de-projetos-para-centros-de-convencoes-11224453




terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Como hoje é natal

Em 2012 o IAB-RJ concedeu o prêmio de personalidade do
ano a Cacá Diegues
Como hoje é natal e o espírito natalino preenche todos os desvãos da nossa alma "luso-afro-indígena" deste nosso Brasil, reproduzo abaixo um texto publicado pelo cineasta Cacá Diegues, no jornal O Globo em 13/12/2013, que nos lembra de um natal onde havia menos papai noel e mais presépios, partorinhas e outras coisas mais...Assim como ele não sou saudosista, mas acho que devemos celebrar mais nossa origem portuguesa, na sua indiferença às diferenças, nos seus pastoris, reisados, e outras festas do nosso natal... Na verdade, acho que estou com saudades de Lisboa, essa cidade que é uma das mais bonitas capitais da Europa, na qual passei o ano novo do ano passado com meu filho Felipe...


Hoje a festa é sua
Cacá Diegues    - - - - - - - - - -   13 dez 13
Por razões profissionais, me encontro em Lisboa nessas vésperas de Natal. Adoro essa cidade. Não só porque ela é linda, elegante, afetuosa e fala a nossa lingua, como também porque aqui percebo de onde vim.
Como Portugal não participou de nenhuma daquelas guerras arrasadoras e genocidas do século 20, Lisboa permaneceu inteira. Isso é, inteira como sempre foi depois de destruída por um terremoto seguido de maremoto que acabou com dois terços da cidade, em 1755. Ao contrário do que escreveu Lévy Strauss sobre o Brasil exibir uma decadência que não conheceu a civilização, as poucas ruínas de Lisboa parecem intervenções urbanas contemporâneas, como as que produz em outras cidades Gordon Matta-Clark, autodenominado “o anarquiteto”, com manipulação artística de prédios em demolição.
É comovente ver uma juventude lisboeta moderna, a passear pelas velhas vias da cidade vestindo, cantando e dizendo algo à altura do que veste, canta e diz qualquer jovem em Nova York, Londres, Paris ou Barcelona. Assim como não é possível deixar de pensar numa cultura secular, quando se come muito bem em qualquer canto caro ou barato de Lisboa.
No ensaio “Notas para uma definição de cultura”, T.S.Eliot diz que cultura e conhecimento não têm nada a ver, não são a mesma coisa, aquela antecede a este. O conhecimento é uma forma superior das relações do homem com a natureza, enquanto a cultura faz parte e é indispensável à própria existência do homem sobre a terra.
Já cansei de dizer a meus amigos que devíamos nos orgulhar de termos a origem portuguesa que temos. Devíamos aproveitar o fato de sermos a única nação luso-afro-indígena do mundo. Alguma coisa de original temos que extrair dessa mistura, daí sairia nossa potencial contribuição à civilização humana, poderíamos torná-la mais fraterna, solidária e indiferente às diferenças.

Vizinha à torre de Belém, me espanto com a reprodução de uma nau das descobertas, uma daquelas barcacinhas frágeis em que nossos antepassados portugueses se atiravam ao mar, indo com o vento parar na India e no Japão. Ou nas terras desconhecidas do que seria o Brasil. Uns loucos, esses navegadores; loucos cheios de curiosidade e de esperança no que haveriam de encontrar.
É bom pensar em tudo isso nessa véspera de Natal, a festa do recomeço. O grande poeta alagoano Jorge de Lima, um dos maiores da língua portuguesa, dizia que a diferença cultural entre os catolicismos hispânico e lusitano, que nos formaram a todos na América Latina, é que a festa máxima dos espanhois é a da Paixão, representada pela imagem do Cristo em chagas a sofrer na cruz, ferido de morte por nossos pecados.
Já a festa portuguesa por excelência, a que herdamos deles, é a do Natal, cuja imagem fundadora é a do Menino na manjedoura iluminada, cercado por seus pais, por pastores e reis, com a estrela de Belém ao fundo, a anunciar a chegada de nossa Redenção. É isso o que devíamos ser e representar para o mundo, não importa a religião ou a ausência dela.
Não me apego a nostalgias, tenho saudades de muito pouca coisa, quase todas muito pessoais (como a saudade de meu corpo jovem, por exemplo). O mundo já foi muito pior, o país mais atrasado, nossa vida muito mais difícil. Apesar de tudo, mesmo com tanta miséria e injustiça, com tanto egoísmo e abandono, com os confrontos pelo mundo afora, vamos avançando, tentando prolongar nossa existência com uma certa qualidade, conquistando nossos direitos específicos e universais.
Mas não posso deixar de dizer que já gostei mais de Natal, sobretudo o de minha terra, Alagoas. Na minha infância, Natal era mesmo festa. As pessoas cantavam e dançavam pastoris, reisados, cheganças, todos os  festejos populares de origem portuguesa (às vezes, com influência moura). Num certo sentido, talvez fosse até mais animado que no carnaval.
Mesmo já morando no Rio de Janeiro, minha mãe organizava na rua da Matriz, com jovens filhos e filhas de vizinhos, grupos de pastoril, quase sempre na casa de Valquíria e Barreto Filho, ilustre crítico literário amigo de meu pai. Minha mãe se encantou quando foi convidada por médicos do Instituto Pinel a ensinar o pastoril aos internos da casa e passou a fazê-lo todo ano.
As festas de Natal duravam o mês de dezembro inteiro e só iam terminar no 6 de janeiro, dia de Reis. Agora, a gente fica sentado na sala, assistindo em silêncio à festa de um só Rei, único, maravilhoso, inbiografável. Por que estamos tão tristes? Onde está a famosa alegria de viver que herdamos das “três raças tristes”?
Confesso que não acho graça no Papai Noel que invadiu a festa. Com aquela barriga e aquele espalhafato, sempre penso que se trata de propaganda de cerveja. E acho árvore de Natal um estorvo em casa e na rua. Essa não é a minha festa. Eu gosto mesmo é de presépio e de desejar um bom Natal a com quem cruzo na rua.  

A vergonha do saneamento básico no Brasil

As valas negras presentes num série de cidades brasileiras
denunciam a ausência de política urbana no país
Hoje pela manhã dei entrevista ao radialista Vivaldo Barbosa na Radio Nacional (1440AM) sobre a questão do saneamento básico no Brasil, um dos piores índices das cidades brasileiras, que se mantém bastante atrasado. Segundo o Governo Federal, 43% dos domicílios no Brasil não possuem destinação correta dos seus esgotos. Este fato representa um passivo ambiental de proporções inimagináveis. Nossa saúde, nossos rios e mananciais sofrem com o despejo em natura deste esgoto domiciliar. O governo federal anunciou nos últimos dias o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB 2013), que pretende reverter esta situação elevando a cobertura para 92% da população até 2033, portanto em 20 anos. O Plansab 2013 envolve as áreas de abastecimento de água potável, esgoto sanitário, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos e drenagem de águas pluviais.

A questão do saneamento básico envolve o fornecimento de
água potável, esgotos, limpeza urbana, resíduos sólidos, e
drenagem pluvial
Procurei na entrevista destacar que os objetivos do plano eram ambiciosos, e, que deveriam ser cobrados e monitorados pelo conjunto da sociedade. Afirmei, que assim como ficamos atentos aos indices da inflação mes a mes, também deveriamos monitorar a evolução da destinação correta do esgoto domiciliar, cobrando dos governos uma evolução positiva neste campo. Por outro lado, também destaquei a situação de nossas cidades metropolitanas, como; São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Brasilia, etc..., que precisam de órgãos que promovam a governança destes imensos territórios. A imensa dispersão territorial destas cidades metropolitanas são um claro fator que dificulta a universalização do acesso a infraestruturas adequadas. O governo federal deveria ter uma política mais clara de incentivo a promoção de cidades mais compactas e densas, onde a promoção da desejada universalização dos serviços urbanos é muito mais barata.

Por último, procurei destacar a questão da Baía de Guanabara na cidade do Rio de Janeiro, que é hoje um acontecimento geográfico poluído devido principalmente ao esgoto domiciliar da população de seu entorno. O programa de despoluição da Baía de Guanabara construiu apenas as Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs) em seu entorno, deixando de realizar o trabalho de implantação da rede domiciliar principalmente na região da Baixada Fluminense. Com isto as ETEs estão prontas sem receber a carga de esgoto domiciliar para qual foram projetadas. A evidência, no caso da cidade metroplitana do Rio de Janeiro, me parece clara, a obra mais simples de implantação da rede de tubos nas ruas das cidades brasileiras não seduz a nossos políticos, muito menos a nossas empreiteiras. Enquanto, as obras com grande volume de concreto armado das ETEs são sedutoras e atraentes para políticos e grandes empreiteiras. A situação atrasada do saneamento básico no Brasil é fruto de uma ausência total de política urbana no país, que reverta este quadro de interesses particulares, que se sobrepõe aos interesses públicos.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Avenida Paulo de Frontin era um bucólico logradouro em torno de um rio

A Avenida Paulo de Frontin antes do viaduto e da estátua
 do Cristo Redentor
A Avenida Paulo de Frontin no bairro do Rio Comprido na cidade do Rio de Janeiro era um bucólico logradouro, que se estruturava a partir da canalização do rio Comprido. Essa rua foi profundamente afetada por uma obra rodoviarista, o túnel Rebouças, que foi inaugurado em 1967, e que destruiu sua bucólica imagem. Ainda, depois do túnel, fez-se um viaduto, inaugurado em 1973, sobre este bucólico boulevard, determinando sua completa morte. Durante as obras desse viaduto houve um trágico acidente em 1971, no qual a estrutura ruiu, e, que matou vinte e duas pessoas, na esquina da Paulo de Frontin com Hadock Lobo, ver foto abaixo.

O trágico acidente com o elevado em 1971, que matou
vinte e duas pessoas
O que se depreende da sequência de fotos apresentadas é a hegemonia da mentalidade rodoviarista, que governava a construção de nossas cidades nos anos sessenta e setenta do século XX. A condenação de trechos da cidade à dinâmica dos fluxos, onde o que importa não é a fruição do caminho, mas apenas ligar a partida e a chegada de forma rápida, foi a ideologia dominante dos esforços de transformação da cidade brasileira. Cabe notar, a completa ausência de suporte de base para um sistema de transporte coletivo, seja ele, qual for. Essa mesma lógica também determinou a construção da Linha Vermelha e a Linha Amarela nos anos noventa. Logo estas vias se mostraram saturadas por engarrafamentos, demonstrando que a demanda do automóvel individual é inalcançável.

A pergunta que parece emergir, com a demolição do viaduto da Perimetral, na mesma cidade do Rio de Janeiro, na zona Portuária. Nos livramos do paradigma rodoviarista?